Pesquisar este blog

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Oi, aqui é a Ingrid Guimarães"

Esta semana não tem sido possível ligar o rádio sem ouvir: "Oi, aqui é a Ingrid Guimarães". E na sequência Ingrid começa a falar das maravilhas que é o sistema público de saúde no Brasil.

Ingrid, para quem não conhece, é atriz da Rede Globo. Na condição de estrela global Ingrid não passa nem perto do sistema público de saúde.

Logo, Ingrid não tem nem idéia do assunto sobre o qual está falando. Mas, como (quase) todo artista, Ingrid está sempre disponível para vender sua imagem, voz e sorriso falso para quem pagar o cachê. Mesmo que seja para falar mentiras absurdas, que tripudiam sobre a realidade e sofrimento alheios.

Ingrid, que não é usuária do sistema público de saúde, ganha para contar mentiras. Enquanto isto, os miseráveis morrem esperando na na fila do atendimento. Conheço uma jovem carente que aguarda há mais de um ano por uma consulta com endocrinologista. E a única informação que recebe é "não há previsão".

Vou sugerir a ela que entre em contato com a Ingrid, para ver se consegue um pedaço do cachê para pagar uma consulta em médico particular. Será que a Ingrid topa dividir a bolada?

Insuportável mundo novo

Com apenas 42 anos de idade (recém completados) posso afirmar que já experimentei dois mundos completamente diferentes. Um deles até ali pelo final dos anos 80, um mundo que fazia sentido par mim, com liberdade de escolha, sem patrulhamento, com imprensa fazendo jornalismo, sem cerceamento, sem politicamente correto, etc. (e olha que parte deste período transcorreu sob ditadura militar).

O outro mundo começa a ganhar corpo a partir dos anos 90. Já faz um bom tempo, mas às vezes é como se eu tivésse dormido no mundo antigo e acordado neste mundo novo. Não percebi a sua formação.

Este (o atual) é um mundo de idiotas, de pessoas imbecilizadas, de governantes estúpidos, de cultura imbecilizante, de faz de conta, de patrulhamento, de aparência e da ditadura da maldição politicamente correta.

Já faz alguns anos que escrevo este blog, e já falei muito sobre as coisas das quais discordo neste mundo contemporâneo.

Mas uma coisa que me enoja profundamente (mas que virou uma obrigação) é a tal de responsabilidade social das empresas. Infelizmente, ainda não nasceu o empresário com culhão para mandar às favas os ditadores do politicamente correto. Por covardia ou, pior, puro espírito marqueteiro, correm a declarar que suas empresas são socialmente responsáveis, quando empresa existe é para dar lucro, respeitando o regime legal do país. E abrem-se as portas para a hipocrisia e para a exploração da miséria alheia. Tudo pelo "bem da humanidade".

Uma grande empresa resolveu patrocinar um projeto esportivo para crianças carentes aqui na cidade. Seria muito nobre se a tal empresa não utilizasse esta ação para fazer o seu "marketing social".

Pois bem, já havia uma molecada engajada no projeto, dedicando horas dos seus dias para as atividades esportivas, tudo de bom.

Ocorre que ... a tal empresa concluiu que como o Rio de Janeiro é cidade olímpica, o tal projeto social esportivo dará mais "ibope" se ocorrer no Rio. Assim, sem sequer perder tempo pensando nas consequências para as vidas das crianças aqui na cidade que estavam engajadas no projeto, a empresa simplesmente anunciou que estava suspensa a verba. Que agora só vão patrocinar no Rio. Ótimo para as crianças do Rio. E a empresa vai poder continuar mostrando ao seu público consumidor como é "boazinha", como se preocupa com as crianças. Agora com muito mais "ibope", afinal o Rio é cidade olímpica...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conquistas petistas

Eu critico bastante o petismo aqui no blog, mas sei reconhecer realizações, e vou reconhcer algumas:

- Qual seria a probabilidade de um Carlos Lupi da vida virar ministro de estado se Lula não tivésse sido eleito presidente em 2002? Fiz o cálculo estatístico e apurei que a probabilidade era zero. Logo, esta é uma realização do petismo.

- Qual seria a probabilidade de um Orlando Silva da vida virar ministro de estado se Lula não tivésse sido eleito presidente em 2002? Fiz o cálculo estatístico e apurei que a probabilidade era zero. Logo, esta é uma realização do petismo.

- Qual seria a probabilidade de José Sarney ser presidente do senado em 2011 e da família Sarney continuar dando as cartas no Maranhão se Lula não tivésse sido eleito presidente em 2002? Fiz o cálculo estatístico e apurei que a probabilidade era remota. Logo, esta é uma realização do petismo. Espero que os maranheenses também saibam reconhecer.

- Qual seria a probabilidade de a imprensa brasileira demonstrar um elevado grau de tolerância para com a corrupção se Lula não tivésse sido eleito presidente em 2002? Fiz o cálculo estatístico e apurei que a probabilidade era zero. Logo, esta é uma realizção do petismo. Que os corruptos saibam reconhecer.

- Qual seria a probabilidade de qualquer um dos presidentes do Brasil entre Deodoro e FHC sobreviver ao escândalo do mensalão? Fiz o cálculo estatístico e apurei que a probabilidade era zero. Logo, este grau de impunidade é uma realização do petismo.

Pronto, não digam que não soube reconhecer o que lhes é devido.

A esquerda X a liberdade no Brasil

A esquerda pegou o jeito certo para nos dominar por muito tempo, por muitos anos ainda por vir. Foram inteligentes para conquistar esta posição, são inteligentes para mantê-la. Comnpraram uma gigantesca rede de apoio na imprensa, e estão sempre muito atentos para qualquer ameaça, de qualquer lugar.

- Se um padre começa a bater na questão do aborto, incômoda para a candidata Dilma, o PT parte com tudo para cima do padre, da gráfica que imprimia os panfletos do padre, etc., para fazê-los calar por medo. Deu certo. Se tivéssem continuado suas atividades, talvez os petistas tivéssem aplicado a "solução" Celso Daniel;

- A dominação do PT atualmente depende deste arremedo de democracia que ainda existe no Brasil. Neste contexto, é fundamental a existência de uma oposição, mas tem que ser uma oposição de mentirinha, que não ameace nem remotamente a dominação petista. É por isso que lideranças petistas afirmam para Aécio Neves: "Vossa Excelência representa a oposição que queremos".

- Se surge uma ameaça qualquer no espectro oposicionista os petistas correm para aniquilá-la. Por que entre tantos governadores e prefeitos tucanos, apenas Yeda Crusius foi brutalmente perseguida pelo petismo (e pelo petismo travestido de PSOL)? Porque Yeda era um ponto fora da curva em termos de gestão pública, Yeda se revelou uma tremenda administradora pública, como há muito não víamos e, nesta circunstância, foi identificada pelo petismo como uma ameaça real. E foi aniquilada. Bananões como José Serra, Geraldo Alckmin e Beto Richa não representam ameaça ao petismo, e ninguém pega tão pesado contra eles. Pelo contrário, bananões como esses do trio citado acabam auxiliando o petismo ao contribuirem para manter o arremedo de democracia do qual o PT ainda depende para consolidar sua dominação.

- Por que cresce de maneira assustadora o volume de ameaças à vida e à integridade física do Reinaldo Azevedo? Porque o Reinaldo é muito bom no que faz, põe o dedo na ferida e é atualmente uma das principais ameaças ao domínio esquerdista. Se eu fosse o Reinaldo iria escrever meu blog a partir de um endereço secreto, pelo menos por um tempo. Eu teria medo da "solução" Celso Daniel.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Espaço fofoca...

Este blog também tem o seu lado "revista de celebridade"...

Leio na internet que na noite do dia 24/11 Galvão Bueno discutiu com sua esposa durante um show de Luan Santana. Mas não se limitou a discutir. Galvão jogu sua taça de champanhe no rosto da esposa e a empurrou sobre um sofá. A razão da agressão foi o fato de a esposa ter dado uma entrevista para a Record.

Celebridade televisiva é assim, são os donos do mundo, os senhores do universo, a razão de ser da criação, etc. As revistas de celebridades escreve um monte de besteira a respeito deles mas, o pior, é que eles acabam acreditando naquilo. Se são perfeitos, se o mundo gira em torno dêles, como alguém pode ousar lhes criticar, ou fazer alguma coisa que lhes desagrade?

Nesses casos já vão partindo para a pancada, para o braço, mostrando toda a extensão do seu poder de argumentação e da sua tolerância. Suas violentas reações físicas mostram como as celebridades estão próximas do estágio evolutivo pré-civilizacional. Mas se alguém for entrevistá-los descobrirá que todos são "pela paz"...

Como pode o hemisfério ocidental todo perder tanto tempo com gente inútil?

Do Rodrigo Constantino

"Poucas pessoas assumem ser liberais no Brasil. Com uma hegemonia da esquerda no ambiente intelectual do país, as virtudes e os fins nobres foram se tornando monopólio dos pensadores socialistas ou social-democratas, e qualquer ponto de vista liberal passou a ser automaticamente descartado como coisa de “elite” insensível ou oportunismo de grupos de interesse. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Os países liberais foram justamente aqueles que tiveram mais progresso material, associado sempre a uma ampla liberdade individual, incompatível com modelos que concentram demasiado poder no estado. Por que, então, ter vergonha de usar o termo liberal? Os fatos históricos e também o embasamento teórico estão do lado dos liberais. Por que fugir do rótulo?

Sim, os rótulos podem ser simplistas e gerar confusão. Mas não acredito que a saída para os liberais seja recusar tal denominação. Fazer isso é fazer o jogo da esquerda, aceitar que o monopólio da virtude está do lado de lá. Não está! E, por isso mesmo, faz-se necessário debater com foco nos argumentos, defendendo sem medo as posturas liberais. A timidez no debate, com os liberais sequer assumindo abertamente aquilo que pregam, representa um tiro no pé do liberalismo como opção de modelo ao país.

E que fique claro o ponto já levantado por Roberto Campos: o liberalismo nunca nos deu o ar de sua graça. Se o Brasil é um país com muita miséria e desigualdade social, isto não é culpa do liberalismo, pois este jamais existiu por aqui. O Brasil é um país patrimonialista e clientelista, que nos últimos 20 anos experimentou uma social-democracia com governo inchado, e que antes, nos tempos da ditadura, tampouco teve algo que se assemelhasse ao liberalismo, mesmo restrito à economia."

Do Olavo de Carvalho

"Quantos jornais e revistas conservadores, de direita, surgiram no Brasil nos últimos vinte anos – período equivalente ao do regime militar? Nenhum. Simplesmente não há dinheiro para isso. Proponha uma publicação conservadora ou cristã a empresários brasileiros e eles, daí por diante, evitarão ser vistos em sua companhia. Se não existisse a internet, onde se mantém um blog com cinquenta reais por ano, a opinião conservadora teria simplesmente desaparecido do território nacional."

Do Coturno Noturno

"Arenas da Copa demorarão até 198 anos para pagar custo. É o legado do PT para os arqueólogos.

As arenas esportivas que estão sendo construídas para a Copa do Mundo de futebol de 2014 nas 12 cidades-sede demorarão de 11 a 198 anos para se pagar, levando em conta o nível atual de rentabilidade dos estádios nos Estados em que serão erguidos, mostra estudo feito pela BSB - Brunoro Sport Business. Também segundo a análise, os 12 estádios que foram escolhidos para os jogos da Copa custarão mais e terão receita menor depois da competição que aqueles construídos para as últimas duas edições da Eurocopa. Os piores prazos estão em Cuiabá, Natal, Brasília e Manaus e variam de 130 a 198 anos."

domingo, 27 de novembro de 2011

Pacifistas

“Em uma declaração arrojada, o pai de Noah uma vez se vangloriara de ser capaz de transformar alguns dos assassinos mais brutais do século no último grito da moda entre os pacifistas da contracultura. E de fato ele tinha conseguido fazer isso; ali havia fotografias de ingênuos estudantes universitários, estrelas do rock e ícones de Hollywwod vestindo com orgulho camisetas com imagens romantizadas do presidente Mao e de Che Guevara.”

Pág 53 de A Janela de Overton, de Glenn Beck.

sábado, 26 de novembro de 2011

Um país...

Ontem eu e meus funcionários passamos o dia no Hopi Hari, no interior de São Paulo. Foi a nossa "festinha" de fim de ano.

O Hopi Hari gosta de se apresentar como um país. Suas agências de vendas são "consulados", sua portaria é "imigração", e possui até um idioma próprio.

Após visitar o "país" Hopi Hari posso dizer que parece muito com um putro país ... um tal de Brasil.

No marketing, ambos os "países" são fenomenais, tudo de bom, "nunca antes", etc. Foi, aliás, o marketing que me motivou a levar o pessoal para o Hopi Hari.

Mas ... depois que a gente passa pela "imigração", tomamos um choque de realidade: muitos brinquedos parados por falta de manutenção, horas de espera nas filas dos brinquedos que funcionam (como nas repartições públicas do outro país), tudo meio caído, com pintura gasta, meio abandonado, e preços pela hora da morte. Enquanto estamos lá vozes entusiasmadas falam o tempo todo pelo sistema de som (iuuhu!) para nos convencer que a realidade não é a que estamos vendo (como a propaganda do governo do outro país).

Aguentei o parque só até a hora do almoço. No início da tarde tomei um taxi e fui para um outlet que tem ali perto. Lá sim estava bom, pois encontrei algumas lojas com ótimos preços. Voltei ao parque só no início da noite, para me reunir ao pessoal e ir embora.

Os "países" Hopi Hari e Brasil são muito parecidos. A diferença é que no país Brasil a diversão é só para petistas, aliados e comprados...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hipócrita

Ontem à noite tomei um avião para São Paulo. O passageiro ao meu lado abriu um livro. Sem ter o que fazer durante o vôo, espichei o olho para o livro do vizinho.

Vi que era um livro de autoria de Oscar Niemeyer, o grande hipócrita que passou a vida "lutando pelo comunismo", como ele mesmo diz (inclusive neste livro), mas confortávelmente sentado sobre uma montanha de dinheiro.

O texto do livro era tão ruim e tão vazio de conteúdo que parecia ter sido escrito por um aluno do primeiro grau.

Lá pelas tantas Niemeyer aborda os mais recentes prédios públicos que projetou em Brasília, e conta que os projetos receberam críticas. Sim, de fato, muitas pessoas (eu inclusive) os acharam suntuosos demais, luxuosos demais, extravagantes demais para um país pobre, que não consegue oferecer saúde, educação, segurança e saneamento dignos ao seu povo. Pois bem, sabem como o comunista Niemeyer justifica no livro a extravagância dos seus projetos? Assim: "sim, de fato os mais pobres não poderão usufruir desses edifícios, mas pelo menos poderão passar na frente deles e achá-los bonitos". Ah, tá.

Niemeyer passou a vida enriquecendo às custas do dinheiro público dos diversos governos para os quais trabalhou. Mas no livro diz que ao longo de sua vida trabalhou muito mais pelo comunismo do que pela arquitetura.

Hipócrita!

Irreais

Reinaldo azevedo aborda hoje a questão do vídeo com atores da Globo falando da usina de Belo Monte. É claro que falam um monte de besteiras. Como sempre, quando abrem suas bocas.

Quem disse que ator de novela é autoridade para falar sobre a realidade da vida, quando esse pessoal vive fora da realidade?

Sim, artista famoso vive fora da realidade.

- Artista famoso não espera em fila;
- Artista famoso é sempre bem tratado, até pelas companhias aéreas;
- Artista famoso é bem recebido até no serviço público;
- Artista famoso muitas vezes não precisa nem pagar suas contas, afinal os donos dos estabelecimentos evitam cobrar deles para, assim, atrair mais famosos ao local;
- Artista famoso é sempre pela paz, mas vive cercado por um cordão de seguranças.

Ser artista famoso da Globo significa viver numa ilha da fantasia, completamente desconectado da realidade. Mais ou menos assim como ser um político em Brasília...

Como é que alguém pode opinar sobre a realidade (fazendo cara de conteúdo) sem ter sido apresentado para a realidade?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Do Reinaldo Azevedo

Sei que algumas pessoas que visitam este blog não são leitoras do Reinaldo Azevedo. Outras, infelizmente, nem o conhecem. Assim, deixo hoje um texto excepcional do Reinaldo para a sua leitura. Apreciem.

"Este será um texto difícil, leitores! Avançarei por um trilho que sempre evitei porque tenho tal horror à demagogia que o risco remoto de que nela pudesse resvalar sempre me impediu de continuar. Mas chega a hora, como disse o poeta, em que os bares se fecham. E então restamos com nossas verdades. E elas precisam ser não exatamente anunciadas, mas enunciadas. Chegou a hora de vocês saberem um pouco mais deste escriba. Mas vamos devagar nesta longa viagem noite adentro.

Enganam-se aqueles que supõem que tenho debatido, nestes dias, a formação de chapas para disputar o DCE da USP, da Unirio ou da UFPR. A questão, entendo, é bem mais ampla: trato aqui de regras de civilidade, da democracia e do estado de direito. Espanta-me que seja justamente nas universidades — em particular nas públicas — que direitos essenciais garantidos pela Constituição sejam aviltadas; direitos que custaram os esforços de gerações de brasileiros. Modestamente, fiz parte dessa trajetória e corri riscos, desde bem menino, por isso. Constato, não surpreso, mas nem por isso menos indignado, que a defesa da lei no Brasil pode ser, sim, uma atitude perigosa, daí que eu tenha sido obrigado a tomar medidas para a minha proteção. Nem por isso vou desistir. Releiam o título deste post. Eu vou chegar lá.

Ontem, enquanto alguns leitores de Vladimir Safatle, o professor pró-invasão, liam a sua corajosa fuga do debate (ver post abaixo), um panfleto era distribuído na USP, com tiragem anunciada de 3 mil exemplares. Ataca-me com impressionante violência. Mais do que isso: incita o ódio, a agressão. Acusa-me, em última instância, de interferir numa questão que seus autores parecem considerar privada. Isto mesmo: eles privatizaram a Universidade de São Paulo e rejeitam por princípio a crítica. O curioso é que, em sua não-resposta, Safatle me acusava — este rapaz precisa tomar cuidado com seu eventual lado mitômano — de promover a violência retórica. Escreveu em sua “não-resposta” que ele pertence àquela categoria de pessoas que “nunca responderão a situações nas quais a palavra escrita resvala para o pugilato, nas quais ela flerta com as cenas da mais tosca briga de rua com seus palavrões e suas acusações ‘ad hominen‘. Seria, simplesmente, ignorar a força seletiva do estilo.” Bem, noto à margem que o latim de Safatle não é melhor do que seu português, sua filosofia, seus argumentos e seu talento de polemista. O certo é “ad hominem”, com “m”. A alternativa é não recorrer ao latim.

Não, eu não desferi um só palavrão contra este rapaz. Em compensação, aqueles aos quais ele dá suporte — costuma ministrar “aulas” em áreas públicas ocupadas, como já fez em Salvador! — percorrem todo o vocabulário da desqualificação para me atacar, com impressionante vulgaridade e boçalidade. Em suma: acusam-me de promover aquilo que eles próprios promovem. Quando um delinqüente intelectual divulga um panfleto asqueroso, que faz a apologia da pancadaria e da tortura, em vez de pedirem cadeia para o autor, preferem jogá-lo nas costas de seus adversários. É uma gente, parece, para a qual o crime sempre é útil, os próprios ou os alheios.

Ataques e povo consumidor
Nos ataques que prosperam na rede, as Mafaldinhas e os remelentos mimados me acusam, ora vejam!, de ser um representante da “classe dominante” — ou de estar a serviço dela — e fechar os olhos e tapar os ouvidos ao sofrimento do povo, de que eles seriam os procuradores. Se o povo os ignora e, na verdade, repudia a sua pauta, então é porque está ainda esmagado pela opressão do capital e pelas artimanhas da ideologia dominante, que lhe incute uma falsa consciência que o impede de ter clareza de seu papel revolucionário. É aí que entra, então, o partido — o deles — com o seu papel de vanguarda e de organizador da luta. Escrevo isso e dou um meio-suspiro. Imaginem vocês se Marx estabeleceria esse encadeamento se os “revolucionários” em questão fossem estudantes universitários…

O que essa gente sabe “do povo”, Deus Meu? No máximo, tem notícia dele por intermédio de suas respectivas empregadas, certamente mais “reacionárias” do que eles próprios. Esses radicais, que hoje se querem à esquerda do PT — os petistas assistem aos absurdos da USP pensando apenas em como tirar proveito eleitoral do episódio —, explicam por que foi um operário meio ignorantão, Luiz Inácio Lula da Silva, a empurrá-las para a absoluta indigência intelectual e para o flerte com o banditismo.

Se Lula e seu PT têm promovido o que considero um contínuo rebaixamento institucional do Brasil por conta do aparelhamento do estado e de sua vocação para se estabelecer como partido único, o que certa esquerda considera “progressista”, é fato que o sucesso do Apedeuta, desde quando era sindicalista, se deve justamente a aspectos de sua pregação que esses radicalóides consideram “conservadores”, até mesmo reacionários. Desde quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula prega a uma platéia de consumidores, não de revolucionários. As três campanhas eleitorais vencidas pelo PT exercitaram, todos sabemos, à farta a lógica do “nós” contra “eles” — aquela bobajada tipicamente esquerdista —, mas sempre ancoradas na democratização das conquistas do capitalismo. Há, sim, uma vasta literatura de esquerda que provaria que Lula é um grande “reacionário”.

O ponto, meus caros, é que o povo vive o, como chamarei?, “malaise” da carência, enquanto esses esquerdistas enfatuados conhecem o “malaise” da abastança. PCO, LER-QI, PSOL e assemelhados oferecem “consciência revolucionária” aos pobres, e estes querem é geladeira nova. Os extremistas do sucrilho e do toddynho lhes propõem utopias, e eles estão de olho no computador. Os delirantes, em suma, lhes acenam com o socialismo, e eles só esperam que o capitalismo também lhes sorria. Foi Lula quem conduziu esses delinqüentes intelectuais para o hospício da política. Em certa medida, ninguém foi, segundo a ótica deles, mais contra-revolucionário do que o ex-presidente — o que não quer dizer que ele seja um democrata convicto. Eu não considero.

Desconhecem o povo
Esses extremistas de terceiro grau, sejam alunos, professores ou funcionários, não sabem o que é o povo, quem é o povo, o que quer o povo — e o resultado que logram nas urnas deixa isso muito claro. E então virá a pergunta fatal: “E você, Reinaldo, conhece?” Pois é, conheço, sim! SEM ME CONSIDERAR SEU REPRESENTANTE PORQUE NÃO FUI ELEITO POR NINGUÉM, DEIXO CLARO! E agora começa o caminho um tanto pedregoso, que sempre evitei, porque tenho verdadeiro asco de certas parvoíces sociologizantes. Mais do que isso: a cada vez que vi Lula tentando justificar algumas de suas escolhas equivocadas por causa de sua infância pobrezinha, meu estômago deu alguns corcovos. O Lula que mobilizou os consumidores, se querem saber, merece o meu respeito. O Lula que tenta fazer da pobreza uma cultura merece o meu solene desprezo.

Vamos lá, Reinaldão, coragem! Sabem os meus familiares, sabem os meus amigos próximos, alguns deles jornalistas (sim, os tenho, e queridos!), que fui muito pobre, muito mesmo! E nunca dei uma de coitadinho porque não pode haver poder mais discricionário e asqueroso do que o das vítimas — de quaisquer vítimas — se transformado em categoria de pensamento. A pobreza não existe nem para culpar nem para enobrecer ninguém. Vamos lá ao título. Não! Os meus heróis não morreram de overdose porque isso é luxo que não se consente a determinadas faixas de renda. Essa “overdose” sempre supõe que o tal “herói” foi uma espécie de paladino da luta contra a opressão. Qual opressão? Qualquer uma que possa servir de pretexto para enfiar o pé na jaca.

Se meus heróis não morreram de overdose, tive, isto sim, amigos de infância e pais de amigos que se meteram com a bandidagem e o narcotráfico e que hoje estão mortos. Morreram de “overbalas”. Meu pai trocava molas de caminhão; minha mãe chegou a trabalhar como doméstica. Não me orgulho da profissão que tiveram. Orgulho-me das pessoas que eram — minha mãe, felizmente, viva, forte e ainda mais cheia de opiniões do que eu, hehe. Orgulho-me de seu caráter. Orgulho-me de seu senso de honra. Morei em dois cômodos de madeira até os 5 anos; depois, em dois cômodos de alvenaria até os 15. No fundo do terreno, corria um rio fétido. Nas chuvas, a água invadia a casa. O que isso me ensinou? Digo daqui a pouco. E talvez surpreenda muita gente!

Eu era livre para escolher
Tive todas as oportunidades de delinqüir, às quais alguns sucumbiram, numa periferia aonde o asfalto chegou tardiamente, para ter um “Kichute” novo (ainda existe?), uma calça “Lee Americana”, como chamávamos à época, uma “vitrola” para os bailinhos — faziam-se “bailinhos” então. E sempre disse “não!” E fiquei sem o Kichute, a Lee Americana e a vitrola. Eu tenho uma novidade para esses delinqüentes encapuzados e seus professores picaretas: OS POBRES TAMBÉM FAZEM ESCOLHAS MORAIS. Não são umas bestas à espera da iluminação que vocês possam proporcionar. Aliás, eles as fazem mais freqüentemente do que os abastados porque, de fato, suas carências são maiores e maiores as chances de tentação de encontrar um caminho mais curto para obter o desejado.

Disse “não” muitas vezes — e não vai nisso heroísmo nenhum! Não fui o único. Sempre que leio textos de supostos especialistas a demonstrar como os pobres da periferia são vítimas passivas das circunstâncias, sou tentado a pegar um chicote. Porque essa gente não sabe O que nem DO que está falando.

Não, eu não acho que essa minha origem me qualifique para isso ou para aquilo. Não me liguei a grupos socialistas porque quisesse subir na vida (claro!) ou porque achasse que o estado tinha a obrigação de me dar moradia ou o que fosse. A minha questão, desde sempre, tinha a ver com a democracia. Achava, e ainda acho, inaceitável que um governo possa decidir o que devemos pensar, o que devemos dizer, o que devemos calar. Nem governos nem milícias comuno-fascistas da USP ou de qualquer outro lugar.

A propósito da ignorância dos extremistas. Lembro-me, eu tinha 15 anos, de uma “aula” com um “intelequitual” da Convergência Socialista (que está na pré-história do PSTU) a esculhambar o então apenas “sindicalista” Lula, em começo de carreira, porque este seria um “reformista”, empenhado “apenas” em conquistar salários melhores, o que, entendi, era ruim para a libertação dos trabalhadores. O que aquela gente sabia do povo, Deus Meu? Nada! O que sabe ainda hoje? Nada!

Todos os dias, recebo centenas de comentários mais ou menos assim: “Você, que nunca andou de ônibus…”; “Você, que nunca andou de trem…”; “Você, que nasceu em berço de ouro…” Costumo ignorar porque tenho outra novidade para os delinqüentes encapuzados: a abastança pode ser tão opressora quanto a carência! Os que não sabem o que fazer dos benefícios que herdaram podem ter um destino tão ou mais duro do que os que não sabem o que fazer das carências que herdaram. O ponto, desde sempre, não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer do que fizeram de você, compreenderam?

Ignorância com efeitos trágicos
Essa ignorância do que são e do que querem os pobres tem efeito terrível na vida dos próprios pobres. A cada vez que vejo ONGs nas favelas do Rio ou na periferia de São Paulo ensinando criança pobre a batucar, a fazer rap, a fazer funk (lá vem chiadeira…), vem-me de novo a vontade de pegar o chicote. Por que pobre tem de batucar? Aos 14 anos, eu já tinha lido toda a poesia de Cecília Meireles e boa parte do que sei de Drummond, por exemplo. Ali, na cozinha de casa. Não porque eu fosse um gênio, o que não sou, mas porque há pobres que se interessam por literatura e não estão dispostos a representar o papel de pobres para satisfazer os anseios dos remelentos e das Mafaldinhas revolucionárias. E não estão dispostos pela simples e óbvia razão de que… JÁ SÃO POBRES. NÃO PRECISAM REPRESENTAR!

Eu conheço o povo, aqueles alunos e professores remelentos não conhecem. Para a chateação e a fúria deles todos, conheço também os textos que lhes servem de referência, com a ligeira diferença de que os li. Safatle, aquele rapaz do cinturão do agronegócio, a esta altura, deve estar radiante: “Eu sabia! Esse Reinaldo é um pobre que se tornou reacionário para subir na vida; um arrivista!” E se sentirá, então, pacificado. Ele, das classes abastadas, se regozijará com a generosidade de sua entrega à causa popular, mesmo vindo das camadas superiores. Já eu, vejam que desastre!, em vez de estar na rua, carregando bandeira; em vez de estar empenhado na libertação da minha classe; em vez de estar exercendo o papel que me foi reservado pelo marxismo sem imaginação dessa canalha, eu, olhem que coisa!, estou aqui a dizer para Safatle que sua citação de um texto de referência é descabida. Corrijo também o seu português. Corrijo, para arremate dos males, o seu latim. Pobre reacionário é mesmo uma merda, né, Safatle? É só ler alguma coisinha, já sai corrigindo os ricos progressistas…

Por que isso tudo?
Por que isso tudo? Para tentar ganhar algumas credenciais junto à escumalha moral que anda me satanizando por aí? Eu quero mais é que essa gente se dane. Mas não venha, como se dizia na minha vila, “botar panca” (sim, o certo é “banca”) pra cima de mim, tentando me dar aula do que é povo, do que é pobreza, do que é carência. Eu lhes ensino, seus delinqüentes, como transformar dois ovos e um tomate numa refeição para quatro pessoas, com o acréscimo de farinha de rosca numa omelete sem queijo e sem presunto. A boa notícia para nós é que era gostoso. Fiz Dona Reinalda preparar o prato dia desses. Ficou bom, mas não era a mesma coisa, porque, para citar um trecho que decorei de “No Caminho de Swann, de Proust (só trechinhos, viu? Não quero passar falsas impressões, hehe), “tentamos achar nas coisas, que, por isso, nos são preciosas, o reflexo que nossa alma projetou sobre elas, e desiludimo-nos ao verificar que as coisas parecem desprovidas, na natureza, do encanto que deviam, em nosso pensamento, à vizinhança de certas idéias”. No caso, a omelete de farinha de rosca estava ali, mas as circunstâncias eram outras, como a água do rio que não passa duas vezes pelo mesmo lugar.

A minha história não me faz nem mais nem menos qualificado para coisa nenhuma! Também a pobreza pregressa não é categoria de pensamento. Eu espero que aqueles vagabundos que ficam demonizando meu nome por aí me desprezem ainda mais por isso. Têm a chance de descobrir que as nossas diferenças não estão apenas nas escolhas, mas também nas origens. A pobreza não me ensinou nada de especial. Cabe a cada um de nós o esforço ao menos de tomar a rédea do nosso destino, feito muito mais de opções do que freqüentemente supomos. Mas isso não é uma particularidade da pobreza. Também os ricos, reitero, podem ser oprimidos pela riqueza. “Mas qual opressão é melhor?”, pode perguntar um cínico.

Olhem aqui, minhas caras, meus caros, é claro que governos e políticas públicas têm de se ocupar da melhoria das condições de vida do povo. Com uma escola melhor, uma saúde melhor, uma segurança melhor, aumentam as chances de felicidade. Negá-lo seria uma estupidez. Chances de felicidade, no entanto, não são felicidade garantida. Na pobreza ou na abastança, o que quer que nos faça infelizes sempre está dentro de nós. E não há revolução que dê jeito.

Ah, sim: algum anseio insatisfeito da pobreza ainda me assalta hoje, já que “o menino é o pai do homem”, como escreveu Wordsworth, frase depois retomada por Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”?

Um ferrorama lindão, gigantesco, cheio de traquitanas. No mais, nada faltou, nada excedeu. Cada vida existe na sua exata medida.

Beijo do Tio Rei.

Por Reinaldo Azevedo "

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Acabou a dívida externa!"

Bradou o maior mentiroso da história deste planeta. "Acabou a dívida externa!", ecoou a imprensa capacho.

Vejam a notícia da Veja.com:

"O Banco Central (BC) afirmou nesta terça-feira que a estimativa da dívida externa brasileira em outubro ficou em 297,576 bilhões de dólares. O valor é levemente inferior à estimativa feita em setembro, de 297,615 bilhões de dólares. Em relação ao último dado fechado, a estimativa de outubro apresenta crescimento, já que, em junho, o valor efetivo da dívida externa era de 291,648 bilhões de dólares."

Pão X liberdade II

Mesmo que o esquerdimo tivésse a capacidade de entregar pão ao povo, o que não tem, quem troca liberdade por comida é animal em cativeiro à espera do abate, como o porco no chiqueiro.

Pão X liberdade

Para ser um esquerdista é necessário pelo menos uma das três caractarísticas abaixo:

1) Ser um canalha;
2) Ser um psicopata homicida;
3) Ser um completo idiota.

Está em pauta novamente a questão pão X liberdade. O debate é o seguinte: os regimes democráticos conferem liberdade ao povo, mas o povo morre de fome. Já os regimes comunistas não conferem liberdade, mas alimentam a população.

Primeiro, liberdade não é um valor que se encontra à venda em troca de um pedaço de pão.

Segundo - o problemas do Brasil, como demonstram dados até ddo IBGE petista é a obesidade, não a fome. Fome, se houver, será consequência da medida do post abaixo, do governo petista comunista.

Terceiro - nunca houve na história do mundo um regime comunista que conseguisse alimentar seu povo. Pelo contrário, as epidemias de fome que mataram milhões ocorreram justamente nas experiências comunistas. Os regimes comunistas só produziram desgraça, miséria e mortes. Vão comparar a quandidade média de calorias que ingere um norte-coreano comunista com a de um sul-coreano capitalista. Ou a de um cubano comunista com a de um habitante de qualquer outra ilha do Caribe.

Canalhas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vamos passar fome

Acabei de ler um absurdo no blog Coturno Noturno. Segundo informação do blog, o novo código florestal brasileiro vai também proibir a importação de alimentos de países que não tenham regras ambientais tão rígidas.

O novo código florestal brasileira vai ser uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

Aí vem a questão - não somos auto-suficientes em todos os tipos de alimentos. Por exemplo, nossa produção de trigo não atende a demanda interna. Aí precisaremos continuar a importar trigo. Só que não poderemos importar de nenhum país, pois nenhum tem legislação ambiental tão rígida. E aí, vamos comer o quê?

"Há, mas aí os países vão se adaptar, para poderem continuar exportando alimentos para o Brasil". Cheiraram cola? Quem é que vai mudar sua legislação ambiental, criando restrições à sua produção de comida, só para vender para o Brasil?

Se não puderem vender para o Brasil, venderão para a China.

O Brasil é o único país do mundo que topa reduzir a produção de comida para ficar de bem com as ongs internacionais. Nenhum outro país seria tão idiota.

domingo, 20 de novembro de 2011

Mundo moderno

Os comportamentos e valores neste mundo moderno estão mudando mais rapidamente do que consigo acompanhar. Parece que cada vez mais as pessoas se preocupam com a publicidade do fato do que com o fato em si, cada vez mais se preocupam com a aparência do que com essência.

Como escrevi na sexta-feira, Xuxa resolve comemorar seu aniversário "na intimidade", mas intimidade para ela significa a capa da revista Caras.

Li ontem que o filho do dançarino Carlinhos de Jesus foi chacinado no Rio com oito tiros. A primeira reação do pai, Carlinhos, foi correr para atualizar seu Twitter e informar ao mundo que estava sofrendo muito.

À noite eu assistia ao programa Legendários, da Record, e Marcos Mion falava sobre a relação entre humanos e animais, e pediu para colocar no ar uma imagem para exemplificar a relação. Na imagem aparecia uma senhora de quatro no chão (talvez estivésse limpando o chão), e um cachorro grande chega por trás a monta na senhora. Ela tenta sair, se debate, mas o cachorro a prende com suas patas dianteiras e continua se divertindo. A pessoa que está ao lado, ao invés de afastar o cachorro, fica filmando a cena. Não bastasse isto, enviam a cena para a televisão, para que seja mostrada para o mundo todo.

Que mundo é este?

sábado, 19 de novembro de 2011

O estado a serviço de um partido

Como escrevi no post abaixo, o gênio Golbery decidiu que o esquerdismo poderia prosperar no meio universitário, o governo militar não iria reprimir. Assim, Golbery assegurou a formação de gerações de professores petistas, jornalistas petistas, advogados petistas, juízes e promotores petistas, fiscais da receita petistas, etc.

Os petistas não dão a menor importância para leis, instituições, regras, etc. São soldados permanentemente a serviço da causa petista.

Quando um bacharel petista se torna promotor ou juíz ele irá utilizar seu cargo não a serviço da sociedade, que lhe paga o salário, mas a serviço do partido.

Vejo agora a notícia de que o judiciário mandou interomper uma obra do metrô de São Paulo (PSDB) e afastar o presidente da empresa. O judiciário mandou porque o ministério público provocou.

Como os tucanos são os adversários dos sonhos de todo mundo, fica ainda mais fácil para os petistas travestidos de juízes e promotores agirem.

Se há, ou não, irregularidade nesta obra, é o de menos para este post. A questão é a seguinte: onde estão ministério público e judiciário em relação às montanhas de fraudes nas obras dos governos petistas? Respondo: não estão nem aí. Ou, pior, poderiam até estar participando da divisão do butim, já que são todos soldados da mesma causa.

O Tribunal de Contas da União vive alertando para fraudes e recomendando a interrupção de obras. Lula decidiu que não era mais para interromper, era para ignorar o TCU. A tese dos companheiros, aceita com jubilo pelos companheiros da imprensa, foi de que é melhor ter a obra com corrupção, do que não ter obra nenhuma. Onde estão judiciário e ministério público nestes casos? Dividindo o butim?

Mas o PT quer tirar o governo de São Paulo das mãos do PSDB, então no território paulista é importante que o judiciário e o ministério público estejam atuantes. Canalhas.

Pior, a decisão da justiça companheira vem no exato momento em que é preciso afastar as atenções do companheiro Lupi, aquele que nem Dilmam tem força para demitir.

Se isto aqui fosse uma nação esses companheiros canalhas seriam arrancados dos cargos que usurpam. Como somos apenas uma pilha de bananas habitando um mesmo território, segue tudo como está.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Panela de pressão

Golbery do Couto e Silva, que era um imbecil, criou a tal tese da panela de pressão. A panela de pressão precisa de uma válvula de escape para que não exploda. Segundo Golbery, o mesmo ocorre na política, ou seja, durante o regime militar deveria haver algum lugar onde o esquerdismo fosse tolerado, para que isto funcionasse como uma válvula de escape para aliviar pressões.

O gênio decidiu que a tal válvula de escape deveria ficar nas universidades, ou seja, o governo faria vistas grossas para a infiltração esquerdistas nas universidades. Ou seja, a partir dali os esquerdistas estavam livres para doutrinar as gerações futuras de formadores de opinião e lideranças da sociedade em geral. Ou seja, Golbery pode ser considerado o pai do Brasil maravilha do século XXI.

Já os comunas, diferentemente de Golbery, de imbecis não têm nada. Com eles não tem nada de válvula de escape. Com eles "ou está com a gente ou é inimigo". Nem nas universidades. Como a atual situação da USP, dominada por milícias de esquerda, comprova, o esquerdismo não tem tolerância. Se os não esquerdistas quiserem reagir, eles partem para a pancadaria, prorrogam mandatos, adiam eleições. Tudo sob o olhar aprovador da imprensa companheira.

São todos idiotas, ou eu que sou louco?

Ando bastante pela cidade, pelas regiões ricas, pelas regiões de classe média e, também, pela periferia. Sempre que passo em frente a empreendimentos residenciais recém concluídos percebo que as fachadas dos prédios estão "pintadas" com cartazes de "vende-se" ou "aluga-se".

Isto, para mim, significa que quem comprou esses imóveis foram investidores, não pessoas quem compraram para uso próprio. Logo, é um indicador significativo de que a demanda aquecida por imóveis no Brasil é uma demanda artificial, que acabará no exato momento em que os investidores cansarem de brincar disto.

No entanto, para todos os analistas que se pronunciam nos meios de comunicação, a demanda é real, segue aquecida, os preços seguem subindo, e não há nenhuma ameaça para este cenário.

O Brasil já possui um dívida pública impagável, mas o tal mercado percebe fingir que não vê isto e continuar financiando o governo (comprando títulos públicos com o dinheiro das nossas aplicações financeiras). Com as despesas da Copa e da Olimpíada, além da gastança do PT, esta dívida deverá atingir em 2016 patamares nunca antes imaginados.

Na sequência, o governo do PT dará um calote e dirá que "os especuladores já ganharam de mais". A imprensa "venderá" o calote como uma atitude de coragem do governo do povo.

Pois bem, leio que uma agência de risco acaba de elevar a nota do Brasil, ou seja, para eles nossa dívida pública é cada vez mais confiável...

Barulho

Creio que a própria existência de tantas revistas de idiotices, digo, de celebridades já é um sintoma de que algo vai mal na nossa sociedade.

Já escrevi aqui que acho que as revistas de celebridades estão entre as principais responsáveis por fazer as palavras estarem perdendo seu sentido, e se transformando apenas em barulho (ou em rabisco, se escrita). Por exemplo, qualquer rebolada desajeitada de um famoso será noticiada como "fulano arrasa na pista". Pronto, a palavra "arrasa" acabou de perder seu significado.

Acabei de passar em frente a uma banca e vi que a foto de capa da revista Caras mostra Xuxa com seu bolo de aniverário, enquanto que a manchete diz : "Xuxa comemora na intimidade".

Então o novo conceito de "intimidade" passou a ser o seguinte: exposição do evento nas milhares de bancas de jornal espalhadas pelo Brasil.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Médicos Cubanos

Leio na internet que cerca de 6.000 médicos cubanos estão vindo exercer a medicina no Brasil. Certamente não estão vindo para tratar o maior canalha já nascido sobre este solo, afinal o grande canalha se trata no Sírio Libanês.

Estão vindo para atuar junto a comunidades carentes, onde muito mais do que clinicar (são mal formados), irão atuar como agentes políticos, fazendo a cabeça dos pobres brasileiros contra o capitalismo e contando as "maravilhas" do socialismo cubano.

O Brasil não tem falta de médicos. Tem falta de vergonha na cara.

Os médicos brasileiros até tentaram se rebelar contra a vinda dos cubanos, mas logo foram calados.

Os médicos brasileiros são bons para se unir contra o SUS, contra os planos de saúde e, principalmente, contra os pacientes. Agora, contra o comunismo eles não são nada.

A doença

Há duas doenças das quais tenho pavor. Uma delas é o esquerdismo. Quanto à outra, evito até dizer seu nome, de tanto temor, mas vou fazer um esforço e escrever aqui - câncer.

Neste momento o maior canalha a ter nascido sobre este solo está com esta doença. E esta tripudiando sobre a doença, fazendo graça, utilizando-a para marketing eleitoral.

Eu não teria coragem de brincar assim com ela. Vamos aguardar os acontecimentos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Brancos X Negros

Segundo o site da Veja estampa em letras garrafais, "Censo 2010 identificou dois brasis, o dos brancos e o dos negros", ou "Segundo censo 2010 salário dos brancos é o dobro do salário dos negros".

Bem, então morte a esses brancos safados. Estão pensando o quê? Que dá para lutar, se esforçar e progredir na vida? Aqui não!

Ainda bem que no censo 2010 me declarei pardo...

Que bom que o resultado do censo 2010 servisse para as cabeças iluminadas que nos governam concluírem que chegou a hora de levar a educação pública a sério, para dar igualdade de oportunidades à população e reduzir desigualdades. Mas que nada, conclusões como estas servem apenas para justificar as políticas de cotas e a divisão do país por cores.

O Brasil é um país de mestiços. A maior parte da população é mestiça. Percentualmente brancos e negros são poucos. Mas o censo só conseguiu identificar dois brasis - o dos brancos e o dos negros. Atenção governo, o censo deixou de fora a maior parte da população, os mestiços, volta correndo a campo para terminar o trabalho incompleto! Ou quero meu dinheiro de volta...

Desarmamento

Ontem ficamos até tarde assistindo filmes, eu minha esposa e minha avó. Estávamos no andar superior da casa, com janelas e portas fechadas em função do frio (aliás, acho que nunca vi tanto frio em novembro, deve ser o aquecimento global...).

Quando resolvemos encerrar a sessão de cinema e descer, ao chegarmos na escada, ouvimos barulho no andar de baixo. Quem já passou por situação semelhante, pode imaginar a sensação. Eu, uma idosa e uma mulher, no andar superior da casa. Não podíamos nem sair para a rua.

O que fazer numa situação dessas? Ligar para o Wagner Moura, o garoto-propaganda do desarmamento e pedir ajuda? Será que ele viria?

Ligar para a Fernanda Montenegro, a "garota"-propaganda do desarmamento na época do plebiscito, e pedir ajuda? Será que ela viria?

Nem ligar o telefone podíamos, pois a linha de telefone fixo da casa não funciona há alguns dias, e a operadora não resolve. E estávamos sem os celulares?

O que fazer numa situação dessas?

Bem, eu não caí na conversa do Wagner Moura, e ainda mantenho o meu revólver comigo. Desta forma, pelo menos podia defender minha família no andar superior da casa, caso alguma ameaça se aproximasse.

Esperamos algum tempo, nada aconteceu. Aí desci e fui verificando cômodo por cômodo. Sensação terrível, sem saber o que podemos encontrar. Por fim, descobri que havia sido apenas um gato invasor. Encontramos as marcas das patas dele. Graças a Deus.

Mas poderia ter sido pior. Na selva em que vivemos, nunca estamos totalmente livres de sermos envolvidos em situações de violência. Nós mesmos, no ano passado, fomos assaltados na rua e sequestrados.

Certos estão os atores famosos da Globo, que vivem cercados de seguranças armados até os dentes. Desarmamento, para eles, é apenas uma coisa para falar na televisão em troca de um belo cachê, e para ficar bem perante a inteligentsia do baseado, digo, da paz.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sem esperança

Enviei para um amigo que trabalha para o PSDB a última do Alckmin, para que este amigo pudesse me explicar o que está acontecendo. Para quem não lembra, a última do Alckmin foi a seguinte afirmação:

"É uma grande presidenta que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil."

Esta afirmação contém três mentiras e uma estupidez. Vamos a elas:

1) Mentiras:

- Dilma ainda não fez absolutamente nada para classificá-la como uma grande presidente. Pelo contrário, seu mandato até agora é praticamente um atestado de incapacidade total. Não tem planos, não há projetos (de verdade), não há ações, flerta com a inflação, com o aumento da carga tributária e está atolada em corrupção;

- Dilma, como todo o petista, não está nem aí para os paulistas. Dilma, como todo o petista, trabalha permanentemente para tomar o governo do estado dos tucanos, e nunca mais permitir que retornem. Mas não pelos paulistas e, sim, pelo "projeto";

- Dilma trabalha muito pelos estados e pelo Brasil? Então Dilma deve ser bem lerda, afinal até agora nenhuma de suas promessas de campanha saiu do papel. Aliás, até agora ela não conseguiu nem cumprir as promessas de campanha do Lula...

2) Estupidez

- Dilma possui todo o PT, toda a base aliada, um monte de governadores e quase toda a imprensa para dizer permanentemente que ela é uma grande presidente. Não precisa um dos maiores representantes da oposição (pausa para rir) ficar falando isto é já preparando seu caixão para 2014.

Enfim, enviei este e mail para o meu amigo na esperança que, em função da nossa amizade, ele pudésse até desabafar: "pô, que mancada do Alckmin mesmo", ou coisa parecida.

Que nada, meu amigo respondeu tentando justificar a afirmação de Alckmin. este partido é um caso sem esperança.

Democracia americana?

A democracia Americana, com seus mais de 200 anos de estabilidade política, servia de exemplo para o ocidente. Mas desde a eleição de Obama alguma coisa mudou.

Na verdade esta "alguma coisa" já vinha se formando, nos bastidores, não é algo que surge de um dia para o outro.

A imprensa toda (exceção apenas para a Fox News) resolveu se transformar em aparelho de imprensa da campanha de Obama. Ok, sei que a imprensa, formada substancialmente por gente imbecil (em todos os países) sempre tendeu para o lado democrata, mas o que se viu na eleição de 2008 foi bem mais do que mera simpatia partidária:

- A imprensa se esqueceu de seu papel de informar, dedicando-se apenas a atuar como cabo eleitoral de Obama;

- A imprensa não era apenas democrata, mas obamista, pronta a atacar qualquer outro democrata que eventualmente pudésse prejudicar a candidatura obama.

Neste contexto parte da experiência de 200 anos da democracia americana foi para o ralo, aproximando o país das democracias aprendizes, como o Brasil.

Isto só prosperou, claro, porque a juventude americana está sendo progressivamente imbecilizada, e os valores que construiram a américa potência estão sendo corroídos.

Obama foi eleito e demonstrou ser aquilo que eu já desconfiava - um demagogo incomptente que faz belos discursos vazios. Está muito longe de representar o tipo de liderança que os EUA precisam para enfrentar os gigantescos desafios do século XXI.

A experiência serviu para a imprensa amaericana? Pelo contrário, já neste ano pré-eleitoral a imprensa americana demonstra que está mais obamista do que nunca, disposta a fazer qualquer coisa para que seu ídolo não deixe a Casa Branca.

Neste momento a imprensa se dedica a destruir as pré-candidaturas republicanas. A moda agora é surgirem mulheres para acusar candidatos de assédio sexual.

Evidentemente, as "denúncias" vêm sem nenhuma prova além das afirmações das denunciantes. Mas para a imprensa é o que serve, promovem um bombardeio midiático em cima das acusações e pulverizam candidaturas.

Vai ser difícil alguma candidatura republicana sobreviver à imprensa americana, muito menos derrotar Obama.

Então os 200 anos de democracia americana terminaram nisto - para a imprensa americana não é possível mais nem haver disputa eleitoral, os adversários precisam ser exterminados no ninho.

Na Veja desta semana este tipo de atuação da imprensa americana foi adjetivada de "positiva". Alguém andou cheirando cola na redação da Veja?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dia corrido

Passei a maior parte do dia de hoje na terra do neo-petista Geraldo Alckmin, depois aeroporto, enfim, sem tempo para me atualizar nas notícias.

De Geraldo Alckmin

"É uma grande presidenta que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil."

Dispensa comentários...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Juventude

Andei pelo centro agora na hora do almoço e, como é comum, cruzei por vários grupos de jovens (sempre andam em bando).

Não sei se é implicância minha, ou se os outros leitores possuem a mesma percepção, mas me parece que todos andam se arrastando, encurvados, como se estivéssem cansados de carregar o "fardo" da vida.

Me preocupa uma juventude sem vigor, como vão enfrentar a competição em um mundo globalizado?

Do Augusto Nunes

"A arogância debochada de Carlos Lupi ameaça rasgar a terceira e última fantasia. É a que enfeita a supergerente implacável, incansável e geniosa, capaz de fazer qualquer marmanjo folgado chamar a mãe já no início do pito arrasador, ou de emudecer até um cangaceiro aliado com aquele perturbador “meu querido…” rosnado ao pé da orelha. “Pela relação que tenho com a Dilma, não saio nem na reforma”, jactou-se nesta terça-feira o ainda ministro do Trabalho, depois da conversa com a antiga companheira de PDT. Nada de “presidenta”, muito menos “presidenta Dilma Rousseff”. Para Lupi, a chefe de governo é “a Dilma”, com o artigo sublinhando a intimidade de comparsa."

Do site Mídia Sem Máscara

"No mundo inteiro, as ameaças aos princípios e valores nos quais foi alicerçada a civilização ocidental são cada vez mais constantes e variadas: o avanço da Sharia na Europa e nos Estados Unidos; a perseguição gayzista a ativistas cristãos (caso, dentre tantos, do nosso amigo Julio Severo); o assassínio de fiéis e sacerdotes cristãos em diversos países na África, no Oriente Médio e na Ásia; a aplicação da agenda comunista de dominação, seja de maneira supostamente popular e democrática (ou melhor, gramsciana, a exemplo de movimentos como o Ocupe Wall Street e congêneres), político-institucional (aí está o Foro de São Paulo que não nos deixa mentir) ou através de expedientes detestavelmente sangrentos (como as FARC). O que mais impressiona é que, apesar dos sinais inequívocos de que, em última análise, a Liberdade esteja em grave e diuturna ameaça, aqueles que ousam levantar suas vozes sobre essas ameaças reais são tratados como lunáticos delirantes da extrema-direita com uma inclinação patológica à crença em teorias conspiratórias aparentemente sem qualquer relação com o mundo concreto.

O relato proferido pelo general reformado William G. Boykin trata de uma das mais graves ameaças à civilização ocidental: a propagação da Sharia e o subsequente solapamento das liberdades individuais mais básicas que ela enseja. É realmente estarrecedor saber que, em vinte e três estados americanos, a lei islâmica serviu de parâmetro para sentenças judiciais. E é também atemorizante saber que a organização responsável pela metástase da Sharia em território americano, a Irmandade Muçulmana, é a mesma organização louvada pelos grandes veículos de comunicação ao redor do mundo como esperança democrática no contexto das sublevações do Norte da África, ironicamente conhecidas como “Primavera Árabe”.

Um ponto que gostaria de salientar é a incompreensão que nós, ocidentais, temos acerca do Islã. Ser muçulmano não significa necessariamente que se queira viver sob o Islã, já que este não se limita apenas à religião islâmica. O Islã é um conceito muito mais abrangente que envolve parâmetros que englobam todos os aspectos da vida mundana -- social, político, econômico, filosófico e cultural. E, ao contrário do que se pensa, a idéia de Islã não é centrada na paz e na tolerância, mas em dominação imperialista (na acepção mais completa desta palavra)."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ali Kamel

Ali Kamel é o diretor de jornalismo da Globo, e o jornalismo da Globo se transformou em aparelho de imprensa do PT. As possibilidades são as seguintes:

1) Ali Kamel é um idiota e não percebe nada que acontece à sua volta. Mas não creio que um idiota chegasse ao cargo de diretor de jornalismo da maior emissora do país;

2) Ali Kamel não concorda com o que vê, mas a ordem vem de cima, e Kamel tem medo de perder o emprego e o salário. Neste caso, Kamel seria um pobre diabo que precisa engolir sapos diários por não ter condições de procurar outro emprego;

3) Ali Kamel é o chefão do esquema, surfa na farra da verba publicitária estatal, e posa de coitadinho quando vai beber whisky com Reinaldo Azevedo.

Ali Kamel, um servo do PT

Leiam no site do Reinaldo Azevedo como a Rede Globo está a serviço da disseminação das mentiras petistas.

O comando da militância esquerdista da Globo está na direção de jornalismo da emissora, e possui nome e sobre nome: Ali Kamel.

Reinaldo Azevedo é amigo pessoal de Ali Kamel, e deleta todos os comentários que façam esta inferência.

Mas dá para acreditar que na Globo cada repórter diz o que quer, sem nenhum comando da direção de jornalismo?

kamel é um dos capachos petistas na mídia, um capacho bem graúdo.

Ainda Israel X Irã

Leiam a notícia no site da Veja:

"A Rússia anunciou nesta quarta-feira que rejeitará a imposição de novas sanções contra o Irã por considerar que essas medidas seriam interpretadas na comunidade internacional como um instrumento de mudança de regime em Teerã. "Essa postura é inaceitável e a Rússia não tem intenção de estudar essa proposta", afirmou Gennady Gatilov, vice-ministro das Relações Exteriores, ao ser consultado pelas agências russas.

"Consideramos que o único caminho possível para uma solução é o diálogo. É preciso fazer com que os iranianos falem dos verdadeiros problemas. O que nos preocupa é o recurso unilateral dos ocidentais a mais sanções contra o Irã, o que impede o estabelecimento de negociações", acrescentou
."

Comento:

Como se o caldo já não estivésse suficientemente quente, ainda tem que considerar a posição da Russia.

Vejam no texto acima que a Russia fala em "os ocidentais", e está certa. As questões islamismo, ambientalismo, comunismo, e as posições da Russia têm como alvo os ocidentais. Nós somos a bola da vez, somos o Carlos Lupi planetário.

O ocidente conquistou uma posição de relevância no mundo porque teve coragem, em determinados momentos, de fazer o que precisava ser feito.

Infelizmente nossos líderes atuais fogem do lobo ao primeiro sopro. Não possuem o tutano necessário para as posições que ocupam, mas são um reflexo de uma população ocidental medrosa, preguiçosa, comodista, etc., em suma, uma população decadente.

A cada estufada de peito de Putin os Obamas da vida saem procurando esconderijo.

Está na hora de também dar um peitaço nos russos e desmascarar as suas bravatas. Ou alguém acha que os Russos pretendem começar uma guerra mundial nuclear para defender o Irã?

Israel X Irã

Recebi ontem a visita de um empresário Israelense. Após tratarmos de negócios, perguntei se Israel vai bombardear as instalações nucleares do Irã. Ele respondeu que sim.

Eu, como cidadão ocidental, apóio este ataque, e não consigo imaginar um mundo onde os movimentos terroristas satélites do Irã tenham acesso a armas nucleares.

Mas, continuando a conversa, perguntei qual será a possível reação do Irã. Ele respondeu que provavelmente o Irã vai revidar o ataque com tudo o que tem, hezbolah e hammas, ambos satélites do Irã, atacarão imediatamente, e é possível que o Egito (o maior exército da região) também entre no conflito, contra Israel.

Ainda segundo ele, a imprensa mundial estará em frenesi anti-Israel, pressionando a opinião pública ocidental para que presionem seus governos para que não intervenham no conflito a favor de Israel. Mas, segundo ele, é possível que alguns países da Otan acabem entrando no conflito, ao lado de Israel. Segundo ele, os exercícios militares preparatórios para o ataque estão sendo realizados em bases da Otan na Europa, o que poderia ser um sinal de que terão apoio.

Enfim, a única conclusão possível é que nuvens negras pairam sobre nosso horizonte.

Mas a perspectiva de um Irã nuclear é uma ameaça à existência do ocidente, e a minha maneira de ver as coisas é que as ameaças devem ser enfrentadas de frente, embora a maioria dos governantes ocidentais prefira fazer de conta que o problema não existe.

Na década de 1930 fizeram de conta que o problema Hitler não existia e a consequência foram mais de 60 milhões de mortos.

Estou com Israel!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Escárnio

Ontem ouvi no carro a propaganda de um concurso do TRE. Os atrativos: salário INICIAL de R$7.000, estabilidade e aposentadoria integral.

No mundo real, na iniciativa privada, conheço vários gerentes que ganham R$7.000, e para chegar neste salário tiveram que ralar muito. E devem rezar para que o “efeito China” não acabe, ao longo do tempo, puxando este salário para baixo.

Na ilha da fantasia, onde o dinheiro não tem dono, e é arrancado da malta dócil, R$7.000 é o valor do salário inicial. Isto numa sociedade que não tem educação de qualidade, segurança, saúde pública, infra-estrutura, nada. O país ainda está inteiro por ser feito. Qual benefício existe para a sociedade ao pagar R$7.000 como salário inicial no TRE? Nenhum. Absolutamente nenhum. Provavelmente os funcionários que serão contratados não seriam nem necessários se os que já estão lá estivessem dispostos a trabalhar. Mesmo que fossem necessários, se o salário fosse de R$2.000 haveria uma imensa fila de candidatos. Para quê pagar R$7.000? Simples: a) o governo não é dono do dinheiro, então para ele tanto faz pagar 5.000, 7.000, 10.000, b) as corporações organizadas no serviço público pressionam permanentemente por maiores salários, e os governos preferem não comprar a briga, c) a malta dócil sequer imagina que é ela quem paga a conta da festa.

Solução à vista? Nenhuma.

É um escárnio.

Li que Dilma vai à televisão hoje para tentar dar uma aliviada na questão “Lula, vai se tratar no SUS”. Sem tocar no assunto Lula, Dilma vai anunciar que a partir de agora os médicos do SUS (aquele que está próximo da perfeição...) vão atender a domicílio. Como, se não há médicos em quantidade suficiente sequer para dar conta do atendimento nos hospitais? Evidentemente, se trata de mais uma promessa petista, como os milhões de creches, casas, UPAs, etc., destinada apenas a marketing político e a preencher a pauta da imprensa companheira por algumas semanas, enquanto desviam o foco de atenção de Lula e dos escândalos de corrupção do governo Dilma. Também com isto o governo petista pode estar pensando que a proposta de atendimento domiciliar é uma forma eficiente de esconder as filas, que não se acumulariam mais na frente dos hospitais públicos ... em vez de morrer nas filas os pacientes passariam a morrer em casa, o que produz menos impacto midiático...

É um escárnio.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dia de muito trabalho

Amigos, o dia hoje foi de muito trabalho, e não deu tempo de me atualizar com os acontecimentos nacionais. Como não tenho nenhum convênio de capacitação assinado com o Ministério do Trabalho (que trabalho?), preciso ralar para viver.

Amanhã retomamos.

sábado, 5 de novembro de 2011

Privatização

Os canalhas que tanto criticam as privatizações não se cansam de privatizar o dinheiro público. Primeiro, privatizam para os seus próprios bolsos, na repartição do butim pelos feudos partidários aliados. Depois, privatizam para os beneficiários da infinidade de bolsas criadas nos últimos nove anos, com a finalidade exclusiva de garantir um fluxo de votos suficiente para inviabilizar a alternância de poder.

PSDB X PMDB

O PSDB é um partido sem programa, sem diretrizes, sem projeto, sem lideranças, sem objetivos, sem propostas, composto por caciques regionais que se odeiam reciprocamente, e trabalham cotidianamente para destruir seus correligionários.

Parece até uma espécie de PMDB, que é de onde o PSDB saiu. Um bando de gente, sem nada em comum, sob uma mesma sigla.

Só que o PMDB possui a capacidade de se unir, pelo menos quando o alvo é o erário público. Aí o partido atua unido, em bolco, como uma rocha.

Já em relação ao PSDB, não há questão que seja capaz de uní-los. Bem, talvez haja uma questão que seja comum a quase todos os tucanos - a adoração por Lula.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tucanos

Se FHC se presta bem ao papel de bobalhão-mor da república, Aécio pode muito bem ser a nulidade-mor da república, aquele que não fede nem cheira (oops).

Que dupla...

Vi na capa de vários jornais uma foto de Dilma conversando com Obama. Compreendo, é como a pessoa que encontra o famoso na rua, pede para tirar uma foto abraçado, e coloca no seu Facebook.

Mas fiquei pensando ... quanto tempo sobreviveria um trailer de cachorro-quente que fosse entregue para esta dupla administrar? Mas, enfim, por circunstâncias do destino ambos são presidentes dos seus países ... (se bem que no Brasil ainda há dúvida sobre quem é o presidente de fato).

Anonimato na internet

Um assalariado do PT, que trabalha como "jornalista" no jornal mais servil de São Paulo, resolveu atacar o anonimato na internet.

Pois bem, seu assalariado do PT, o anonimato é culpa do governo dos seus patrões. Foi no governo dos seus patrões que chegamos ao ponto em que temos que falar anonimamente para poder criticar o governo, pois ao expor nossos nomes ficaríamos à mercê das represálias dos órgãos públicos, que, assim como o senhor, também estão a serviço do partido, não da sociedade que lehs sustenta.

Talvez o senhor não compreenda o anonimato porque na sua atividade de capacho do PT o seu nome tem que estar sempre em evidência, para que o governo possa permanentemente avaliar o seu servilismo e continuar lhe pagando a bolsa capacho.

Bolsas

Uma coisa que veio para ficar foram as tais bolsas, criação original de Cristovam Buarque, com a Bolsa Escola, que tinha propósito nobre, mas foi desvirtuada com o tempo. Na atualidade, quem teria coragem de propor a extinção de bolsas? Pelo contrário, os políticos se degladiam para ver quem propõe mais bolsas novas, já imaginando o fluxo de votos dos beneficiados. É uma situação que nunca mais será revertida. Salvo se o governo definitivamente quebrar e acabar em convulsão social.

Mas a quebra do governo é uma hipótese remota, pois sempre há um grande estoque de otários dispostos a financiar via dívida pública a gastança do governo. Mesmo que a dívida pública esteja atingindo patamares insustentáveis, e por mais que um calote após a olimpíada de 2016 seja previsível, no dia seguinte ao calote já haveria otários dispostos a continuar financiando o governo.

Mas retomo a questão das bolsas - na revista de bordo da Tam eu vi uma propaganda do Ministério dos Esportes (incrível a quantidade de propaganda estatal que a Tam recebe...) que exaltava a bolsa atleta, e trazia como exemplo o atleta Hugo Oyama, que é beneficiário da tal bolsa.

Bem, Oyama deve ter a minha idade (um pouco mais de 40) e é um atleta de sucesso, tendo conquistado 10 medalhas de ouro em jogos panamericanos. Se ainda depende de bolsa é uma prova da falência do esporte no Brasil. E vai continuar recebeno a bolsa até quando?

A questão é a seguinte - num país sem saúde pública, sem segurança pública, sem educação pública, até que ponto faz sentido destinar dinheiro público para o sustento de atletas? Mas esta pergunta não dá votos, então ninguém está interessado em fazê-la. Pelo contrário, novas bolsas virão pela frente.

Neste país do PT os únicos que não têm (ou terão) direito a bolsas são aqueles que se ralam de sol a sol para não depender da caridade alheia.

Isto, para a tal imprensa, é progressismo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mi$tério

José Dirceu, a namorada e 25 convidados se hospedaram numa pousada em Fernando de Noronha no final de semana (por que não foi a Cuba?). Detalhes:

- A pousada foi fechada para outros hóspedes, ou seja, só Dirceu e convidados puderam se hospedar lá durante o fim de semana;

- Foi na faixa, os proprietários da pousada não cobraram a estadia.

Fernando de Noronha é um dos principais pontos turísticos do Brasil, e vive cheio de gente famosa. Se fosse política da pousada não cobrar a estadia dos famosos e de seus convidados, já teria ido à falência. Desta forma, o que a empresa fez no caso de Dirceu e seus convidados foi, provavelmente, uma exceção. E não é que Dirceu não pudésse pagar a conta, afinal ele é um milionário consultor de empresas privadas.

Então, qual o mistério? O que Dirceu tem que os outros famosos que passam por Fernando de Noronha não têm?

Idiotas

Logo que assumiu o governo Obama assinou uma diretriz estabelecendo que os EUA jamais utilizarão armas nucleares, a menos que sejam agredidos com armas nucleares. Na época eu escrevi aqui no blog que isto era uma estupidez. Sim, os EUA podem desejar não utilizar armas nucleares, mas por que colocar isto por escrito e tornar público? Não seria melhor deixar os inimigos dos EUA com a pulga atrás da orelha, por mais que o país não tenha a intenção de usar as armas nucleares? Que benefício esta diretriz trás para os EUA e para a segurança do mundo?

Agora vejam a frase que está na Veja.com, do secretário geral da OTAN:

"A Otan não tem nenhuma intenção de intervir no Irã e não está envolvida na questão iraniana."

É outro idiota, assim como OBAMA. O Irã é agente financiador do terrorismo internacional. Mesmo que o Irã não deseje se arriscar a sair jogando bombas atômicas nos outros, é evidente que há a possibilidade de algumas bombas acabarem nas mãos dos grupos terroristas que são apoiados pelo país. Isto feito, quais serão os promeiros alvos destas bombas? Os países membros da OTAN.

O que sustenta a OTAN é o dinheiro dos contribuintes dos países membros. Se a OTAN estivésse minimamente preocupada com a segurança destas pessoas, já teria realizado ação militar contra o Irã. Mas, não, a OTAN está muito ocupada, entregando a Líbia e seu petróleo para a Al Qaeda, não dá para se preocupar com o Irão atômico.

Mas o pior não é isto. É como a diretriz de Obama - mesmo que a OTAN não queira intervir no Irã, qual o sentido em declarar isto publicamente? Não seria melhor deixar o maníaco que comanda o Irã com a pulga atrás da orelha?

A segurança do ocidente está nas mãos de idiotas. Pobre ocidente.

Comunista perde tempo

O blog recebeu um comentário de um comunista defendendo o pensamento de Tarso Genro. Informo ao comunista em questão que está perdendo seu tempo, pois comentários de comunistas não são publicados aqui no blog.

Para publicar sua visão de mundo há uma infinidade de blogs mantidos a soldo pelo governo petista, pagos com o dinheiro que é arrancado dos miseráveis sob a forma de impostos. Vai procurar sua turma, comunista.

FHC X Lula X SUS

FHC, o bobalhão-mor da república, está sempre de prontidão para falar besteira, e não poderia ser diferente no caso Lula X SUS.

Quem aposta que FHC vai falar besteira, nunca é decepcionado, nunca perde a aposta.

FHC é uma espécie de Eduardo Suplicy, só que com mais títulos acadêmicos.

Lula e o SUS

A imprensa, designação coletiva que no Brasil significa bando de capachos de Lula, resolveu tratar como agressão a sugestão feita por milhares de Brasileiros de que Lula deveria se tratar no SUS.

Agressão seria se um grupo tentasse internar Lula à força no SUS. Mas onde está a agressão em sugerir? Se tal grupo existisse, nem conseguiria ter sucesso em sua agressão, pois não haveria vaga no SUS.

Há algum tempo atrás surgiu um projeto de que todos os filhos de políticos seriam obrigados a estudar em escola pública. Tal idéia teve boa aceitação na imprensa, mas o projeto não foi adiante por razões óbvias. Então, para a imprensa, sugerir que filho de político deve estudar em escola pública é uma opinião democrática. Agora, sugerir que Lula deve se tratar no SUS já é demais, é "agressão".

Tenho certeza que todos nós conhecemos alguém que sofre as mazelas do SUS. Há algum tempo conheci uma pessoa com grave problema cardíaco, cujo exame essencial foi marcado para dali a 360 dias. Dia após dia parcela significativa do povo Brasileiro é mal tratada na rede pública de saúde, sendo que muitos acabam mortos. Isto só não acaba em revolta porque somos um povo gado por natureza. Enquanto isto, os aliados de Lula enriquecem com o desvio do dinheiro que deveria ser aplicado na saúde pública.

Num cenário destes, é claro que soa tentadora a idéia de ver Lula se tratar no SUS, embora saibamos que isto jamais irá acontecer.

Mas para a imprensa, a mera sugestão desta possibilidade é uma ofensa, uma "agressão". Para este bando de capachos o que há de tão errado nesta idéia? Sugerir que Lula é povo, como questionou Reinaldo Azevedo?

Do Reinaldo Azevedo

"Reacionários, senhores colunistas patrulheiros e patrulhados, é usar a saúde do povo para construir uma mitologia pessoal e depois recorrer aos serviços do Sírio-Libanês. Eu, a propósito, recorro ao Einstein, mas não dou conselhos a Obama nem digo que o SUS está bem perto da perfeição. Como sintetizou Augusto Nunes, “Lula pode internar-se onde quiser, desde que pare de mentir sobre o sistema de saúde”."

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Modernidade

Nunca se falou tanto em qualidade. E os produtos são cada vez mais descartáveis.

Nunca se enalteceu tanto o cliente. E cada vez mais os clientes são tratados como mera estatística.

Nunca se falou tanto de ética pública. E o orçamento público foi tomado pelos saqueadores.

Nunca se mentiu tanto. E a mentira conta com 80% de aprovação.

Nunca o verbo esteve tão distante da realidade. A hipocrisia do século XXI vai transformando a palavra em mero barulho. Desprovido de conteúdo. Como um rosnado. E nunca a malta esteve tão feliz...

Do Marco Antonio Villa

"Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.

Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.

São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado – controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.

O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder."

Tarso Genro

Depois da eleição de Tarso Genro para o governo do Rio Grande do Sul me declarei ex-gaúcho aqui no blog. Logo na sequência, mudei o meu título de eleitor para o estado onde resido atualmente. Minhas ligações com o Rio Grande passaram a ser apenas duas: meu pai, que ainda reside lá, e o Internacional.

Como o pôde o povo gaúcho ter caído no conto que o PSOL e o PT armaram para desqualificar o excelente governo de Yeda Crusius, e eleger Tarso Genro? Não posso fazer parte deste povo.

Agora leio que Tarso está tentando criar um tal conselho de comunicação para censurar a imprensa estadual.

Não me surpreende - Tarso é comunista, sempre foi comunista, desde que adquiriu consciência, e não teve um só dia de sua vida em que Tarso não tivésse trabalhado pela causa. E comunistas só toleram liberdade de imprensa quando são oposição. Os "politizados" gaúchos (pausa para rir) não sabiam disto?

Agora, para quê criar o tal conselho? 90% da imprensa do Rio Grande é representada pela RBS (Rede Bolivariana do Sul), a qual é petista desde criancinha, ou melhor, desde que o tucano Pedro Parente passou pela presidência do Grupo...

É que para comunistas, como Tarso, nunca se é adesista o suficiente. Por mais que a RBS fique de quatro para ele e para o PT, nunca será suficiente. Os comunas sempre querem mais.

Bem feito!

O cliente - um joão ninguém

Viajar é um dos meus prazeres. Mas, como sabem os leitores do blog, me sinto uma espécie de ET neste mundo contemporâneo, e acabo me incomodando muito com algumas coisas. O meu incômodo só me faz sofrer, já que não tenho capacidade de mudar as coisas. Mas sou como sou. Assim, quando planejo viagens já sei de antemão que vou me irritar com diversas circunstâncias, mesmo que minha irritação só sirva para me prejudicar.

Um dos exemplos são as companhias aéreas. Viajei por milhares de quilômetros nos últimos 20 dias e em nenhum momento recebi um sorriso em nenhuma companhia aérea. Ou, pelo menos, uma expressão agradável. Pelo contrário, as expressões são sempre tensas, a relação entre passageiros e funcionários parece ser de permanente ódio contido, sempre à beira de uma explosão.

A propaganda da Alitalia mostra o seguinte:

- Uma família com um menino chega para fazer o check in, o menino traz um avião de papel (desses que fazemos dobrando uma folha de papel A4). Terminado o check in a família sai e o menino esquece o avião no balcão. Um outro passageiro encontra o avião e o entrega para a atendente da Alitalia. Esta, com o avião em mãos, sai correndo pelo aeroporto atrás da família. Ela sobe num elevador enquanto a família desce por outro, ela desce por uma escada enquanto a família sobe por outra. Quando ela finalmente chega ao portão de embarque do vôo da família, o avião já está manobrando no pátio, para a decolagem. A atendente não desiste, desce até a pista e aciona um mecânico da Alitalia, o qual consegue dar um jeito de colocar o avião de papel dentro da aeronave, e ele é entregue em uma bandeja para o menino. O objetivo da propaganda é mostrar quanto a Alitalia valoriza e se preocupa com seus clientes.

Infelizmente, nada mais mentiroso.

A Alitalia domina o terminal 1 do aeroporto de Roma mas, não sei porque razão, seus vôos para a América do Sul partem do terminal 3. No terminal 3 há dezenas de companhias aéreas e eu, carregado de malas, estava com dificuldades para encontrar a área de check in da Alitalia. Consegui encontrar o balcão de venda de passagens da companhia. Cheguei até lá para fazer a simples pergunta: “onde fica o balcão de check in?”. Mas os funcionários da Alitalia que ali atendiam sequer se dignaram a me olhar, quanto mais perguntar o que eu desejava. Eu poderia ter iniciado uma discussão: “ei, estou aqui, sou um cliente, mereço respeito”, mas estava cansado para isto (depois de tantas outras discussões similares ocorridas ao longo da viagem). Simplesmente saí e continuei procurando até encontrar. Quando finalmente encontrei o balcão de check in, o de sempre, atendentes de cara feia, mal humoradas, prontas para entrar em conflito com o passageiro. No avião, a mesma coisa.

Aqui no Brasil o vôo interno era da Tam. No portão de embarque uma situação em que eu e vários outros passageiros fomos desrespeitados pelas mocinhas de cara feia. Eu já estava de saco cheio e explodi. Só eu e mais um. Os outros desrespeitados todos saíram dali quietinhos. Depois de explodir e dizer um monte de coisas, com um bando de funcionários da Tam reunidos rebatendo, tiver que colocar a viola no saco e embarcar quietinho, porque não há alternativa para o cliente. O que poderia fazer? Desistir de embarcar e ficar morando no aeroporto? Entrar na justiça contra a Tam para o caso ser julgado na geração do meu bisneto? Essas mocinhas dos portões de embarque possuem poder absoluto sobre os passageiros, suas decisões são tão inquestionáveis quanto as de um juiz de futebol...

Ao embarcarmos no avião passa um filminho do presidente da Tam dizendo que a companhia e feita de pessoas apaixonadas pelo que fazem. Não é isto que presencio como passageiro freqüente dos seus vôos. Pelo contrário. Me parece um bando de gente infeliz e mal humorada, trabalhando no que detesta, porque precisam do salário para viver e não acharam outra coisa para fazer.

Mas o problema não se limita às companhias aéreas, como já escrevi aqui várias vezes. Todas as organizações que trabalham com massas, com milhões de clientes, possuem uma imagem institucional/midiática que é diametralmente oposta à forma como efetivamente agem na prática.

São assim as companhias aéreas, os planos de saúde, os bancos, as operadoras de telefonia, as TVs a cabo, as administradoras de cartão de crédito e ... os governos.
Todas essas organizações dizem nas suas propagandas institucionais que para elas os clientes (ou os cidadãos) são a sua razão de existir, que fazem tudo pelo cliente, etc., etc.

Na prática, os clientes (ou cidadãos), individualmente, não são nada, são apenas estatística. Ou alguém consegue ser tratado com respeito e dignidade por essas organizações? Clientes (ou cidadãos), enquanto indivíduos, não merecem o menor respeito, a menor cordialidade. Só merecem respeito nas propagandas, que atingem milhões de alvos ao mesmo tempo.

A sorte destas organizações é que a população parece uma manada de gado, que segue de cabeça baixa para o abatedouro. Sem reclamar. Houvesse do lado de cá cidadãos de verdade e a história poderia ser diferente.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De volta

Mal cheguei e já tem notícia bomba na praça.

Sempre questiono - pode alguém ser infinitamente canalha, mau caráter, safado, malandro, mentiroso, etc., etc. impunemente?

Parece que não...