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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Terror soviético

Desde a adolescência até hoje li e leio livros de ficção e de não ficção que se passam em países do bloco soviético. Neste momento, inclusive, estou lendo um chamado Deep Lie. Em todos eles é possível observar o terror que se apoderava dos protagonistas quando recebiam uma comunicação estatal, uma convocação para comparecer a uma repartição, etc. Afinal, qualquer contato com o Estado poderia significar a condenação à morte, à prisão ou à fome por algo que a pessoa sequer tinha consciência de ter feito. Na democracia pujante não é muito diferente disto. Nela o crime supremo é não ser alinhado à esquerda, nem entusiasta do Lula, e tem sido comum que pessoas do lado de cá do espectro sejam presas, silenciadas e/ou destruídas economicamente pelo estado salvador da democracia. Sempre acordo às quatro horas da manhã, e hoje ao acordar encontrei no meu email a mensagem abaixo, enviada pelo CNJ. Como sou um ser do século XX, essas coisas eletrônicas, que permitem acessar estes domicílios virtuais, ficam com outra pessoa, não comigo. Então foram algumas horas de terror entre as quatro e as nove da manhã pensando - será que chegou a minha vez? Por fim não era nada relevante, mas serviu para sentir na pele como era viver na União Soviética.

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