Me espanta, e me assusta, a fragilidade da civilização que construímos.
Basicamente nossa civilização é composta de grandes aglomerados urbanos, com milhares ou milhões de habitantes. Tais aglomerados urbanos demandam centenas de milhares de toneladas diárias de alimentos. Inclusive para alimentar nossos cães, gatos e peixes de aquário...
Um ou dois dias sem suprimento de alimentos, e a civilização urbana que criamos implode. O retorno à barbárie é imediato.
Mesmo assim, nós das cidades sabemos tudo e temos opinião sobre tudo. Por exemplo, nós da cidade defendemos que terras produtivas sejam transformadas em reservas florestais, reservas indígenas, ou simplesmente distribuídas ao MST.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Índios
Me contaram de uma notícia sobre um caminhão de madeira que tombou na região de Cascavel, no Paraná, e teve a carga saqueada pelos índios que vivem na região. A suspeita, segundo a notícia, é que os índios estariam provocando o tombamento de caminhões na região, para roubar as cargaas.
Vai dar em alguma coisa? Em nada, os índios são inimputáveis, portanto possuem licença para tombar caminhões.
E até para ir além, lembram do então famoso cacique Paulinho Paiacã, que estuprava mulheres não índias?
Vai dar em alguma coisa? Em nada, os índios são inimputáveis, portanto possuem licença para tombar caminhões.
E até para ir além, lembram do então famoso cacique Paulinho Paiacã, que estuprava mulheres não índias?
A história
Reinaldo Azevedo tem dito que Lewandovski e Toffoli, ao atuarem como verdadeiros advogados petistas, estão demonstrando falta de preocupação em relação à forma como a história irá julgá-los.
Eu penso diferente. Todos sabem que a história é escrita pela esquerda. Os "nossos" da esquerda são sempre retratados como heróis. Por exemplo, terroristas que explodiam bombas, roubavam e matavam com o propósito de implantar uma ditadura comunista no Brasil são retratados pela história como heróis que lutavam pela liberdade.
Assim, creio que a história irá retratar Lewandovski e Toffoli como os maiores ministros da história do STF, e os demais como viúvas de Hitler.
Eu penso diferente. Todos sabem que a história é escrita pela esquerda. Os "nossos" da esquerda são sempre retratados como heróis. Por exemplo, terroristas que explodiam bombas, roubavam e matavam com o propósito de implantar uma ditadura comunista no Brasil são retratados pela história como heróis que lutavam pela liberdade.
Assim, creio que a história irá retratar Lewandovski e Toffoli como os maiores ministros da história do STF, e os demais como viúvas de Hitler.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Do Olavo de Carvalho
"A mitologia infantil que a população consome sob o nome de "jornalismo" ensina que o Leitmotiv da história mundial desde o começo do século 20 foi o conflito entre "socialismo" e "capitalismo"; conflito que teria chegado a um desenlace em 1990 com a queda da URSS.
Desde então, reza a lenda, vivemos no "império do livre mercado" sob a hegemonia de um "poder unipolar" – a maldita civilização judaico-cristã personificada na aliança Estados Unidos-Israel, contra a qual se levantam todos os amantes da liberdade: Vladimir Putin, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmud Ahmadinejad, a Fraternidade Muçulmana, o Partido dos Trabalhadores, a Marcha das Vadias e o Grupo Gay da Bahia.
A dose de burrice necessária para acreditar nessa coisa não é mensurável por nenhum padrão humano. No entanto, não conheço um só jornal, noticiário de televisão ou curso universitário, no Brasil, que transmita ao seu público alguma versão diferente dessa.
A história da carochinha tornou-se obrigatória não somente como expressão da verdade dos fatos, mas como medida de aferição da sanidade mental: contrariá-la é ser diagnosticado, no ato, como louco paranoico e "teórico da conspiração".
Como já me acostumei com esses rótulos e começo até a gostar deles, tomo a liberdade de passar ao leitor, em versão horrivelmente compacta, algumas informações básicas e arquiprovadas, mas, reconheço, difíceis de acomodar num cérebro preguiçoso.
A suprema elite capitalista do Ocidente – os Morgans, os Rockefellers, gente desse calibre – jamais moveu uma palha em favor do "capitalismo liberal". Ao contrário: tudo fez para promover três tipos de socialismo: o socialismo fabiano na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, o socialismo marxista na URSS, na Europa Oriental e na China e o nacional-socialismo na Europa Central. Gastou, nisso, rios de dinheiro. E assim criou o parque industrial soviético, no tempo de Stálin, a indústria bélica do Führer e, mais recentemente, a potência econômico-militar da China.
Nos conflitos entre os três socialismos, o fabiano saiu sempre ganhando, porque é o único que tem a seu serviço a tecnologia mais avançada, uma estratégia flexível para todas as situações e, melhor ainda, todo o tempo do mundo (o símbolo do fabianismo é uma tartaruga).
O nazismo, cumprida sua missão de liquidar as potências europeias e dividir o mundo entre a elite ocidental e o movimento comunista (precisamente segundo o plano de Stálin), foi jogado na lata do lixo da História; do fim da 2ª Guerra até o término da década de 80, só subsistiu sob a forma evanescente de "neonazismo", um fantasma acionado pelos governos comunistas para assustar as criancinhas e desviar atenções.
O fabianismo nunca foi inimigo do socialismo marxista: ao contrário, adora-o e cultiva-o, porque a economia marxista, incapaz de progresso tecnológico, lhe garante mercados cativos. E também porque sempre considerou o comunismo um instrumento da sua estratégia global.
O s comunistas, é claro, respondem na mesma moeda, tentando usar o socialismo fabiano para os seus próprios fins e infiltrando-se em todos os partidos socialistas democráticos do Ocidente.
Os pontos de atrito inevitáveis são debitados na conta da "cobiça capitalista", fortalecendo a autoridade moral dos comunistas ante os idiotas do Teceiro Mundo e, ao mesmo tempo, ajudando os fabianos a apertar os controles estatais sobre as economias do Ocidente, estrangulando desse modo o capitalismo a pretexto de salvá-lo.
Os "verdadeiros crentes" do liberalismo econômico é que pagam o pato: sem poder suficiente para interferir nas grandes decisões mundiais, tornaram-se mera força auxiliar do socialismo fabiano e, em geral, nem mesmo o percebem, tão horrível é essa perspectiva para as suas almas sinceras.
Ás vezes, entretanto, a concorrência fraterna entre fabianos e comunistas desanda: com a queda da URSS, aqueles acharam que tinha chegado a hora de colher os lucros da sua longa colaboração com o comunismo, e caíram sobre a Rússia como abutres, comprando tudo a preço vil, inclusive as consciências dos velhos comunistas.
O núcleo da elite soviética, porém, a KGB, não consentiu em amoldar-se ao papel secundário que agora lhe era destinado na nova etapa da revolução mundial. Admitiu a derrota do comunismo, mas não a sua própria. Levantou a cabeça, reagiu e criou do nada uma nova estratégia independente, o eurasianismo, mais hostil a todo o Ocidente do que o comunismo jamais foi.
O fabianismo, que nunca foi de brigar com ninguém e sempre resolveu tudo na base da sedução e da acomodação (inclusive com Stálin e Mao), finalmente encontrou um oponente que não aceita negociar. A "Guerra Fria" foi, em grande parte, puro fingimento: a elite Ocidental concorria com o comunismo sem contudo nada fazer para destruí-lo. Ao contrário, ajudava-o substancialmente. Putin não é um concorrente: é um inimigo de verdade, cheio de rancor e sonhos de vingança.
A verdadeira "Guerra Fria" só agora está começando – e, aliás, já veio quente. A concorrência entre "capitalismo" e "socialismo" foi apenas um véu ideológico para uso das multidões, mas a luta entre Oriente e Ocidente é para valer.
Não por coincidência, o fiel da balança é o Oriente Médio, que fica a meio caminho entre os dois blocos. Ali as nações muçulmanas terão de decidir se continuam servindo de instrumento dócil nas mãos dos russos, se aceitam a acomodação com a elite fabiana ou se querem mesmo fazer do mundo um vasto Califado.
Já a elite ocidental, que fala pela boca do sr. Barack Hussein Obama, parece decidida a fazê-las pender nesta última direção, por motivos que, de tão malignos e imbecis, escapam ao meu desejo de compreendê-los.
Isso, caros leitores, é o que está acontecendo, e nada disso vocês lerão na Folha de São Paulo nem em O Globo."
Desde então, reza a lenda, vivemos no "império do livre mercado" sob a hegemonia de um "poder unipolar" – a maldita civilização judaico-cristã personificada na aliança Estados Unidos-Israel, contra a qual se levantam todos os amantes da liberdade: Vladimir Putin, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmud Ahmadinejad, a Fraternidade Muçulmana, o Partido dos Trabalhadores, a Marcha das Vadias e o Grupo Gay da Bahia.
A dose de burrice necessária para acreditar nessa coisa não é mensurável por nenhum padrão humano. No entanto, não conheço um só jornal, noticiário de televisão ou curso universitário, no Brasil, que transmita ao seu público alguma versão diferente dessa.
A história da carochinha tornou-se obrigatória não somente como expressão da verdade dos fatos, mas como medida de aferição da sanidade mental: contrariá-la é ser diagnosticado, no ato, como louco paranoico e "teórico da conspiração".
Como já me acostumei com esses rótulos e começo até a gostar deles, tomo a liberdade de passar ao leitor, em versão horrivelmente compacta, algumas informações básicas e arquiprovadas, mas, reconheço, difíceis de acomodar num cérebro preguiçoso.
A suprema elite capitalista do Ocidente – os Morgans, os Rockefellers, gente desse calibre – jamais moveu uma palha em favor do "capitalismo liberal". Ao contrário: tudo fez para promover três tipos de socialismo: o socialismo fabiano na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, o socialismo marxista na URSS, na Europa Oriental e na China e o nacional-socialismo na Europa Central. Gastou, nisso, rios de dinheiro. E assim criou o parque industrial soviético, no tempo de Stálin, a indústria bélica do Führer e, mais recentemente, a potência econômico-militar da China.
Nos conflitos entre os três socialismos, o fabiano saiu sempre ganhando, porque é o único que tem a seu serviço a tecnologia mais avançada, uma estratégia flexível para todas as situações e, melhor ainda, todo o tempo do mundo (o símbolo do fabianismo é uma tartaruga).
O nazismo, cumprida sua missão de liquidar as potências europeias e dividir o mundo entre a elite ocidental e o movimento comunista (precisamente segundo o plano de Stálin), foi jogado na lata do lixo da História; do fim da 2ª Guerra até o término da década de 80, só subsistiu sob a forma evanescente de "neonazismo", um fantasma acionado pelos governos comunistas para assustar as criancinhas e desviar atenções.
O fabianismo nunca foi inimigo do socialismo marxista: ao contrário, adora-o e cultiva-o, porque a economia marxista, incapaz de progresso tecnológico, lhe garante mercados cativos. E também porque sempre considerou o comunismo um instrumento da sua estratégia global.
O s comunistas, é claro, respondem na mesma moeda, tentando usar o socialismo fabiano para os seus próprios fins e infiltrando-se em todos os partidos socialistas democráticos do Ocidente.
Os pontos de atrito inevitáveis são debitados na conta da "cobiça capitalista", fortalecendo a autoridade moral dos comunistas ante os idiotas do Teceiro Mundo e, ao mesmo tempo, ajudando os fabianos a apertar os controles estatais sobre as economias do Ocidente, estrangulando desse modo o capitalismo a pretexto de salvá-lo.
Os "verdadeiros crentes" do liberalismo econômico é que pagam o pato: sem poder suficiente para interferir nas grandes decisões mundiais, tornaram-se mera força auxiliar do socialismo fabiano e, em geral, nem mesmo o percebem, tão horrível é essa perspectiva para as suas almas sinceras.
Ás vezes, entretanto, a concorrência fraterna entre fabianos e comunistas desanda: com a queda da URSS, aqueles acharam que tinha chegado a hora de colher os lucros da sua longa colaboração com o comunismo, e caíram sobre a Rússia como abutres, comprando tudo a preço vil, inclusive as consciências dos velhos comunistas.
O núcleo da elite soviética, porém, a KGB, não consentiu em amoldar-se ao papel secundário que agora lhe era destinado na nova etapa da revolução mundial. Admitiu a derrota do comunismo, mas não a sua própria. Levantou a cabeça, reagiu e criou do nada uma nova estratégia independente, o eurasianismo, mais hostil a todo o Ocidente do que o comunismo jamais foi.
O fabianismo, que nunca foi de brigar com ninguém e sempre resolveu tudo na base da sedução e da acomodação (inclusive com Stálin e Mao), finalmente encontrou um oponente que não aceita negociar. A "Guerra Fria" foi, em grande parte, puro fingimento: a elite Ocidental concorria com o comunismo sem contudo nada fazer para destruí-lo. Ao contrário, ajudava-o substancialmente. Putin não é um concorrente: é um inimigo de verdade, cheio de rancor e sonhos de vingança.
A verdadeira "Guerra Fria" só agora está começando – e, aliás, já veio quente. A concorrência entre "capitalismo" e "socialismo" foi apenas um véu ideológico para uso das multidões, mas a luta entre Oriente e Ocidente é para valer.
Não por coincidência, o fiel da balança é o Oriente Médio, que fica a meio caminho entre os dois blocos. Ali as nações muçulmanas terão de decidir se continuam servindo de instrumento dócil nas mãos dos russos, se aceitam a acomodação com a elite fabiana ou se querem mesmo fazer do mundo um vasto Califado.
Já a elite ocidental, que fala pela boca do sr. Barack Hussein Obama, parece decidida a fazê-las pender nesta última direção, por motivos que, de tão malignos e imbecis, escapam ao meu desejo de compreendê-los.
Isso, caros leitores, é o que está acontecendo, e nada disso vocês lerão na Folha de São Paulo nem em O Globo."
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Discordo
O historiador Marco Antonio Villa escreveu o seguinte:
"Esse julgamento pode abrir uma nova era na jovem democracia brasileira, tão enfraquecida pelos sucessivos escândalos de corrupção. A punição exemplar dos mensaleiros serviria como um sinal de alerta de que a impunidade está com os dias contados".
Eu discordo da observação. Uma condenação exemplar serviria apenas para aumentar a certeza entre os petistas de que precisam colocar mais companheiros comprometidos com "a causa" no STF.
"Esse julgamento pode abrir uma nova era na jovem democracia brasileira, tão enfraquecida pelos sucessivos escândalos de corrupção. A punição exemplar dos mensaleiros serviria como um sinal de alerta de que a impunidade está com os dias contados".
Eu discordo da observação. Uma condenação exemplar serviria apenas para aumentar a certeza entre os petistas de que precisam colocar mais companheiros comprometidos com "a causa" no STF.
Mensalão ... outros tempos
O esquema do mensalão, ora em julgamento, é da época do PT acanhado. Sim, o partido sempre gostou da malandragem, e prova disso são todos os escândalos em prefeituras petistas antes da conquista do poder máximo.
Contudo, depois de décadas mentindo sobre ética na política, o PT chegou acanhado ao poder. "Quero meter a mão, mas como fazer?" era o dilema.
Então armaram toda a teia de transações conhecida por "mensalão". Para pagar meros 10 milhõeszinhos para o Duda Mendonça tiveram que usar estrutura bancária internacional.
Bons tempos aqueles.
De lá para cá o que mudou?
Bem, com a descoberta do esquema, sem nenhuma consequência eleitoral para Lula, o PT entendeu que pode tudo. E acabou o constrangimento inicial. Agora, por exemplo, um simples contrato da CEF com empresa fantasma movimenta R$1.2 bilhão, o que equivale a várias vezes os recursos do mensalão. E é só um contratinho entre centenas.
E não dá nada: nem CPI, nem escândalo na imprensa, muito menos processo no STF.
Que saudades do mensalão...
Contudo, depois de décadas mentindo sobre ética na política, o PT chegou acanhado ao poder. "Quero meter a mão, mas como fazer?" era o dilema.
Então armaram toda a teia de transações conhecida por "mensalão". Para pagar meros 10 milhõeszinhos para o Duda Mendonça tiveram que usar estrutura bancária internacional.
Bons tempos aqueles.
De lá para cá o que mudou?
Bem, com a descoberta do esquema, sem nenhuma consequência eleitoral para Lula, o PT entendeu que pode tudo. E acabou o constrangimento inicial. Agora, por exemplo, um simples contrato da CEF com empresa fantasma movimenta R$1.2 bilhão, o que equivale a várias vezes os recursos do mensalão. E é só um contratinho entre centenas.
E não dá nada: nem CPI, nem escândalo na imprensa, muito menos processo no STF.
Que saudades do mensalão...
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Visões empresariais
Em nome da minha empresa ninguém tem autorização para mentir. Nem que o PT pague.
Os donos de jornais e TVs não pensam assim. Suas estruturas de reportagem são recheadas de jovens petistas travestidos de jornalistas, que usam a credibilidade dos veículos em que trabalham para mentir a serviço do partido. E os donos, de olho na verba publicitária estatal, fazem que não estão vendo nada...
Os donos de jornais e TVs não pensam assim. Suas estruturas de reportagem são recheadas de jovens petistas travestidos de jornalistas, que usam a credibilidade dos veículos em que trabalham para mentir a serviço do partido. E os donos, de olho na verba publicitária estatal, fazem que não estão vendo nada...
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