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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A um passo do totalitarismo

Com Renan no bolso, procurador camarada, judiciário e forças armadas aparelhados, e imprensa companheira, somente uma pessoa separa o Brasil do totalitarismo petista - Eduardo Cunha. E, na melhor das hipóteses, ele estará no cargo até janeiro de 2017.

Então, somos como aqueles doentes terminais que recebem dos seus médicos a informação de que possuem apenas mais alguns meses de vida. No nosso caso, o diagnóstico é de que temos no máximo 17 meses de vida.

Aproveitem.

Quando o mercado entender isso (se entender) será dólar a $100...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Geração poser

Vivemos a era da geração poser. Em bom português seria a geração fingida, ou a geração de faz de conta. Os mais danosos são os posers sociais, aqueles que estão sempre querendo salvar o mundo (e é um mero detalhe se suas boas intenções deixarem pelo caminho alguns milhões de mortos), enquanto o que querem mesmo é viver no bem bom. Estes são muito bem criticados por Rodrigo Constantino e Pondé.

Mas as empresas também estão infestadas de posers corporativos. Via de regra são jovens até 30 anos. É fácil identifica-los, chegam para as reuniões caminhando rápido e pisando duro. Não perdem tempo com gracejos, são de poucos sorrisos e querem ir direto ao assunto. Eles não têm tempo a perder, o destino da humanidade está em suas mãos. Usam roupas da moda, seus cabelos são bem cortados e cada vez mais portam uma barba comprida. Durante a reunião abrem seus computadores e digitam sem parar. De tempo em tempo fazem alguma intervenção com cara de conteúdo. Ao final da reunião relacionam em tom grave as medidas enérgicas que serão tomadas a partir daquele momento. São o retrato da energia e da eficiência. E  ... nada acontece. Até que algum tempo depois é marcada uma nova reunião para discutir o mesmo assunto, e a cena se repete. Mas os posers preservam seus empregos, recebem promoções e são bem vistos por seus chefes que se impressionam com o show.

Informações deste blog

Após mais de 6 anos no ar, este blog tem 21 membros (ou seguidores). Tínhamos 22, mas um nos deixou em agosto, deve ter concluído que nos acompanhar era perda de tempo. Se não formos o blog menos acessado do Brasil, estamos entre os menos. Mas de vez em quando até que se aproveita alguma coisa publicada aqui.

Por exemplo, no dia primeiro de agosto o blog publicou um post denominado "Comprem dólares, já!". O resto é história.

Há cerca de duas semanas o blog publicou a informação sobre o plano de Obama (ou de seus mentores) para melar a candidatura Hilary e colocar Joe Biden no seu lugar. Uns 5 dias depois aparece a manchete no site da Veja: "Joe Biden planeja lançar candidatura". Notícia velha para meus 21 leitores.

Há vários anos tenho publicado textos onde afirmo que sob o governo do PT o Brasil vai caminhar para um calote na dívida pública interna. Até já criei o nome pelo qual o PT vai denominar o calote: "poupança solidária". Estava solitário nesta posição por anos. Ontem, finalmente, vi (acho que foi no site da Veja) a posição de um analista dizendo que o Brasil caminha para ser a nova Grécia (só que sem uma Alemanha para nos salvar). Aleluia. As agências de risco seguem sem ver nada de errado. Então é assim, quem percebe a coisa anos antes de acontecer é percebido como louco e ridicularizado. E tem só 21 leitores. Quem só consegue perceber quando o fato já é iminente, é gênio...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ação e consequência

Eu acho que a Europa acabou. Pelo menos como a conhecemos. A civilização europeia tradicional não resistirá como tal à invasão de centenas de milhares (ou milhões) de imigrantes ilegais em tão pouco tempo. São pessoas que chegam com valores, com cultura, muito diferentes da tradição europeia. A Europa seguirá existindo (pelo menos por enquanto), mas será algo diferente.

Quando eu estava nos EUA assisti um programa que fazia o seguinte raciocínio - antes de Obama os Líbios viviam felizes na Líbia, os Sírios viviam felizes na Síria, e assim por diante. Sete anos de desgoverno Obama com sua postura de (por ideologia ou incompetência) mudar o papel dos EUA no mundo bastaram para produzir um desarranjo mundial sem precedentes. E a Europa está entre as primeiras vítimas deste desarranjo.

Quando vi este raciocínio não pude deixar de lembrar que o então candidato Obama foi recebido em Berlim em 2008 por mais de 200 mil jovens alemães, que o saudaram nas ruas como o novo messias. Agora estão pagando as consequências...

Vinho X comunismo

O vinho não é uma bebida para porres. O vinho é uma bebida para celebração da vida. O vinho está sempre ligado a momentos agradáveis, descontraídos, de boa companhia. Enfim, aqueles momentos que são poucos, mas que são os que fazem a vida valer a pena.

Uma sociedade comunista não tem o que comemorar, não há espaço para celebrações (exceto as oficiais), não há espaço para alegria, e a vida resume-se a uma luta diária pela sobrevivência (política e fisiológica). Uma sociedade comunista é triste, fria, cinzenta. Não combina com vinho, exceto para os líderes do regime que vivem como bilionários, têm à sua disposição as melhores mulheres e bebem os melhores vinhos, tudo à custa do sangue e do suor do povo.

Se o Brasil caminha para ser uma ditadura comunista, nada mais óbvio do que ir eliminando a alegria, tornando a celebração cada vez mais restrita a poucos, escolhidos do rei. E o governo Dilma não perdoou, mandou aumentar os impostos incidentes sobre o vinho.

Empresários calados são uns poetas

Eu vivi todos os anos de hiperinflação, a década de 80 e os primeiros anos da década de 90. Naquela época todo mundo palpitava sobre o que deveria ser feito para combater a inflação. O que me chamava a atenção era o fato de que nunca ouvi uma sugestão consistente partindo da boca de um grande empresário (os que tinham voz na mídia). Só falavam besteira (como os demais palpiteiros, aliás). Com o tempo concluí - grandes empresários são ótimos para ganhar dinheiro, para enriquecer, Mas quando querem pensar além dos seus negócios...

Imagine então o que pode resultar da junção desta ignorância conjuntural crônica com adesismo ao PT. O leitor acertou, o resultado é uma porção de bilionários tentando encontrar uma forma para manter o PT no poder...

(o leitor já sabe a posição do blogueiro - Dilma não cai, e os grandes empresários não precisam gastar tempo tentando salvá-la)

Campanha para o senado

Se a política fosse algo honesto, e os candidatos fossem leais com seus eleitores, um debate entre candidatos ao senado seria assim:

- Eu prometo que, se eleito, lamberei os pés do senador Renan Calheiros!

Ao que o outro candidato responderia:

- Já eu prometo que, se eleito, farei mais que meu nobre adversário - lamberei as cuecas do senador Renan Calheiros!

Neste cenário os eleitores poderiam ao menos decidir entre os dois candidatos sabendo o que eles realmente fariam se eleitos fossem. Mas como política não é algo honesto, estas verdades nunca são ditas durante a campanha eleitoral.