Trecho de Hugo Chavez, O Espectro, de Leonardo Coutinho.
"Os historiadores ensinam que é preciso tempo para que se meçam os efeitos de um processo histórico. A terra arrasada deixada no rastro da revolução bolivariana é indício inapagável do potencial destrutivo do chavismo. As feridas abertas na América Latina serão de difícil recuperação. Mesmo quando chegar o dia em que essas chagas forem cicatrizadas, elas deixarão suas sequelas. Chavez quis mudar o mundo e conseguiu: deixou-o muito pior do que quando o encontrou."
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Só defendem bandidos
Num certo país fictício, vez por outra um blackbloc é preso após depredar patrimônio, ferir ou matar alguém.
Tão logo o fictício personagem chega na delegacia, lá o aguardam uma penca de advogados de defesa, assim como o representante da comissão de direitos humanos de um órgão de ficção chamado OAB.
Já quando um fictício cidadão honesto é vítima de prisão arbitrária por exercer sua fictícia liberdade de expressão, não parece ninguém para defendê-lo.
Esta é uma história de ficção.
Tão logo o fictício personagem chega na delegacia, lá o aguardam uma penca de advogados de defesa, assim como o representante da comissão de direitos humanos de um órgão de ficção chamado OAB.
Já quando um fictício cidadão honesto é vítima de prisão arbitrária por exercer sua fictícia liberdade de expressão, não parece ninguém para defendê-lo.
Esta é uma história de ficção.
Cidadãos típicos
Num certo país fictício, um jovem advogado teve coragem de dizer, durante o voo, o que pensa de certo tribunal da nação, ali representado pelo cocô de presidiário.
Neste caso fictício, o cocô do presidiário deu voz de prisão ao jovem advogado, o qual apenas exercia sua liberdade de expressão.
O corajoso personagem fictício então se levantou e informou aos demais passageiros que estava sendo preso por criticar o egrégio tribunal, representado ali pelo cocô.
Os demais passageiros do voo fictício permaneceram em silêncio sepulcral. Nenhum pio. Nenhum apoio à vítima, que no caso era o personagem fictício desta história fictícia.
Os referidos passageiros fictícios são cidadãos típicos do país de ficção. É com gente assim que os tiranos transformam as nações em Cuba ou Venezuela, sob o olhar de paisagem dos digníssimos compatriotas.
Esta é uma história de ficção.
Neste caso fictício, o cocô do presidiário deu voz de prisão ao jovem advogado, o qual apenas exercia sua liberdade de expressão.
O corajoso personagem fictício então se levantou e informou aos demais passageiros que estava sendo preso por criticar o egrégio tribunal, representado ali pelo cocô.
Os demais passageiros do voo fictício permaneceram em silêncio sepulcral. Nenhum pio. Nenhum apoio à vítima, que no caso era o personagem fictício desta história fictícia.
Os referidos passageiros fictícios são cidadãos típicos do país de ficção. É com gente assim que os tiranos transformam as nações em Cuba ou Venezuela, sob o olhar de paisagem dos digníssimos compatriotas.
Esta é uma história de ficção.
Cocô que manda prender
Um certo presidiário deixou para trás um cocô num certo tribunal.
Agora o cocô manda prender aqueles que ousam exercer a sua liberdade criticando o excelso tribunal.
O mesmo cocô vive fazendo o possível para soltar o referido presidiário.
Obs. esta é uma história de ficção, envolvendo personagens de ficção, num país de ficção.
Agora o cocô manda prender aqueles que ousam exercer a sua liberdade criticando o excelso tribunal.
O mesmo cocô vive fazendo o possível para soltar o referido presidiário.
Obs. esta é uma história de ficção, envolvendo personagens de ficção, num país de ficção.
Conquista feminista
Leiam esta notícia do Renova Mídia. Comento na sequência.
"Para surpresa de absolutamente ninguém, a histeria dos movimentos feministas está prejudicando as mulheres no mercado do trabalho.
Em muitas companhias de Wall Street, homens estão adotando estratégias para evitar denúncias na era do #MeToo, e no processo tornam a vida ainda mais difícil para as mulheres.
Em matéria publicada na “Folha de S. Paulo“, homens relatam que não fazem mais reuniões sozinhos com mulheres e evitam tomar elevadores sozinhos com colegas do sexo feminino. Eles também evitam jantares com colegas mulheres. Nada de sentar ao lado delas no avião em viagens de negócios. Quartos de hotel precisam ser reservados em andares diferentes.
Pra evitarem processos de alguma feminista enfurecida, os homens simplesmente estão evitando contratar funcionárias do sexo feminino.
Entrevistas com mais de 30 executivos importantes indicam que muitos deles estão assustados com o #MeToo, e enfrentam dificuldades para lidar com a questão.
“A sensação é a de que você está sempre pisando em ovos”, disse David Bahnsen, antigo diretor executivo do banco Morgan Stanley.
Agora, mais de um ano depois que o movimento feminista #MeToo ganhou ímpeto, Wall Street corre o risco de ver acentuada, e não reduzida, sua condição de clube para meninos."
Comento: pelo que percebo, as mulheres ficarão cada vez mais segregadas dos homens, e verão reduzidas suas oportunidades de trabalho. Qualquer semelhança com o islã é mera coincidência?domingo, 2 de dezembro de 2018
Direitos máximos, deveres mínimos
Trechos do livro de Bruno Garschagen:
Quanto mais é tratada como imatura mais a sociedade se infantiliza e pede por mais estado por meio de direitos e privilégios.
Numa sociedade infantilizada, ninguém quer assumir a culpa, e, por isso, a ideia de direito é mais confortável do que a de dever e obrigação, que se transformam em estorvos numa sociedade hedonista. Somos tratados como um bando de idiotas incapazes e irresponsáveis, e alguns de nós passam a agir como tais.
Aqueles que estão na cadeia de comando do Brasil (políticos, magistrados, etc.) acham, no fundo, que o brasileiro - grupo no qual jamais se incluem - não conseguiria cuidar da própria vida se não fosse a ajuda estatal.
Na escola, na universidade, na tevê, na vida diária, tudo nos leva a odiar a nossa história, tudo nos faz odiar o nosso país. Em poucas atividades somos tão bons quanto em destruir aquilo que temos de melhor ao elevar como padrão de comportamento aquilo que temos de pior.
O patrimonialismo no Brasil não é, portanto, a confusão entre o público e o privado nem a privatização do estado, mas o uso predatório do estado para benefício próprio e temporário. Isso explica a voracidade de políticos para desfrutar de todas as benesses enquanto elas ainda existem, e de servidores para obter privilégios em forma de direitos antes das outras categorias.
Foi a expansão das facilidades de realização dos desejos no presente, graças aos esforços, genialidade e legado dos antepassados, que gerou, segundo Ortega y Gasset, uma ingratidão radical por parte das novas gerações. Elas foram mimadas ao não terem os seus desejos e vontades limitados. Se tudo era permitido, nada era devido. Protegidas das incertezas e desafios da vida, e do embate com os demais, se acostumaram a se importar somente com elas mesmas.
Quanto mais é tratada como imatura mais a sociedade se infantiliza e pede por mais estado por meio de direitos e privilégios.
Numa sociedade infantilizada, ninguém quer assumir a culpa, e, por isso, a ideia de direito é mais confortável do que a de dever e obrigação, que se transformam em estorvos numa sociedade hedonista. Somos tratados como um bando de idiotas incapazes e irresponsáveis, e alguns de nós passam a agir como tais.
Aqueles que estão na cadeia de comando do Brasil (políticos, magistrados, etc.) acham, no fundo, que o brasileiro - grupo no qual jamais se incluem - não conseguiria cuidar da própria vida se não fosse a ajuda estatal.
Na escola, na universidade, na tevê, na vida diária, tudo nos leva a odiar a nossa história, tudo nos faz odiar o nosso país. Em poucas atividades somos tão bons quanto em destruir aquilo que temos de melhor ao elevar como padrão de comportamento aquilo que temos de pior.
O patrimonialismo no Brasil não é, portanto, a confusão entre o público e o privado nem a privatização do estado, mas o uso predatório do estado para benefício próprio e temporário. Isso explica a voracidade de políticos para desfrutar de todas as benesses enquanto elas ainda existem, e de servidores para obter privilégios em forma de direitos antes das outras categorias.
Foi a expansão das facilidades de realização dos desejos no presente, graças aos esforços, genialidade e legado dos antepassados, que gerou, segundo Ortega y Gasset, uma ingratidão radical por parte das novas gerações. Elas foram mimadas ao não terem os seus desejos e vontades limitados. Se tudo era permitido, nada era devido. Protegidas das incertezas e desafios da vida, e do embate com os demais, se acostumaram a se importar somente com elas mesmas.
sábado, 1 de dezembro de 2018
De Thomas Sowell
O propósito da política não é solucionar problemas, mas encontrá-los para justificar a expansão do poder do governo e o aumento dos impostos.
Assinar:
Postagens (Atom)