Pesquisar este blog

sábado, 3 de novembro de 2012

Do Claudio Humberto

03/11/2012 | 00:00

Cheirando mal

O cocaleiro Evo Morales nomeou o ator Sean Penn embaixador para a “descriminalização” do consumo da folha de coca, matéria-prima da cocaína. Não informou se pagará pelo trabalho em mercadoria.

Partido X PCC

Como escrevi ontem, é determinado partido político, que é sócio das FARC no Foro de São Paulo, que é sócia/fornecedora de drogas do PCC, que se beneficia eleitoralmente em São Paulo com as ondas de ataque do ... PCC.

Em matéria da Veja desta semana há a informação de que o principal negócio do PCC é o tráfico de drogas, e que a organização criminosa se prejudica financeiramente quando lança ondas de ataque como a atual, pois a polícia, em reação, age mais, com mais força, e inibe a realização do comércio de drogas. Em outras palavras, é anti-econômico para o PCC lançar ondas de violência.

Sabemos que bandido não rasga dinheiro. Então o que poderia levar o grupo a cometer ações que lhe prejudicam financeiramente?

Não sei, mas penso em duas hipóteses:

a) Determinado partido político, que é o mais rico, com muito caixa 2, paga pelas ondas de violência, remunerando o grupo com mais dinheiro do que eles obteriam com o tráfico de drogas durante o período que dura cada onda de violência; ou

b) As ondas de violência são realizadas em troca de promessas futuras. Algo assim: "nos ajudem a conquistar o governo do estado que a gente ajuda vocês depois".

Faz sentido?

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Comida

Uma matéria da última revista Exame informa que até 2050 a produção mundial de alimentos terá que ser o dobro da atual, para atender ao crescimento populacional, assim como para atender às populações que estão se desenvolvendo e comendo mais.

Contudo, nesses próximos 38 anos as terras disponíveis para a produção de alimentos deverão diminuir, em função de:

- Terrorismo ambientalista, que leva governos, como o nosso, a determinar que sejam plantadas árvores em terras produtivas (código florestal). Isto quando não converte terras produtivas em reservas indígenas improdutivas;

- Crescimento das áreas urbanas, avançando sobre as áreas rurais;

- Degradação do solo.

É uma equação perversa. O mundo terá que produzir o dobro com menos solo. É isso ou enfrentaremos guerras por comida.

Qual o milagre para se atingir tal objetivo? Tecnologia e pesquisa. Centenas de bilhões de dólares terão que ser gastos em pesquisa e tecnologia que aumente a produtividade no campo.

Investimentos desta magnitude exigem grandes propriedades rurais, que possam pagar o preço do avanço tecnológico.

No entanto, qual é o modelo ideal de agricultura na visão dos petistas? Propriedades familiares minúsculas, e os membros das famílias indo para a roça descalços e com a enxada nas costas. Praticando agricultura de subsistência. Ou seja, com o mesmo grau de desenvolvimento tecnológico da produção agrícola na época do feudalismo.

E a população, São Paulo inclusive, percebe o PT como "o partido do novo".

É pensando assim que todos os governos socialistas produzem/produziram fomes homicidas em suas populações.

Lá como aqui

Abaixo estão trechos de reportagem da última revista Exame sobre o comunismo/capitalismo Chinês, e comentários meus sobre o comunismo/capitalismo Brasileiro.

"Nesse contexto (perseguição de bilionários pelo governo Chinês) a condenação de bilionários funciona como uma válvula de escape, a hora de a base da pirâmide lavar a alma."

Comento: no Brasil, desde que o PT chegou ao poder, a Polícia Federal promove operações espetaculosas contra pessoas ricas, promovendo um verdadeiro show midiático em cima dessas operações, de forma que "a base da pirâmide possa lavar a alma".

"Para os empresários (que aderiram ao PC Chinês) logo ficou clara a importância de ter um chapéu vermelho, uma proteção contra perseguições e um lugar para fazer contatos com quem manda."

Comento: no Brasil os grandes empresários se dividem em dois grupos: os que já aderiram ao PT e os que estão em processo de adesão. Assim, se sentem protegidos contra a atuação dos órgãos de estado, recebem financiamentos camaradas do BNDES, celebram contratos privilegiados, doam parte dos seus lucros ao PT, e todos são felizes.

"Na China é inegável que quem passa despercebido tem uma vida mais fácil."

Comento: da mesma forma no Brasil. Num país onde os órgãos de estado funcionam a serviço de um partido político a melhor estratégia de "sobrevivência" é passar despercebido. Assim, se um cidadão deseja fazer críticas ao governo, é melhor se valer do anonimato.

Violência em São Paulo

Há uma onda de violência em São Paulo, um dos estados menos violentos no país. Já houve outra. Coincidentemente a outra ocorreu no exato momento em que Geraldo Alckmin deixou o governo de São Paulo para disputar a presidência com Lula. Coincidentemente a atual onda de violência ocorre no exato momento em que determinado partido político traça como seu principal objetivo eleitoral em 2014 a conquista do governo de São Paulo, a última trincheira.

A imprensa, claro, está 99% ao lado deste determinado partido político.

Assim, os leitores jamais verão na imprensa o seguinte raciocínio: determinado partido político é sócio e parceiro das FARC. As FARC são sócias e fornecedoras do PCC. E é o PCC quem comanda a violência em São Paulo.

Assim, sempre que o PCC lança uma onda de violência (coincidentemente casada com objetivos eleitorais) está, na prática, ajudando eleitoralmente o sócio/parceiro do seu sócio/fornecedor.

Mera coincidência?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tolos

A história das conquistas de poder pelos regimes radicais de esquerda é construída sobre o cadáver dos tolos.

Tolos são e foram todos os que acreditam ou acreditaram que é possível conviver com esquerdistas, negociar com esquerdistas, fazer acordo com esquerdistas, corromper esquerdistas, etc. A empresa Bacardi, por exemplo, era entuasiasta e financiadora do revolucionário Fidel Castro. Mas assim que Castro se sentiu forte no poder tomou todas as propriedades da Bacardi, que teve que passar a produzir em Porto Rico.

Nunca houve falta de tolos no mundo. Leio na coluna do jornalista Políbio Braga que o governador comunista Tarso Genro deu alguns cargos em conselhos estaduais para lideranças ruralistas do Rio Grande do Sul. Parece ter sido o bastante para esses tolos, digo, ruralistas, concluírem que "o PT é dos nossos". Segundo o mesmo jornalista o PT foi o recordista em eleição de prefeitos nas últimas eleições nas regiões gaúchas onde a agropecuária é mais forte, e suas lideranças são mais influentes.

Da mesma forma a líder ruralista Kátia Abreu anda muito assanhada para os lados governistas. Eu gostava mais da Kátia Abreu de outros tempos, daquela que liderou no Senado a derrubada da CPMF.

O que todos esses tolos não percebem é que o esquerdismo é como uma onça. Não dá para fazer acordo com onça, pois na primeira oportunidade ela vai te comer. Inevitavelmente.

Ao fazer acordos com os esquerdistas os tolos estão apenas alimentando a onça. Deixando-a bem forte, para o momento em que poderá comê-los.

Jeito petista de governar

Da Veja.com:

"Os gastos públicos do governo federal terão menos controle e transparência em 2013, devido a alterações realizadas pelo Executivo que dificultarão a fiscalização do orçamento. A principal crítica ao modelo do ano que vem é a diminuição do número de ações orçamentárias que servem para especificar o destino do dinheiro, que passarão de 3.117 neste ano para 2.414 no ano que vem. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, a modificação reduziu o nível de detalhamento de dados e informações veiculados pela lei orçamentária e dificulta a comparação com orçamentos públicos de exercícios anteriores.

A avaliação está em nota técnica conjunta das consultorias de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado e de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. A nota afirma que houve o “esvaziamento do significado das ações orçamentárias” porque os títulos perderam “conteúdo e força descritiva”. A redução das ações orçamentárias também significa que várias realizações serão incluídas num mesmo programa no controle do orçamento, fato que impossibilita saber a despesa-fim do governo e compromete a precisão e o detalhamento necessários para o acompanhamento das contas públicas.

Para o assessor político do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) Lucídio Bicalho, essa “aglutinação” é um retrocesso. “Já havia ocorrido diminuição de ações no Plano Plurianual vigente (2012-2015), não sendo necessário esse novo rearranjo. Perdem as instituições que acompanham o governo, e perde mais ainda o cidadão comum”."