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segunda-feira, 7 de março de 2011

Do Rodrigo Constantino

"O Banco Santander demitiu seu economista-chefe, Alexandre Schwartsman, respeitado economista que já foi diretor do Banco Central. O motivo teria sido a recente discussão entre Schwartsman e Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrossauro (Petrobras para os nacionalistas). O então economista-chefe do Santander acusou o governo de praticar "contabilidade criativa" para gerar superávit fiscal artificial, e Gabrielli reagiu, afirmando que não sabia o que era caixa, se aquela operação não fosse caixa. Schwartsman insistiu que não era, e perguntou onde estava o dinheiro, gerando mal-estar no ambiente, uma vez que, de fato, trata-se de puro malabarismo contábil.

Poucos dias depois, eis que o Banco Santander, de olho no crescimento de crédito no País e eventualmente em diversos outros negócios potenciais com o governo e suas estatais, resolveu demitir Schwartsman, para ficar bem na foto com os governantes. É uma postura típica de regimes autoritários, onde todos, especialmente as grandes empresas, são reféns do governo. Este controla tantos negócios, tantos recursos, e tantas regras burocráticas arbitrárias, que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de atacá-lo publicamente. Mesmo que esteja falando a mais absoluta e escancarada VERDADE! É uma espécie de censura velada, em que apenas comentários "chapa-branca" são permitidos. Quem ousar desafiar os governantes e colocar os pingos nos is, expondo suas falcatruas e incoerências, terá que pagar o preço. Quem viveu sob regimes nazistas, fascistas e socialistas entende bem o que é isso."

domingo, 6 de março de 2011

Não dá em árvore

"- É um imperativo moral, universalmente reconhecido na época em que vivemos, que todo homem tem direito a um emprego. - E elevou o tom de voz: - Eu faço jus a um emprego!

- Faz mesmo? Então pegue o seu emprego.

- O que quer dizer?

- Pegue um emprego para você. Vá colhê-lo na árvore em que você pensa que ele nasce.

- Mas eu...

- Você quer dizer que sabe que emprego não dá em árvore? Que precisa de um emprego, mas não é capaz de criá-lo? Que você faz jus a um emprego que eu é que tenho que criar para você?

- É isso!"

Pág. 247 do volume 3 de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.

sábado, 5 de março de 2011

Partido Novo

Com a promessa de levar práticas da iniciativa privada para o governo, um grupo de executivos desiludidos com siglas como PSDB e DEM articula o lançamento de uma legenda "sem políticos". O projeto já tem nome, Partido Novo, e teve o estatuto publicado no "Diário Oficial da União" no dia 17. Desde então, empresários e profissionais liberais têm recebido e-mails com um resumo das propostas e um anexo com fichas de adesão. "Podíamos ter criado uma ONG, mas achamos que um partido teria capacidade de ação muito maior", diz o presidente da futura legenda, o economista carioca João Dionísio Amoêdo, 48.


Integrante do conselho de administração do Itaú BBA e ex-vice-presidente do Unibanco, ele já promoveu reuniões no Rio e em São Paulo para catequizar aliados. O discurso liberal parece ter inspiração tucana, mas o fundador rejeita comparações com siglas tradicionais. "Existem 27 partidos aí, mas nenhum deles defende a eficiência e a redução de impostos como principal bandeira", diz Amoêdo, que afirma nunca ter se filiado a uma legenda e não revela o voto em eleições passadas. "A eficiência é a nossa principal plataforma. Os candidatos do Novo terão metas de gestão e serão cobrados para cumpri-las", promete.


O fundador é sócio da Casa das Garças, centro de estudos que reúne economistas como Edmar Bacha e André Lara Resende, pais do Real, e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. O vice-presidente da sigla, Marcelo Lessa Brandão, é executivo do grupo BFFC, que controla marcas como Bob's, KFC e Pizza Hut. Sem garantia de que a ideia sairá do papel, os fundadores já gastaram cerca de R$ 200 mil com consultoria jurídica e outros serviços. Publicitários produziram site, perfis em redes sociais e um vídeo promocional, que repete lemas como "Pense no Brasil como uma empresa" e "Se o Brasil fosse uma empresa, você seria o cliente". Falta reunir as 500 mil assinaturas exigidas pelo TSE para registrar a sigla. "Não será fácil, mas sempre gostei de desafios", anima-se Amoêdo, ex-triatleta que no ano passado venceu um dos maiores, ao se curar de um linfoma. ( Da Folha de São Paulo)
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Conheça aqui o site do Partido Novo:

http://novo.org.br/ficha.html

Palavras do General Mourão

"Não considero povo um ajuntamento de pelegos, comandados por minorias comunistas". General Olimpio Mourão Filho, em abril de 1964, dizendo uma verdade que nenhum político ou militar de hoje tem coragem de repetir.

"A operação limpeza tem que ser absoluta. Não se faz um movimento como esse para destituir um homem e, sim, para erradicar um sistema viciado e perigoso, que começou em 1930 e vem se agravando até hoje." General Mourão, na mesma entrevista, demonstrando completa ignorância sobre a tibieza dos seus companheiros contra-revolucionários de 1964. Aliás, logo após o sucesso da contra-revolução o General Mourão foi afastado do centro de decisões, dando lugar aos Castellos, digo, aos conciliadores...

Fonte: Edição Histórica da revista Manchete de abril de 1964.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval

Os leitores que me conhecem podem até se surpreender com a informação, mas eu já fui um grande folião. Até 1990 eu ia aos bailes de carnaval todas as noites, começando na sexta. E só saía dos bailes após o sol raiar.

Lembro com saudades dos bailes de carnaval nos clubes, bandas excelentes, boa música, gente alegre, bom ambiente.

Mas, como tudo, acabou. Acho os carnavais atuais uma chatice, uma apelação. Definitivamente, o clima não é mais o mesmo.

Portanto, os próximos dias serão dedicados à atualização das leituras, a bons filmes, e um pouco de trabalho.

Do Leonardo Bruno

"Ser "conservador" ou de "direita" no Brasil tornou-se tabu para a maioria das classes pensantes. De fato, anos de doutrinação ideológica das esquerdas em escolas e universidades criaram uma verdadeira distorção semântica e confusão ideológica dos conceitos anatematizados. "Direitista" e "conservador" tornaram-se verdadeiros espantalhos intelectuais para que as esquerdas pudessem rotular os recalcitrantes, conforme aos seus caprichos. A influência cultural foi tão poderosa, que até aquelas pessoas que simpatizam com os valores da direita morrem de medo de admitir publicamente suas convicções, tamanha lavagem cerebral sofrida na cabeça da população. A chantagem psicológica, a intimidação, a falsificação histórica, a estigmatização, são joguinhos preferidos dos militantes esquerdistas, para deixarem a direita conservadora cada vez mais acuada e amedrontada.

O mais grotesco é a direita tentar se auto-justificar dentro dos cânones ideológicos da própria esquerda, promovendo e repetindo seu discurso. Quando perguntados a respeito da "reforma agrária", da "distribuição de renda", da "injustiça social", da "função social" da propriedade e outros slogans comunistas, o direitista médio cai numa sólida armadilha: ao invés de chutar a barraca e mostrar o contra-senso dessas idéias, faz justamente o contrário. Tenta legitimá-las, como se tais crenças fossem aspirações populares. Tal é o poder da revolução cultural marxista injetada sutilmente nas mentalidades formadoras de opinião e da política deste país. A hegemonia esquerdista é mais que absoluta. O pior é que a própria direita fortalece a essa hegemonia, como uma verdadeira idiota útil. Interessante notar uma questão, dentro dessa fábrica de difamação: ela tem origens nos anos 30 do século XX, na época em que a União Soviética reinava soberana sobre os intelectuais e onde Stálin era o guia genial dos povos. Os rótulos odiosos contra a direita na atualidade são bem mais velhos do que se imagina. "Reacionários", "fascistas", "atrasados", "inimigos do progresso" ou então "inimigos do povo". Ou no mínimo "corruptos", "ladrões", "bandidos". A propaganda soviética não morreu. Ela sobreviveu até mesmo depois da morte da falsa defunta russa.

Voltemos ao boneco de formol, Lênin. Qualquer leninista inescrupuloso e inveterado saberia entender o que significa a "doença infantil". Unir-se com banqueiros, aceitar dinheiro de empresários, fingir acatar o sistema democrático e parlamentar, é uma tradição tão arraigada do movimento revolucionário esquerdista, que só as pessoas ingênuas não percebem algo tão visível na política. Lênin já falava sobre isso, ao criticar a conduta sectária dos comunistas alemães na República de Weimar. E quem atualmente sustenta os movimentos revolucionários? Além do crime organizado, os banqueiros, os empresários, os donos do dinheiro, tal como Lênin aceitou alegremente dinheiro de empresários, dos banqueiros e até do "reacionário" Império Alemão para fazer sua revolução sangrenta. A Fundação Ford, Rockefeller, a ATTACC, do mega-especulador George Soros, dentre outros, vieram do comunismo? Não, são genuinamente capitalistas, embora adiram alegremente aos movimentos socialistas. E quem banca o vandalismo do MST, além do governo federal? ONG´s estrangeiras, financiadas por empresários e até por governos europeus. O PT, os chamados "movimentos sociais", a esquerda internacional, o ex-presidente Lula, são tão "direitistas" quanto o foram Lênin e os bolchevistas. A diferença é tão somente de tática.

Atualmente, os socialistas sabem que a economia planejada não faz parte de seus planos. Eles almejam aquilo que Hitler falou ao seu confessor, Hermann Rauschning: o Führer confessou que a natureza do nacional-socialismo mudaria a relação do homem com o Estado. Não socializariam as propriedades e sim o povo!"

quinta-feira, 3 de março de 2011

Viúvo

Dirão que sou um viúvo do regime militar? Pois que digam. Naquela época havia educação, valores, respeito, moralidade, vergonha na cara, enfim, tudo que servia de sustentáculo para uma sociedade civilizada, e que o PT destruiu.

Na “democracia” já tivemos dois presidentes que ficaram oito anos no poder. Na “ditadura” nenhum presidente ocupou o cargo por mais de seis anos.

Na “democracia” já vimos familiares e amigos de presidentes transformarem-se em nababos comparáveis ao Sultão do Brunei. Na “ditadura” os presidentes e suas famílias deixavam o poder na mesma condição em que entravam – pobres.

Na “democracia”, mesmo com toda a solidariedade da imprensa companheira, não passa um dia sem tomarmos conhecimento de um escândalo novo. Na “ditadura” os escândalos eram raros, mas muito bem explorados pela imprensa.

Na “ditadura” o governo estendia seus tentáculos sobre o congresso? E na “democracia”, onde os congressistas são comprados para votar a favor?

Na “ditadura” a porta de saída para a pobreza era educação e trabalho. Na “democracia” construiu-se a acomodação com a pobreza, sustentada à base de esmola com dinheiro público.

Na “ditadura” havia esperança em relação ao futuro. Na “democracia” não se sabe mais nem o significado da palavra futuro.

Nesta semana tive oportunidade de adquirir as edições especiais comemorativas (isto mesmo) das revistas Manchete e O Cruzeiro, lançadas logo após a vitória da revolução de 1964. Nelas é possível ver em dezenas de fotos as multidões de milhões de brasileiros que tomaram espontaneamente as ruas nas capitais para comemorar a vitória dos militares.

Acabamos de sair do governo do auto-intitulado “maior governante da história desta galáxia”, que nunca conseguiu reunir sequer 100 mil pessoas espontaneamente nas ruas. Não conseguiu sequer levar 1 milhão de pessoas às salas de cinema para ver a sua “história”, nem oferecendo 50% de desconto no ingresso.

O brasileiro médio ainda não é esquerdista em seus valores fundamentais. Uma pena que os políticos brasileiros sejam tão completamente incapazes que ainda não perceberam isto. E tentem disputar eleições se apropriando do discurso do PT...