A imprensa, designação coletiva que no Brasil significa bando de capachos de Lula, resolveu tratar como agressão a sugestão feita por milhares de Brasileiros de que Lula deveria se tratar no SUS.
Agressão seria se um grupo tentasse internar Lula à força no SUS. Mas onde está a agressão em sugerir? Se tal grupo existisse, nem conseguiria ter sucesso em sua agressão, pois não haveria vaga no SUS.
Há algum tempo atrás surgiu um projeto de que todos os filhos de políticos seriam obrigados a estudar em escola pública. Tal idéia teve boa aceitação na imprensa, mas o projeto não foi adiante por razões óbvias. Então, para a imprensa, sugerir que filho de político deve estudar em escola pública é uma opinião democrática. Agora, sugerir que Lula deve se tratar no SUS já é demais, é "agressão".
Tenho certeza que todos nós conhecemos alguém que sofre as mazelas do SUS. Há algum tempo conheci uma pessoa com grave problema cardíaco, cujo exame essencial foi marcado para dali a 360 dias. Dia após dia parcela significativa do povo Brasileiro é mal tratada na rede pública de saúde, sendo que muitos acabam mortos. Isto só não acaba em revolta porque somos um povo gado por natureza. Enquanto isto, os aliados de Lula enriquecem com o desvio do dinheiro que deveria ser aplicado na saúde pública.
Num cenário destes, é claro que soa tentadora a idéia de ver Lula se tratar no SUS, embora saibamos que isto jamais irá acontecer.
Mas para a imprensa, a mera sugestão desta possibilidade é uma ofensa, uma "agressão". Para este bando de capachos o que há de tão errado nesta idéia? Sugerir que Lula é povo, como questionou Reinaldo Azevedo?
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Do Reinaldo Azevedo
"Reacionários, senhores colunistas patrulheiros e patrulhados, é usar a saúde do povo para construir uma mitologia pessoal e depois recorrer aos serviços do Sírio-Libanês. Eu, a propósito, recorro ao Einstein, mas não dou conselhos a Obama nem digo que o SUS está bem perto da perfeição. Como sintetizou Augusto Nunes, “Lula pode internar-se onde quiser, desde que pare de mentir sobre o sistema de saúde”."
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Modernidade
Nunca se falou tanto em qualidade. E os produtos são cada vez mais descartáveis.
Nunca se enalteceu tanto o cliente. E cada vez mais os clientes são tratados como mera estatística.
Nunca se falou tanto de ética pública. E o orçamento público foi tomado pelos saqueadores.
Nunca se mentiu tanto. E a mentira conta com 80% de aprovação.
Nunca o verbo esteve tão distante da realidade. A hipocrisia do século XXI vai transformando a palavra em mero barulho. Desprovido de conteúdo. Como um rosnado. E nunca a malta esteve tão feliz...
Nunca se enalteceu tanto o cliente. E cada vez mais os clientes são tratados como mera estatística.
Nunca se falou tanto de ética pública. E o orçamento público foi tomado pelos saqueadores.
Nunca se mentiu tanto. E a mentira conta com 80% de aprovação.
Nunca o verbo esteve tão distante da realidade. A hipocrisia do século XXI vai transformando a palavra em mero barulho. Desprovido de conteúdo. Como um rosnado. E nunca a malta esteve tão feliz...
Do Marco Antonio Villa
"Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.
Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.
São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado – controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.
O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder."
Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.
São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado – controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.
O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder."
Tarso Genro
Depois da eleição de Tarso Genro para o governo do Rio Grande do Sul me declarei ex-gaúcho aqui no blog. Logo na sequência, mudei o meu título de eleitor para o estado onde resido atualmente. Minhas ligações com o Rio Grande passaram a ser apenas duas: meu pai, que ainda reside lá, e o Internacional.
Como o pôde o povo gaúcho ter caído no conto que o PSOL e o PT armaram para desqualificar o excelente governo de Yeda Crusius, e eleger Tarso Genro? Não posso fazer parte deste povo.
Agora leio que Tarso está tentando criar um tal conselho de comunicação para censurar a imprensa estadual.
Não me surpreende - Tarso é comunista, sempre foi comunista, desde que adquiriu consciência, e não teve um só dia de sua vida em que Tarso não tivésse trabalhado pela causa. E comunistas só toleram liberdade de imprensa quando são oposição. Os "politizados" gaúchos (pausa para rir) não sabiam disto?
Agora, para quê criar o tal conselho? 90% da imprensa do Rio Grande é representada pela RBS (Rede Bolivariana do Sul), a qual é petista desde criancinha, ou melhor, desde que o tucano Pedro Parente passou pela presidência do Grupo...
É que para comunistas, como Tarso, nunca se é adesista o suficiente. Por mais que a RBS fique de quatro para ele e para o PT, nunca será suficiente. Os comunas sempre querem mais.
Bem feito!
Como o pôde o povo gaúcho ter caído no conto que o PSOL e o PT armaram para desqualificar o excelente governo de Yeda Crusius, e eleger Tarso Genro? Não posso fazer parte deste povo.
Agora leio que Tarso está tentando criar um tal conselho de comunicação para censurar a imprensa estadual.
Não me surpreende - Tarso é comunista, sempre foi comunista, desde que adquiriu consciência, e não teve um só dia de sua vida em que Tarso não tivésse trabalhado pela causa. E comunistas só toleram liberdade de imprensa quando são oposição. Os "politizados" gaúchos (pausa para rir) não sabiam disto?
Agora, para quê criar o tal conselho? 90% da imprensa do Rio Grande é representada pela RBS (Rede Bolivariana do Sul), a qual é petista desde criancinha, ou melhor, desde que o tucano Pedro Parente passou pela presidência do Grupo...
É que para comunistas, como Tarso, nunca se é adesista o suficiente. Por mais que a RBS fique de quatro para ele e para o PT, nunca será suficiente. Os comunas sempre querem mais.
Bem feito!
O cliente - um joão ninguém
Viajar é um dos meus prazeres. Mas, como sabem os leitores do blog, me sinto uma espécie de ET neste mundo contemporâneo, e acabo me incomodando muito com algumas coisas. O meu incômodo só me faz sofrer, já que não tenho capacidade de mudar as coisas. Mas sou como sou. Assim, quando planejo viagens já sei de antemão que vou me irritar com diversas circunstâncias, mesmo que minha irritação só sirva para me prejudicar.
Um dos exemplos são as companhias aéreas. Viajei por milhares de quilômetros nos últimos 20 dias e em nenhum momento recebi um sorriso em nenhuma companhia aérea. Ou, pelo menos, uma expressão agradável. Pelo contrário, as expressões são sempre tensas, a relação entre passageiros e funcionários parece ser de permanente ódio contido, sempre à beira de uma explosão.
A propaganda da Alitalia mostra o seguinte:
- Uma família com um menino chega para fazer o check in, o menino traz um avião de papel (desses que fazemos dobrando uma folha de papel A4). Terminado o check in a família sai e o menino esquece o avião no balcão. Um outro passageiro encontra o avião e o entrega para a atendente da Alitalia. Esta, com o avião em mãos, sai correndo pelo aeroporto atrás da família. Ela sobe num elevador enquanto a família desce por outro, ela desce por uma escada enquanto a família sobe por outra. Quando ela finalmente chega ao portão de embarque do vôo da família, o avião já está manobrando no pátio, para a decolagem. A atendente não desiste, desce até a pista e aciona um mecânico da Alitalia, o qual consegue dar um jeito de colocar o avião de papel dentro da aeronave, e ele é entregue em uma bandeja para o menino. O objetivo da propaganda é mostrar quanto a Alitalia valoriza e se preocupa com seus clientes.
Infelizmente, nada mais mentiroso.
A Alitalia domina o terminal 1 do aeroporto de Roma mas, não sei porque razão, seus vôos para a América do Sul partem do terminal 3. No terminal 3 há dezenas de companhias aéreas e eu, carregado de malas, estava com dificuldades para encontrar a área de check in da Alitalia. Consegui encontrar o balcão de venda de passagens da companhia. Cheguei até lá para fazer a simples pergunta: “onde fica o balcão de check in?”. Mas os funcionários da Alitalia que ali atendiam sequer se dignaram a me olhar, quanto mais perguntar o que eu desejava. Eu poderia ter iniciado uma discussão: “ei, estou aqui, sou um cliente, mereço respeito”, mas estava cansado para isto (depois de tantas outras discussões similares ocorridas ao longo da viagem). Simplesmente saí e continuei procurando até encontrar. Quando finalmente encontrei o balcão de check in, o de sempre, atendentes de cara feia, mal humoradas, prontas para entrar em conflito com o passageiro. No avião, a mesma coisa.
Aqui no Brasil o vôo interno era da Tam. No portão de embarque uma situação em que eu e vários outros passageiros fomos desrespeitados pelas mocinhas de cara feia. Eu já estava de saco cheio e explodi. Só eu e mais um. Os outros desrespeitados todos saíram dali quietinhos. Depois de explodir e dizer um monte de coisas, com um bando de funcionários da Tam reunidos rebatendo, tiver que colocar a viola no saco e embarcar quietinho, porque não há alternativa para o cliente. O que poderia fazer? Desistir de embarcar e ficar morando no aeroporto? Entrar na justiça contra a Tam para o caso ser julgado na geração do meu bisneto? Essas mocinhas dos portões de embarque possuem poder absoluto sobre os passageiros, suas decisões são tão inquestionáveis quanto as de um juiz de futebol...
Ao embarcarmos no avião passa um filminho do presidente da Tam dizendo que a companhia e feita de pessoas apaixonadas pelo que fazem. Não é isto que presencio como passageiro freqüente dos seus vôos. Pelo contrário. Me parece um bando de gente infeliz e mal humorada, trabalhando no que detesta, porque precisam do salário para viver e não acharam outra coisa para fazer.
Mas o problema não se limita às companhias aéreas, como já escrevi aqui várias vezes. Todas as organizações que trabalham com massas, com milhões de clientes, possuem uma imagem institucional/midiática que é diametralmente oposta à forma como efetivamente agem na prática.
São assim as companhias aéreas, os planos de saúde, os bancos, as operadoras de telefonia, as TVs a cabo, as administradoras de cartão de crédito e ... os governos.
Todas essas organizações dizem nas suas propagandas institucionais que para elas os clientes (ou os cidadãos) são a sua razão de existir, que fazem tudo pelo cliente, etc., etc.
Na prática, os clientes (ou cidadãos), individualmente, não são nada, são apenas estatística. Ou alguém consegue ser tratado com respeito e dignidade por essas organizações? Clientes (ou cidadãos), enquanto indivíduos, não merecem o menor respeito, a menor cordialidade. Só merecem respeito nas propagandas, que atingem milhões de alvos ao mesmo tempo.
A sorte destas organizações é que a população parece uma manada de gado, que segue de cabeça baixa para o abatedouro. Sem reclamar. Houvesse do lado de cá cidadãos de verdade e a história poderia ser diferente.
Um dos exemplos são as companhias aéreas. Viajei por milhares de quilômetros nos últimos 20 dias e em nenhum momento recebi um sorriso em nenhuma companhia aérea. Ou, pelo menos, uma expressão agradável. Pelo contrário, as expressões são sempre tensas, a relação entre passageiros e funcionários parece ser de permanente ódio contido, sempre à beira de uma explosão.
A propaganda da Alitalia mostra o seguinte:
- Uma família com um menino chega para fazer o check in, o menino traz um avião de papel (desses que fazemos dobrando uma folha de papel A4). Terminado o check in a família sai e o menino esquece o avião no balcão. Um outro passageiro encontra o avião e o entrega para a atendente da Alitalia. Esta, com o avião em mãos, sai correndo pelo aeroporto atrás da família. Ela sobe num elevador enquanto a família desce por outro, ela desce por uma escada enquanto a família sobe por outra. Quando ela finalmente chega ao portão de embarque do vôo da família, o avião já está manobrando no pátio, para a decolagem. A atendente não desiste, desce até a pista e aciona um mecânico da Alitalia, o qual consegue dar um jeito de colocar o avião de papel dentro da aeronave, e ele é entregue em uma bandeja para o menino. O objetivo da propaganda é mostrar quanto a Alitalia valoriza e se preocupa com seus clientes.
Infelizmente, nada mais mentiroso.
A Alitalia domina o terminal 1 do aeroporto de Roma mas, não sei porque razão, seus vôos para a América do Sul partem do terminal 3. No terminal 3 há dezenas de companhias aéreas e eu, carregado de malas, estava com dificuldades para encontrar a área de check in da Alitalia. Consegui encontrar o balcão de venda de passagens da companhia. Cheguei até lá para fazer a simples pergunta: “onde fica o balcão de check in?”. Mas os funcionários da Alitalia que ali atendiam sequer se dignaram a me olhar, quanto mais perguntar o que eu desejava. Eu poderia ter iniciado uma discussão: “ei, estou aqui, sou um cliente, mereço respeito”, mas estava cansado para isto (depois de tantas outras discussões similares ocorridas ao longo da viagem). Simplesmente saí e continuei procurando até encontrar. Quando finalmente encontrei o balcão de check in, o de sempre, atendentes de cara feia, mal humoradas, prontas para entrar em conflito com o passageiro. No avião, a mesma coisa.
Aqui no Brasil o vôo interno era da Tam. No portão de embarque uma situação em que eu e vários outros passageiros fomos desrespeitados pelas mocinhas de cara feia. Eu já estava de saco cheio e explodi. Só eu e mais um. Os outros desrespeitados todos saíram dali quietinhos. Depois de explodir e dizer um monte de coisas, com um bando de funcionários da Tam reunidos rebatendo, tiver que colocar a viola no saco e embarcar quietinho, porque não há alternativa para o cliente. O que poderia fazer? Desistir de embarcar e ficar morando no aeroporto? Entrar na justiça contra a Tam para o caso ser julgado na geração do meu bisneto? Essas mocinhas dos portões de embarque possuem poder absoluto sobre os passageiros, suas decisões são tão inquestionáveis quanto as de um juiz de futebol...
Ao embarcarmos no avião passa um filminho do presidente da Tam dizendo que a companhia e feita de pessoas apaixonadas pelo que fazem. Não é isto que presencio como passageiro freqüente dos seus vôos. Pelo contrário. Me parece um bando de gente infeliz e mal humorada, trabalhando no que detesta, porque precisam do salário para viver e não acharam outra coisa para fazer.
Mas o problema não se limita às companhias aéreas, como já escrevi aqui várias vezes. Todas as organizações que trabalham com massas, com milhões de clientes, possuem uma imagem institucional/midiática que é diametralmente oposta à forma como efetivamente agem na prática.
São assim as companhias aéreas, os planos de saúde, os bancos, as operadoras de telefonia, as TVs a cabo, as administradoras de cartão de crédito e ... os governos.
Todas essas organizações dizem nas suas propagandas institucionais que para elas os clientes (ou os cidadãos) são a sua razão de existir, que fazem tudo pelo cliente, etc., etc.
Na prática, os clientes (ou cidadãos), individualmente, não são nada, são apenas estatística. Ou alguém consegue ser tratado com respeito e dignidade por essas organizações? Clientes (ou cidadãos), enquanto indivíduos, não merecem o menor respeito, a menor cordialidade. Só merecem respeito nas propagandas, que atingem milhões de alvos ao mesmo tempo.
A sorte destas organizações é que a população parece uma manada de gado, que segue de cabeça baixa para o abatedouro. Sem reclamar. Houvesse do lado de cá cidadãos de verdade e a história poderia ser diferente.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
De volta
Mal cheguei e já tem notícia bomba na praça.
Sempre questiono - pode alguém ser infinitamente canalha, mau caráter, safado, malandro, mentiroso, etc., etc. impunemente?
Parece que não...
Sempre questiono - pode alguém ser infinitamente canalha, mau caráter, safado, malandro, mentiroso, etc., etc. impunemente?
Parece que não...
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