Os leitores que acompanham o blog estão percebendo o meu crescente desencanto com a democracia. O problema é que a alternativa pode ser uma ditadura petista...
Mas vejam só, nas democracias fatos perderam a relevância. O que conta são versões, marketing, e ser o queridinho da mídia. Isto vale para uma republiqueta de banana como o Brasil, e vale para os EUA de Obama.
Obama, em quatro anos, endividou mais os EUA do que todos os presidentes anteriores, somados. Na democracia tem grande chance de ser reeleito para mais 4 anos.
Na democracia não adianta nada um sujeito ser bom administrador, honesto e fazer uma boa gestão. Se não tiver marketing e a simpatia da mídia, está liquidado.
Contudo, na democracia um sujeito pode ser um trapalhão, como Haddad ou Obama. Se tiver bom marketeiro e o carinho da mídia será eleito como salvador da pátria.
Isto simplesmente não é sustentável.
Países são grandes, mas não são sacos sem fundo. Podem sobreviver à incompetência por bastante tempo, mas não sobrevivem para sempre. E as democracias ocidentais estão assegurando a eleição e reeleição dos piores.
Outro dia li uma frase, que seria de George Clemenceau, que dizia o seguinte: "a democracia é o regime que permite que os piolhos mandem nos leões".
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Cheguei
O primeiro choque do retorno a gente já leva no aeroporto, com o caos que é a área de controle de passaportes. Uma verdadeira visão do inferno com centenas de pessoas se espremendo num espaço minúsculo, enquanto o serviço, com poucos atendentes, segue em ritmo de tartaruga.
No vôo de ida, uns 30 minutos antes do pouso, os comissários da Air France informam pelo sistema de alto falantes em qual esteira estará nossa bagagem. Os passageiros desembarcam sem nenhum stress, num ambiente bonito, com bom ar condicionado, as filas no controle de passaportes são pequenas e rápidas, e chega-se calmamente e sem atropelos à esteira pré-definida, onde as bagagens já estão à espera do passageiro.
Vou tentar retratar como é no Brasil. Primeiro, não há nenhum pré-aviso no avião, afinal ninguém (ninguém mesmo) tem a mais remota ideia de qual esteira receberá nossas bagagens. Dois vôos chegaram no mesmo horário no final da tarde de ontem, vôo A e B. Após sofre no controle de passaportes o passageiro exalto finalmente chega à área de esteiras. Monitores informavam: vôo A (o meu) na esteira 5, vôo B na esteira 4. Com uns 300 passageiros em cada um dos dois vôos, cerca de 600 pessoas aguardavam espremidas as suas bagagens. Nós, do vôo A, na esteira 5, vazia. Os passageiros do vôo B na esteira 4, tão entupida de malas que até parou de rodar, afinal não havia espaço para colocar mais bagagens.
Algum tempo depois o sistema de alto falantes avisa: "passageiros do vôo A, suas bagagens estão na esteira 4". 300 pessoas mudam para a esteira do lado, onde já estavam outras 300. Resultado, 600 pessoas se acotovelam no espaço de uma esteira. As bagagens que estavam na esteira eram do vôo A, o meu. Mas os passageiros que estavam lá primeiro, esperando, eram do vôo B, ou seja, nós do vôo A atropelávamos os do vôo B para termos acesso às nossas malas.
Algum tempo depois o sistema de alto falantes informa: "Passageiros dos vôos A e B, suas bagagens serão disponibilizadas na esteira 4". Permanece o corpo a corpo, os do vôo B lá plantados, esperando, e nós do vôo A batendo neles para pegar nossas malas, que giravam na esteira.
Aí passa um funcionário do aeroporto berrando: "atenção, o vôo B é na esteira 5". E ninguém sabe se acredita no sistema de alto falantes ou no berro do funcionário.
Um caos.
Pode parecer uma bobagem. Um petralha diria: "bem feito para esses burgueses que viajam ao exterior". Como se todos ali fossem ricos. E mesmo que fossem.
Mas é triste. Por trás daquele caos há instâncias do governo, ministérios, agência reguladora, Infraero, empresas terceirizadas, enfim, uma infinidade de gente muito bem paga para pensar, planejar. E toda essa gente não consegue sequer organizar a distribuição de malas numa esteira.
Isto de certa forma é um atestado da nossa incapacidade, e uma condenação a sermos sempre uma nação periférica no jogo da competição mundial.
No vôo de ida, uns 30 minutos antes do pouso, os comissários da Air France informam pelo sistema de alto falantes em qual esteira estará nossa bagagem. Os passageiros desembarcam sem nenhum stress, num ambiente bonito, com bom ar condicionado, as filas no controle de passaportes são pequenas e rápidas, e chega-se calmamente e sem atropelos à esteira pré-definida, onde as bagagens já estão à espera do passageiro.
Vou tentar retratar como é no Brasil. Primeiro, não há nenhum pré-aviso no avião, afinal ninguém (ninguém mesmo) tem a mais remota ideia de qual esteira receberá nossas bagagens. Dois vôos chegaram no mesmo horário no final da tarde de ontem, vôo A e B. Após sofre no controle de passaportes o passageiro exalto finalmente chega à área de esteiras. Monitores informavam: vôo A (o meu) na esteira 5, vôo B na esteira 4. Com uns 300 passageiros em cada um dos dois vôos, cerca de 600 pessoas aguardavam espremidas as suas bagagens. Nós, do vôo A, na esteira 5, vazia. Os passageiros do vôo B na esteira 4, tão entupida de malas que até parou de rodar, afinal não havia espaço para colocar mais bagagens.
Algum tempo depois o sistema de alto falantes avisa: "passageiros do vôo A, suas bagagens estão na esteira 4". 300 pessoas mudam para a esteira do lado, onde já estavam outras 300. Resultado, 600 pessoas se acotovelam no espaço de uma esteira. As bagagens que estavam na esteira eram do vôo A, o meu. Mas os passageiros que estavam lá primeiro, esperando, eram do vôo B, ou seja, nós do vôo A atropelávamos os do vôo B para termos acesso às nossas malas.
Algum tempo depois o sistema de alto falantes informa: "Passageiros dos vôos A e B, suas bagagens serão disponibilizadas na esteira 4". Permanece o corpo a corpo, os do vôo B lá plantados, esperando, e nós do vôo A batendo neles para pegar nossas malas, que giravam na esteira.
Aí passa um funcionário do aeroporto berrando: "atenção, o vôo B é na esteira 5". E ninguém sabe se acredita no sistema de alto falantes ou no berro do funcionário.
Um caos.
Pode parecer uma bobagem. Um petralha diria: "bem feito para esses burgueses que viajam ao exterior". Como se todos ali fossem ricos. E mesmo que fossem.
Mas é triste. Por trás daquele caos há instâncias do governo, ministérios, agência reguladora, Infraero, empresas terceirizadas, enfim, uma infinidade de gente muito bem paga para pensar, planejar. E toda essa gente não consegue sequer organizar a distribuição de malas numa esteira.
Isto de certa forma é um atestado da nossa incapacidade, e uma condenação a sermos sempre uma nação periférica no jogo da competição mundial.
domingo, 28 de outubro de 2012
Quase de volta
O blogueiro chega ao Brasil na noite do dia 29.
Neste momento já estou fora do navio, com bom acesso à internet, mas sem coragem de acessar páginas de notícias e ver o resultado das eleições...
Num livro que li durante a viagem há uma frase que seria de Martim Luther King: "É fácil o mal vencer. Basta que os bons não façam nada".
Até!
Neste momento já estou fora do navio, com bom acesso à internet, mas sem coragem de acessar páginas de notícias e ver o resultado das eleições...
Num livro que li durante a viagem há uma frase que seria de Martim Luther King: "É fácil o mal vencer. Basta que os bons não façam nada".
Até!
domingo, 21 de outubro de 2012
Blogueiro fora do ar
O blogueiro está a bordo de um navio, longe dos acontecimentos do mundo. Ficarei fora do ar até o próximo fim de semana.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Do Reinaldo Azevedo
"Qualquer que seja o resultado, há movimentos nada convencionais em curso. Querem ver? O PSD de Gilberto Kassab já é, hoje, um aliado objetivo do PT de Dilma Rousseff. Os dois partidos estão juntos em várias cidades. Na Bahia, por exemplo, tem o vice-governador, Otto Alencar, e apoia a candidatura de Nelson Pelegrino (PT) contra ACM Neto na disputa em Salvador.
Ontem, no debate da BAND, o alvo preferencial de Haddad foi justamente… Kassab. A possibilidade de que o PSD tenha um ministério depois das eleições, especialmente se Haddad vencer, é enorme. Caso o vitorioso seja Serra, há alguns complicadores, mas nada que seja insuperável. A chance de que o atual prefeito seja um aliado do PT na disputa pelo governo do Estado em 2014 é grande.
Na geleia geral brasileira, o Kassab que é agora alvo fixo do PT pode passar a ser um aliado precioso amanhã, hipótese em que passaria a ser elogiado pelos petistas. Afinal de contas, no petismo, demônios são todos aqueles que não se subordinam ao projeto de poder do partido, e santos, os que se submetem à sua hegemonia."
Príncipe Anônimo...
Amigos leitores, chegamos agora à tarde em Veneza. Nesta madrugada, ainda em Paris, sonhei que ao chegarmos a Veneza havia problema com nossa reserva de hotel. No sonho eu comecei a discutir com o atendente, e a discussão ficou tão quente que acordei e não consegui dormir mais. Eram 5h da manhã.
Eis que chegamos a Veneza e ... deu problema com a reserva do hotel. A atendente pediu mil desculpas, mas não tinha quarto para nós. Pena que nunca sonho com os números da Mega Sena...
Mas eis que para compensar o transtorno ligaram para um outro hotel e pediram para nos alojar na suíte principal (imagem abaixo). Por conta deles. Eu nunca havia me hospedado em nada parecido com isso.
Quanto entramos no quarto, junto com o funcionário do hotel, eu e minha esposa fazendo cara de tédio, como se fosse a coisa mais comum do mundo nos hospedarmos assim. Mas ... tão logo o funcionário saiu do quarto, baixou em nós aquilo que os intelectuais de esquerda definiriam como "brasilidade" e começamos a pular na cama, jogar travesseiros para o ar, enfim, uma breguice só. Ai, que vergonha...
Eis que chegamos a Veneza e ... deu problema com a reserva do hotel. A atendente pediu mil desculpas, mas não tinha quarto para nós. Pena que nunca sonho com os números da Mega Sena...
Mas eis que para compensar o transtorno ligaram para um outro hotel e pediram para nos alojar na suíte principal (imagem abaixo). Por conta deles. Eu nunca havia me hospedado em nada parecido com isso.
Quanto entramos no quarto, junto com o funcionário do hotel, eu e minha esposa fazendo cara de tédio, como se fosse a coisa mais comum do mundo nos hospedarmos assim. Mas ... tão logo o funcionário saiu do quarto, baixou em nós aquilo que os intelectuais de esquerda definiriam como "brasilidade" e começamos a pular na cama, jogar travesseiros para o ar, enfim, uma breguice só. Ai, que vergonha...
Assinar:
Postagens (Atom)

Obrigada.