domingo, 29 de abril de 2012
Revista Veja
Desde que Veja publicou a entrevista com Dilma, algumas semanas atrás, me parece que a revista está diferente. No caso da edição com a entrevista, não foi a entrevista em si que me incomodou, afinal os veículos de imprensa precisam entrevistar presidentes. O que me incomodou foi a revista apresentar a entrevista com "photoshop", ou seja, apresentar raciocínios de estadista como se tivéssem sido proferidos por uma pessoa que, sabidamente, não consegue concluir uma frase com lógica. Ontem acordei muito cedo, sem sono. Para passar o tempo, ainda na cama, peguei meu Ipad e adquiri a última versão da revista. Ao lê-la fiquei "sabendo" que Dilma quer que a CPI do Cachoeira investigue tudo a fundo, que não deixe pedra sobre pedra. E é apenas Lula que quer melar a investigação e usar a CPI apenas contra oposicionistas e a imprensa. Ah, tá. Na sequência vinha uma reportagem com algumas mulheres que são presidentes de grandes empresas, mostrando como elas conseguiram subir na carreira sem abrir mão de suas vidas pessoais. Aí as presidentes eram apresentadas jogando tênis, praticando yoga, fazendo jardinagem, etc. Tudo falso como uma nota de R$3, pois no caminho do sucesso profissional a primeira vítima é a vida pessoal. Para fechar, Roberto Pompeo de Toledo tratou na mesma coluna do caso de um diplomata iraniano que abusava de meninas num clube de Brasília e de agentes e soldados americanos que em viagem pela América do Sul fazem festas com prostitutas. Meu Deus, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Ambientalistas...
Na 5a feira eu sobrevoava o estado americano do Colorado, um grande produtor agrícola. Ao observar pela janela do avião, percebia que não existem árvores. Muito menos florestas. E eu acho que os americanos estão certos, lugar de produzir comida, é lugar de produzir comida. Lugar de floresta, é lugar de floresta. O problema é que é daqui dos EUA e da Europa que sai a grana para financiar a histeria ambientalista no Brasil, histeria que pretende transformar fazendas produtivas em florestas e/ou reservas de índios. Não é estranho? Abaixo algumas imagens que peguei na internet para ilustrar o que eu via da janela do avião:
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O revolucionário
Celso Mello integra o STF desde a década de 1980, época em que o país vivia um ambiente institucional infinitamente superior ao atual.
Por mais de 20 anos Celso Mello teve que disfarçar sua vocação revolucionária e fingir que estava no STF para julgar de acordo com e Lei. Quem acompanhava sua atuação não desconfiava que sob sua toga se escondia uma alma de Che Guevara, um defensor da "justiça social", das cotas e da marcha da maconha. Imagino seu sofrimento pessoal.
O que contou a favor de Celso Mello foi sua idade. Nomeado jovem para o STF, pôde acompanhar a decomposição institucional do país, até chegar o momento em que se sentiu confiortável para rasgar a fantasia e apresentar ao mundo o "progressista" que se escondia sob aquela toga.
Talvez outros "progressistas" revolucionários tenham ficado pelo caminho, tolhidos pela aposentadoria compulsória. Mas o jovem Celso Mello chegou lá.
E para um revolucionário, assim como para um psicopata, o passo a mais dado hoje já não o satisfará amanhã, é preciso sempre "avançar", sempre ir um pouco mais além, sempre ousar mais. Peguem suas pipocas e se preparem para assistir ao circo de horrores em que se transformou o STF.
Cansado
Talvez alguns leitores estejam estranhando o fato de eu estar nos Estados Unidos e não ter publicado nenhum post sobre a política local. A verdade é que estou cansado. De saco cheio mesmo.
Ligar a TV para quê? Para ouvir que "nunca antes na história deste país existiu um governante como Obama?"
É incrível o empobrecimento intelectual pelo qual passa o mundo. Um empobrecimento tão profundo que até o jornalismo americano passa a se assemelhar ao jornalismo ... brasileiro. Já dá para o proprietário do Diário de Piraporinha do Norte dizer orgulhoso que o seu jornal pratica o mesmo tipo de jornalismo do The New York Times.
Stalin, um doido varrido, implantou seu regime debaixo de porrada, e com o paredão operando em três turnos. Mas creio que nem Stalin, em seus maiores devaneios, imaginou um mundo que caminhasse por conta própria (sem porrada e sem paredão, ao menos ainda) para uma espécie de stalinismo.
Por livre e espontânea vontade a civilização ocidental derrete em ritmo acelerado. Tarados de todo o tipo estão no comando do processo, trabalhando para destruir em anos o que se construiu em milênios. E nunca estiveram tão perto do sucesso. A população, ah a população, ou seria melhor dizer a boiada? Ou como poderíamos nos referir a quem segue feliz no caminhão rumo ao frigorifico? No caso dos humanos a maioria segue feliz em completa ignorância, mas uma ignorância cheia de convicções. Alguns, contudo, seguem gritando "vivas!". O branco pobre, que um dia verá seu filho ser preterido numa universidade pública, grita "viva as cotas!". Nem sabe o que está gritando, na verdade age como uma autômato, segue uma programação inconsciente. Mas é um autômato cheio de convicção...
No Brasil, 10 anos de petismo aniquilaram o STF, o qual resolveu abrir sua caixa de pandora. E começou a praticar "justiça social". Justiça social foi a senha para centenas de milhões de mortos no século XX e para as maiores injustiças sociais praticadas naquele século. Já percebo a baba no canto das bocas dos ministros, as excelências querem sangue. Sangue dos outros, claro, já que para si próprios as excelências não abrem mão de bom salário, carro com motorista, segurança e mordomias. Aliás, é uma regra - sempre quem se coloca na missão de praticar "justiça social" nunca abre mão das próprias mordomias. Ou alguém já viu líder comunista passando fome junto com sua população?
Um país em que a suprema corte resolveu praticar "justiça social" é um país sem lei. Posso muito bem retornar ao Brasil e encontrar uma família morando na minha casa, dentro da "lei". Ao menos da nova "lei" do STF. Afinal, poderia ser uma família necessitados, cheia de filhos, e eu não passo de um burguês capitalista sanguinário...
Não consigo esquecer 2002. Meus amigos diziam "tem que mudar, vou votar no Lula". Minha pergunta - "tem que mudar o quê?" - nunca obteve resposta. Eu dizia - amigos, vocês querem abrir a caixa de pandora da política. Não adiantou. Votaram e abriram. Mas enquanto eu não consigo esquecer 2002, todos os tais amigos parecem ter conseguido esquecer, e são capazes de jurar que nunca votaram no Lula. É o preço de brincar de democracia numa sociedade de imbecis.
Do Reinaldo Azevedo 2
"Aliás, Ricardo Lewandowski disse isso, ainda que com outras palavras. Citando lá uma estudiosa furiosamente pró-cotas, disse mais ou menos isto (o “mais ou menos” é só porque cito de memória, mas o conteúdo é exato): “Se o conceito de raça serviu para construir a desigualdade, por que não usar o mesmo sistema de raça para construir a igualdade?” Em frase aparentemente singela e óbvia está a semente do mal. Afinal, poder-se-ia indagar o mesmo sobre qualquer horror: “Se os fuzilamentos de inimigos foram usados para construir a desigualdade, por que não usá-los para construir a igualdade?” Lênin deve ter feito essa pergunta e deu uma resposta. “Se os campos de trabalho forçados do czar foram usados para construir a desigualdade, por que não usá-los para construir a igualdade?” Stálin deve ter feito essa pergunta. E deu a resposta. “Se a manipulação da imprensa foi usada para construir o sistema de vocês, por que não usá-la para construir o nosso?” Agora não é imaginação: Goebbels, de fato, se propôs tal questão. E deu uma resposta."
Do Reinaldo Azevedo
"O Supremo não julga mais causas. Os ministros, com algumas exceções, não se posicionam mais sobre as contendas que chegam à corte à luz da Constituição — porque, afinal, aquele é um tribunal constitucional. Nada disso! Leiam a quase totalidade dos votos, e o que se constata é sempre um esgar de condenação a essa tal “sociedade”, que tarda em fazer justiça de fato — daí que eles resolvam, moralmente embalados por esse nobre intento, fazê-la por conta própria, ainda que contra, muitas vezes, a letra da própria Constituição. Lidas algumas falas, mais de uma vez percebi que há ministros ali que consideram que não temos uma sociedade ainda à altura do… Supremo. Por isso, eles se dispõem a corrigi-la, solapando, se preciso, prerrogativas do Legislativo.
Ontem, assistimos a todo tipo de artimanha retórica para justificar a aposentadoria do Artigo 5º da Constituição, aquele que assegura que todos os homens são iguais perante a lei. Sob o pretexto de se garantir a “justiça material”, de que aquele texto seria expressão apenas formal, aprovou-se por unanimidade o sistema de cotas raciais. Não há, entre os dez ministros que votaram, um só que seja capaz de nos explicar por que um branco pobre tem de arcar com a generosidade compensatória dos ilustres magistrados e ver sequestrada a sua vaga em benefício de um negro — pobre ou rico, já que não se cuidava ali de cotas sociais —, ainda que seu desempenho num vestibular seja superior ao do outro.
A isso se chama “justiça material”? É assim que ela passa a ser a expressão concreta da “justiça formal” que está naquela que é cláusula pétrea da Constituição? Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais compreende referendar a injustiça, ignorar o mérito, ainda que os dois candidatos tenham a mesma condição social, porque, afinal, a cor da pele de um o faria naturalmente um opressor, e a do outro, naturalmente um oprimido??? Quem no Supremo se dispõe a desenvolver essa questão?"
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Produtor rural
Existiu ou existe na história algum caso (um só) de regime comunista no qual produtor rural tenha sido respeitado?
Por que o Brasil seria diferente?
Produtores rurais geralmente são as primeiras vítimas dos comunas. Depois vem o resto. O "resto", por enquanto, só sabe bater palmas para o governo comunista. Mas a hora deles vai chegar.
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