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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Esse cara já encheu

Será o último comentário deste sujeito que publicarei e comentarei.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Febre amarela 5":

É a partir dessas opiniões é que a intolerância começa, disseminar algo sem que haja consenso científico sobre a causa de uma epidemia beira a leviandade; um pensamento obtuso que acaba por justificar hostilidades verbais e físicas contra imigrantes.


Comento:

- A intolerância começa a partir de opiniões? Então a censura seria a melhor maneira de garantir a tolerância entre todos;

- Opiniões só podem ser emitidas a partir de um consenso científico? Então precisaremos carregar conosco um séquito de cientistas, de outra forma não poderemos sequer opinar no café da esquina;

- De onde viria o consenso científico sobre o tema? Da Fundação Oswaldo Cruz? Provavelmente não, a Fundação está muito ocupada difundindo marxismos

- Questionar hipóteses, inclusive embasadas por liderança da OMS, é um pensamento obtuso? Ou obtuso é quem deseja calar o debate?

Enfim, meu blog não tem leitores, nem minha família lê. Para um comunista perder seu tempo mandando uma porção de comentários para cá é porquê toquei em algum ponto nevrálgico do projeto deles. Mas pode ficar tranquilo, comuna, ninguém me lê, então o que é publicado aqui é uma espécie de segredo.






Febre amarela 5

Comento na sequência.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Febre amarela 4":

Acho que tentar desqualificar a forma como alguém escreve não nos torna os detentores da verdade, tampouco parece honesto citar diferenças linguísticas de forma capciosa, posando com ar professoral com relação à forma como as coisas devem ser ditas. O argumento para quem não tem problemas com interpretação de texto foi dado no início: são casos silvestres, explicados de forma clara, disponível em qualquer veículo midiático. O Brasil que sedia Copa e Olimpíada tem condição de criar suas epidemias sem que para isso seja necessário recorrer à ajuda estrangeira ou propagar elucubrações de teor nacionalistas, transvestidas de argumento sólido como o item 2. do nobre blogueiro. O item 4. está em ver os fatos pelo prismas de doutrinas que já se confundem ou pereceram há tempos (socialismo/comunismo/capitalismo/ismos diversos), com exceção do niilismo. O que incomoda o blogueiro não é a doença, cuja explicação para propagação já foi citada, mas o fato das fronteiras estarem abertas para quem quiser entrar, como sempre foi, ainda mais para os oriundos de países bolivarianos, livres para experimentar esse nosso Éden tupiniquim, recheado de prosperidade e bem-estar. Não será mais plausível defender nossas fronteiras da entrada de armas e drogas que causam, comprovadamente, muito mais males do que o potencial conteúdo dessas conjecturas débeis? não são gigantes que você está vendo, apenas moinhos de ventos.


Comento: entendo, o que nos torna detentores da verdade é acusar os outros de xenofobia e pressupor que desejam o extermínio de migrantes. Agora entendi.


Mais febre amarela

No link abaixo, Laurence Cibrelus, da OMS, diz coisas como existe o risco de epidemias urbanas de febre amarela decorrente da exportação de casos, ou existe risco de surto decorrente de transmissão internacional. Deve, claro, ser um xenófobo que deseja o extermínio de migrantes...

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2018/01/19/a-febre-amarela-esta-aqui-para-ficar-diz-oms.htm

Seriam os imigrantes imunes?

Tendo em vista os comentários que estão sendo enviados pelo comentarista anônimo, concluo o seguinte:

- Se eu me embrenhar pela região amazônica sem vacina, corro o risco de ser contaminado por febre amarela, e, via mosquito, transmitir a doença para outras pessoas;

- Já um imigrante que chega pela fronteira norte e entra pelo Acre é naturalmente imune. Não existe a possibilidade de ser contaminado e trazer a doença para o sul/sudeste.

Pensar nesta possibilidade em relação ao imigrante é xenofobia, desejo de extermínio, maniqueísmo quixotesco demodê.

Febre amarela 4

O assunto está rendendo. Comento na sequência.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Febre amarela 3":

Notoriamente no Brasil, os casos de febre amarela são silvestres. Será que os imigrantes, vivendo clandestinamente nas matas, zonas rurais, estão incluídos no ciclo da doença? Em meio aos mosquitos, macacos e outros vetores, espalhando indistintamente a nossa epidemia da vez (a citar as de outrora: zika, dengue, chikungunya)? Será que essa informação é relevante e digna de ser mencionada? Será que os países europeus estão controlando/controlaram, de verdade, a procedência das correntes migratórias as quais foram alvo; estarão em risco iminente de uma grande peste? Será que devemos nos basear apenas no viés político/ideológico que norteiam nossos pensamentos e ações?
Essas barreiras invisíveis, esse maniqueísmo quixotesco, demodê e cafona, ainda está em voga? Tudo isso parece mais pano de fundo de um romance pré-moderno do século XIX, de um idealismo brega e pueril; ou de uma franquia cinematográfica conspiratória fracassada, do que algo que deve ser alardeado irresponsavelmente na grande rede.


Comento: imagino que seja o mesmo anônimo que enviou os três comentários sobre o tema. Se for, está melhorando. No primeiro comentário eu era um xenófobo, no segundo eu queria o extermínio dos imigrantes. Neste comentário atual, que parece mais enrolação confusa de quem não tem o que argumentar, o máximo que chega é "maniqueísmo quixotesco, demodê e cafona". Melhor que xenofobia e desejo de extermínio de semelhantes.

Mas vamos lá:

1. Bem observado, meu texto inicial se referia apenas à febre amarela. Mas, de fato, de onde vieram zika e chikungunya? É coincidência o fato de terem aparecido no Brasil junto com a abertura das fronteiras? Não estou afirmando que seja, ou não, apenas acho que o tema deveria ser debatido;

2. É muito delírio imaginar que um imigrante cruza a região amazônica, é contaminado, entra pelo Acre e ganha uma passagem de ônibus para São Paulo, é traz consigo a doença? É alucinação da minha imaginação imaginar esta possibilidade?

3. A Europa optou por cometer suicídio coletivo. Serve de parâmetro apenas se desejarmos o mesmo, ou seja, nosso auto-extermínio via imigração.

4. Onde estaria o maniqueísmo quixotesco dos meus textos?

5. Por quê nenhum dos comentários enviados oferece argumentos? 




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Febre amarela 3

O assunto está rendendo. O texto Febre Amarela recebeu dois comentários, um recorde na história do blog. Colei abaixo o comentário, e comento na sequência.

Historicamente, os quem mais sofreriam com a febre amarela seriam os não aclimatados com as condições do país o qual estão adentrando, solução de extermínio talvez mais simpática ao blogueiro. Seria mais coerente culpar a falta de saneamento básico, as péssimas condições de higiene que acometem grande parte da população, que fariam até a peste bubônica voltar em larga escala.

Comento: Lamenta-se, com razão, que os europeus que aqui chegaram após o descobrimento trouxeram consigo doenças que promoveram um verdadeiro genocídio entre as populações que habitavam o continente americano. Quem lamenta tal fato não é taxado de xenófobo. Mas basta suspeitar (não precisa nem afirmar) que o atual surto de febre amarela que mata pilhas de brasileiros tenha sido trazido por imigrantes que adentram o país pela região amazônica, para ser taxado de xenófobo. As condições de saneamento básico no Brasil são péssimas desde o descobrimento e, mesmo assim, a febre amarela estava erradicada há décadas. Pode ser mera coincidência, mas a doença retornou a partir do momento em que o país escancarou as fronteiras. Por fim, o blogueiro não pensa em extermínio. Extermínio, aliás, é algo que atrai os socialistas, que exterminam via paredon, gulag ou fome. Para o blogueiro bastaria que nossas autoridades colocassem as barreiras sanitárias adequadas nas fronteiras.


Temer é louco, ou é um idiota?

Segundo o site comunista UOL revelou, a deputada relatora do tal decreto de intervenção federal no RJ, que é o PMDB, declarou: com intervenção, chance da reforma da previdência ir a voto é zero. Ela, que é contrária à reforma, teria dito: pode dormir tranquilo, não vai ter reforma.

Temer é burro, louco, imbecil? Gastou meses, e milhões em propaganda da reforma da previdência, para matá-la poucos dias antes da votação?

Em que mundo vivemos? Será que o louco sou eu?

E para quê servirá esta intervenção, além de matar a reforma da previdência? Servirá apenas para desmoralizar ainda mais as forças armadas. Para nada mais. Um amigo carioca perguntou minha opinião, e respondi que não dará em nada de efetivo. O Rio de Janeiro não chegou no estado atual do nada. Foram décadas em que a maneira de pensar e agir do carioca levaram a este estado. E não adianta nada colocar o exército na rua se a maneira de pensar seguirá a mesma. Imaginem se um militar do exército matar um bandido no Rio. A Globo colocará fogo no Brasil, noticiando que o fascista matou o trabalhador pai de família. Não vai mudar nada.

Mas, enfim, o ponto do texto é que não consigo entender a atitude do Temer uma semana antes da votação. Dizem que seria jogada política para ele tentar de cacifar para concorrer à reeleição. Reeleição como se ele vive mais no Sírio Libanês do que em Brasília?