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sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo

Hebe faleceu.

Há pessoas que são tão presentes nas nossas vidas, ao longo de tantos anos, que acreditamos que elas sempre estiveram ali, e sempre estarão. Assim era com Hebe.

Mas nada é para sempre.

Eu a assisti rotineiramente desde o final dos anos 70. Seu programa era alegre, descontraído, leve. Até o final dos anos 90 fui um telespectador fiel. Nos anos 2000 fui um telespectador eventual, afinal o programa não poderia passar incólume pela era da mediocridade que engoliu o Brasil no século XXI.

Sempre admirei em Hebe seu conservadorismo político. Mesmo sendo artista, nunca integrou a tal esquerda festiva, aquela que é comunista, mas com vista para o mar de Ipanema.

Hebe foi opositora ao governo Lula. Sempre que pôde, alfinetou o governo em seu programa.

Contudo, desde sua mudança para a Rede TV Hebe havia se convertido em admiradora de Dilma. Talvez por necessidade. Talvez pelo desespero da emissora em que trabalhava em conseguir anúncios. Hebe não precisava ter descido a este ponto. Tinha dinheiro de sobra para preservar sua dignidade. Mas sucumbiu, como tantos outros sucumbiram. O poder de atração dda verba pública é forte como um canto de sereia.

Enfim, uma bela história de vida, uma carreira brilhante num veículo que é um verdadeiro moedor de carne humana. O brilho um pouco diminuído no final por não saber reconhecer a hora de parar.

Sentirei saudades.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Em viagem

Amigos que acompanham o blog, estou em viagem desde ontem, razão pela qual não tem sido possível atualizar. Amanhã retorno à base.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Data de validade

Segundo o noticiário, Obama fez um "duro" discurso contra o Irã ontem na ONU.

Só que o discurso tem data de validade - vale até as eleições de novembro. Serve para conquistar eleitores.

Reeleito, Obama seguirá sua missão, agindo a favor (ou deixando de agir contra) dos radicais islâmicos, sejam eles quem forem: Ahmadinejad no Irã, Al Qaeda na Líbia e na Síria, Irmandade Muçulmana no Egito, etc.

Chalita

Leiam a notícia do Claudio Humberto. Interpreto em seguida...

26/09/2012 | 00:00

No ataque

Candidato a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita vai adotar tom mais incisivo na reta final da campanha. Atacará Serra e Russomanno.

Interpretação da notícia: sem chances na disputa, Chalita dedicará a reta final de sua campanha a fazer campanha para o petista Haddad.

Justiça social...

Para quem foi tolo o suficiente para acreditar que o governo Dilma representava uma Glasnost em relação ao governo Lula, a máscara vai caindo dia a dia.

Mas voltemos ao tema. O senador comuna Suplicy, como escrevi ontem, é defensor da tese de flexibilização da propriedade privada em função do direito à moradia. É o conceito de justiça social do senador. Vou tentar ilustrar com uma historinha fictícia...

João e Zé.

Ambos nasceram em famílias humildes, na mesma comunidade.

João optou por se sacrificar. Trabalhou desde cedo, estudou à noite, se esforçou. Ao longo da vida foi crescendo na profissão e ganhando mais dinheiro. Optou por ter poucos filhos. Ao final de sua vida João havia acumulado um patrimônio composto por vários imóveis, que estão alugados para complementar sua aposentadoria. Sua família, bem formada, vive confortavelmente.

Zé sempre foi preguiçoso e sempre gostou da "marvada". Ao invés de trabalhar e estudar preferiu namorar. Foi fazendo filhos, cada um com uma namorada diferente. Teve sete. Quando não teve mais como evitar o trabalho, viveu de bicos. Não conseguiu dar educação para seus filhos, os quais cresceram na rua. Logo após a adolescência seus filhos também começaram a reproduzir. Ninguém possui residência própria, nem Zé, nem seus filhos nem seus netos. Alguns moram em quartos emprestados por parentes, outros moram na rua.

Para o senador comunista Suplicy o problema de Zé e de seus descendentes é culpa de ... João...

Para o senador comunista Suplicy a forma mais "justa" de resolver o problema de Zé e de seus descendentes é arrancar tudo o que João construiu com seu sacrifício e entregar para os Zés da vida.

O senador comunista Suplicy é eleito e reeleito por São Paulo. São Paulo foi povoado por pessoas que para lá migravam em busca de oportunidades de trabalho e de melhoria de vida. É incrível que justamente uma população assim eleja para o senado um comunista que acredita que praticar "justiça social" é arrancar o produto do trabalho de quem se esforça e entregar aos Zés da vida.

Ou será que a população de São Paulo nem sabe o que pensa o senador comunista Suplicy, e só vota nele porque tem cara de bobo?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Do Olavo de Carvalho

"Abortismo, casamento gay, quotas raciais, desarmamento civil, regulamentos ecológicos draconianos, liberação das drogas, controle estatal da conduta religiosa, redução da idade de consentimento sexual para 12 anos ou menos: tais são, entre alguns outros, os ideais que fazem bater mais forte o coração de estudantes, professores, políticos, jornalistas, ongueiros, empresários "esclarecidos" e demais pessoas que monopolizam o debate público neste País.

Nenhuma dessas propostas veio do povo brasileiro ou de qualquer outro povo. Nenhuma delas tem a sua aprovação.

Isso não importa. Elas vêm sendo e continuarão sendo impostas de cima para baixo, aqui como em outros países, mediante conchavos parlamentares, expedientes administrativos calculados para contornar o debate legislativo, propaganda maciça, boicote e repressão explícita de opiniões adversas e, last not least, farta distribuição de propinas, muitas delas sob a forma de "verbas de pesquisa" oferecidas a professores e estudantes sob a condição de que cheguem às conclusões politicamente desejadas."

Caixa de pandora

Desde que surgiu o MST os militantes do movimento foram entusiasticamente apoiados pelas populações urbanas.

Nós, urbanos, não sabemos nem plantar um pé de tomate, mas sabemos tudo sobre as injustiças sociais no campo. E entrávamos em êxtase a cada nova invasão de terras noticiada pelo Jornal Nacional.

Eu sempre pensei e escrevi da seguinte forma: qual a diferença entre o sem terra e o sem teto? Se é justo tirar terra de alguém para dar para quem não tem, por quê o mesmo raciocínio não vale para as cidades? Ou seja, porque não seria justo tirar imóveis urbanos de quem tem e dar para quem não tem?

"Louco" pensavam os que me ouviam falar. "Louco" pensavam os que me liam.

Aliás, "louco" é o que geralmente pensam as pessoas que me ouvem falar sobre qualquer coisa, por mais trivial que seja. É o preço que pago por não conseguir pensar dentro do senso comum...

Pois bem, hoje foi sabatinado no senado o novo ministro do STF (aquele que talvez esteja entrando às pressas para embaralhar o jogo no processo do mensalão...). Enfim, uma das perguntas do senador comuna Suplicy na tal sabatina foi justamente sobre a opinião do candidato a ministro em relação à tese (já virou tese...) da flexibilização do direito de propriedade em função do direito à moradia. Tá lá!

Sou louco?