quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Do Reinaldo Azevedo
"Ocorre que esquerdopatas e politicamente corretos de modo geral querem nos impor a sua pauta como expressão do “bem”. Os seus adversários fazem escolhas ideológicas; eles apenas estão preocupados com o bem-estar da humanidade. Esses caras têm a ambição de não debater as suas idéias porque se consideram, para usar uma expressão de Jonah Goldberg, no livro “Fascismo de Esquerda” (Editora Record), “monopolistas da compaixão”. A direita, os conservadores, os reacionários, ah, esses precisam sempre dar explicações e se justificar. Um esquerdista ou “progressistas” tem apenas de se declarar preocupado com os pobres, a favor da natureza, defensor dos negros, das mulheres, dos gays, dos sem-isso, sem-aquilo… Se o que propõe funciona ou não, eis algo absolutamente irrelevante. O importante é saber que ele tem idéias para nos salvar."
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Do Augusto Nunes
"Primeira mulher a assumir a presidência da República, primeira mulher a abrir a Assembleia Geral da ONU, terceira mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista Forbes, Dilma Rousseff acaba de ampliar o acervo de pioneirismos: é a primeira chefe de governo que, em vez de conceder uma audiência ao presidente da FIFA, pediu ao comandante da mais corrupta entidade esportiva do planeta que lhe abrisse um espaço na agenda. Foi Dilma quem solicitou a Joseph Blatter que a encontrasse em Bruxelas. Para ampliar a humilhação, o supercartola do futebol mandou em seu lugar o secretário-geral Jérôme Volcke."
Democratas?
Domingo pela manhã assisti um debate na Fox News. Um dos debatedores era republicano, o outro democrata e o terceiro neutro. Debatiam a crise americana e o último programa de Obama (que impõe mais gastos ao falido estado americano).
Lá pelas tantas o representante democrata (?) tentou matar os outros no debate com a seguinte afirmação: "você (para o republicano) gosta de política, você (para o neutro) gosta de análise, e eu gosto de empregos".
Ou seja, para o democrata (?) a questão se resume a empregos, e em nome de uma suposta e improvável criação de empregos tudo seria permitido, o debate deveria ser anulado e o congresso americano fechado, para que Obama pudesse "gerar" empregos no canetaço?
São esses os que se dizem "democratas"? São esses os novos heróis da imprensa americana (e ocidental como um todo)? Foi a este ponto que chegou a democracia americana?
O pior é que no tal debate ninguém rebateu esta afirmação com vigor.
Lá pelas tantas o representante democrata (?) tentou matar os outros no debate com a seguinte afirmação: "você (para o republicano) gosta de política, você (para o neutro) gosta de análise, e eu gosto de empregos".
Ou seja, para o democrata (?) a questão se resume a empregos, e em nome de uma suposta e improvável criação de empregos tudo seria permitido, o debate deveria ser anulado e o congresso americano fechado, para que Obama pudesse "gerar" empregos no canetaço?
São esses os que se dizem "democratas"? São esses os novos heróis da imprensa americana (e ocidental como um todo)? Foi a este ponto que chegou a democracia americana?
O pior é que no tal debate ninguém rebateu esta afirmação com vigor.
Sindicalistas
Na história do homem existem apenas duas circunstâncias nas quais ele criou e/ou produziu. E suas criações e produções lhe permitiram ir da idade da pedra à idade tecnológica.
As circuntâncias foram:
1) O acaso - por exemplo, um homem vê um raio incendiar uma árvore e descobre o fogo; e
2) As situações em que o homem foi tirado de sua zona de conforto: sentiu fome, foi à caça, sentiu frio, descobriu como se proteger, cansou de dormir na chuva, experimentou dormir na caverna, cansou de arrastar peso, inventou a roda, e assim por diante.
O método sempre funcionou ... pelo menos até agora.
É claro que este método não passaria ileso pela era da desconstrução civilizacional. Vi em faixas de sindicalistas vagabundos espalhadas pela cidade que agora eles chamam as situações em que as pessoas são tiradas de sua zona de conforto de "assédio moral".
Existissem sindicalistas na pré-história e estaríamos vivendo em cavernas até hoje.
As circuntâncias foram:
1) O acaso - por exemplo, um homem vê um raio incendiar uma árvore e descobre o fogo; e
2) As situações em que o homem foi tirado de sua zona de conforto: sentiu fome, foi à caça, sentiu frio, descobriu como se proteger, cansou de dormir na chuva, experimentou dormir na caverna, cansou de arrastar peso, inventou a roda, e assim por diante.
O método sempre funcionou ... pelo menos até agora.
É claro que este método não passaria ileso pela era da desconstrução civilizacional. Vi em faixas de sindicalistas vagabundos espalhadas pela cidade que agora eles chamam as situações em que as pessoas são tiradas de sua zona de conforto de "assédio moral".
Existissem sindicalistas na pré-história e estaríamos vivendo em cavernas até hoje.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Uma conversa que escutei
Eu estava ontem à noite na área de embarque do aeroporto de Congonhas e, próximo a mim, um sujeito falava ao celular com um amigo. Falava bem alto, e era impossível não ouvir a conversa.
O sujeito era professor de universidade federal, o amigo era militar.
O sujeito contava que estava dando aula no Maranhão, mas a família não se adaptou, e ele pediu realocação. Foi realocado para a Universidade Federal de Santa Catarina, campus de Joinville. Só, que, como informou, só vai ter turma no ano que vem, ou seja, está recebendo salário para ficar em casa sem fazer nada.
Ele está residindo em Balneário Camboriú, e durante a conversa insistiu várias vezes para que o amigo e família viéssem passar uma temporada na casa dele. E disse algo na seguinte linha: "pode vir mesmo que seja no ano que vem, pois quando eu estivér dando aula serão apenas duas noites por semana, o resto do tempo eu fico em casa."
Na continuação, falando mais sobre o seu trabalho, ressaltou: "o salário é bom".
Deve ser mesmo. Primeiro, para ficar em casa sem fazer nada, qualquer remuneração é ótima. Segundo, para trabalhar apenas duas noites por semana, qualquer grana que vier é bem vinda.
Por outro lado eu (e os leitores) trabalho 12 horas por dia, para poder pagar o imposto que sustenta a vida mansa desse sujeito. E de mais um monte de gente como ele. Mas como sou um banana, sigo tocando a vida e pagando meus impostos. Paro por aqui porque preciso trabalhar...
O sujeito era professor de universidade federal, o amigo era militar.
O sujeito contava que estava dando aula no Maranhão, mas a família não se adaptou, e ele pediu realocação. Foi realocado para a Universidade Federal de Santa Catarina, campus de Joinville. Só, que, como informou, só vai ter turma no ano que vem, ou seja, está recebendo salário para ficar em casa sem fazer nada.
Ele está residindo em Balneário Camboriú, e durante a conversa insistiu várias vezes para que o amigo e família viéssem passar uma temporada na casa dele. E disse algo na seguinte linha: "pode vir mesmo que seja no ano que vem, pois quando eu estivér dando aula serão apenas duas noites por semana, o resto do tempo eu fico em casa."
Na continuação, falando mais sobre o seu trabalho, ressaltou: "o salário é bom".
Deve ser mesmo. Primeiro, para ficar em casa sem fazer nada, qualquer remuneração é ótima. Segundo, para trabalhar apenas duas noites por semana, qualquer grana que vier é bem vinda.
Por outro lado eu (e os leitores) trabalho 12 horas por dia, para poder pagar o imposto que sustenta a vida mansa desse sujeito. E de mais um monte de gente como ele. Mas como sou um banana, sigo tocando a vida e pagando meus impostos. Paro por aqui porque preciso trabalhar...
Imprensa...
Os fundamentalistas islâmicos já tomaram a capital Líbia, assumiram o governo, herdaram o assento da Líbia na ONU, mas continuam sendo denominados de "rebeldes" pela imprensa. Se há "rebeldes" nesta altura do campeonato, são as forças ainda leais a Kadafi. As outras já são forças oficiais.
Custo de vida no Brasil
Quando viajamos ao exterior recebemos um choque de preços, ou seja, a constatação de como as coisas são absurdamente caras no Brasil. Alguns itens já desisti de comprar aqui, e compro apenas quando viajo.
Como a maioria da população nunca sai do país, não se conscientiza de como paga caro pelas coisas. E este pagar mais caro não se deve somente à ganância dos empresários. Evidentemente, há um pouco do componente ganância. O empresário pensa: "se o consumidor paga este preço, por que reduzi-lo?". Mas há também o custo Brasil: falta de infraestrutura, carga tributária, carga previdenciária, justiça trabalhista, baixa produtividade, etc.
Os preços por aqui ainda são muito caros, mas já foram piores. Levantamento da Exame desta quinzena demonstra que um Gol básico custava em 1990 cerca de R$90 mil (em valores de hoje). Espero sinceramente que barreiras tributárias, como Dilma acaba de criar, não nos levem novamente a uma situação como esta.
Mas voltando ao custo de vida no Brasil, neste fim de semana conversava com um executivo Italiano, que foi transferido da matriz Italiana para trabalhar na subsidiária Brasileira. Quando lhe convidaram para se transferir ele perguntou se teria aumento de salário. Seus chefes responderam que não, pois com salário em Euros, e gastando em Reais, ele viveria como um magnata no Brasil. E ele acreditou...
O fato é que tal executivo está apavorado - o salário lhe permitia viver confortavelmente na Itália, e ainda acumular poupança para a aposentadoria. O mesmo salário, no Brasil, não é suficiente sequer para cobrir os gastos necessários durante os trinta dias de cada mês.
Como a maioria da população nunca sai do país, não se conscientiza de como paga caro pelas coisas. E este pagar mais caro não se deve somente à ganância dos empresários. Evidentemente, há um pouco do componente ganância. O empresário pensa: "se o consumidor paga este preço, por que reduzi-lo?". Mas há também o custo Brasil: falta de infraestrutura, carga tributária, carga previdenciária, justiça trabalhista, baixa produtividade, etc.
Os preços por aqui ainda são muito caros, mas já foram piores. Levantamento da Exame desta quinzena demonstra que um Gol básico custava em 1990 cerca de R$90 mil (em valores de hoje). Espero sinceramente que barreiras tributárias, como Dilma acaba de criar, não nos levem novamente a uma situação como esta.
Mas voltando ao custo de vida no Brasil, neste fim de semana conversava com um executivo Italiano, que foi transferido da matriz Italiana para trabalhar na subsidiária Brasileira. Quando lhe convidaram para se transferir ele perguntou se teria aumento de salário. Seus chefes responderam que não, pois com salário em Euros, e gastando em Reais, ele viveria como um magnata no Brasil. E ele acreditou...
O fato é que tal executivo está apavorado - o salário lhe permitia viver confortavelmente na Itália, e ainda acumular poupança para a aposentadoria. O mesmo salário, no Brasil, não é suficiente sequer para cobrir os gastos necessários durante os trinta dias de cada mês.
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