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terça-feira, 22 de agosto de 2017

5 anos para o fim

Nas minhas reflexões comigo mesmo, eu imaginava que o ocidente (e o modo de vida que conhecemos) teria mais 10 anos de existência, um pouco mais, um pouco menos.

Contudo, a velocidade da destruição surpreendeu até a mim, que sou sempre pessimista em relação ao futuro. E já revisei minha estimativa para 5 anos.

Há menos de duas semanas, ao acompanhar a destruição de estátuas de oficiais confederados nos EUA, Donald Trump perguntava retoricamente: "quem serão os próximos, George Washington, Thomas Jefferson?". A pergunta era retórica por ser impensável que isto viesse a acontecer. Pois bem, menos de duas semanas passaram, e os movimentos de "minoria" nos EUA já estão pressionando pela destruição de monumentos dos pais fundadores. Como ninguém é capaz de resistir a esses movimentos, os monumentos serão destruídos.

Qual será o próximo passo? A Constituição Americana. Sim, se os pais fundadores são tão deploráveis que não podem ser sequer objeto de estátuas, como pode o país todo se submeter a um documento escrito por eles? Então, acreditem, a Constituição Americana já era. E virá uma constituição de viés socialista.

Leio agora no Breitbart que  a onda de destruição de monumentos já chegou na Europa. E são os próprios europeus que estão destruindo.

Há dois, três anos, o ocidente assistia horrorizado a destruição de monumentos realizada pelo ISIS. Pois bem, neste breve período conseguimos retroagir a um nível de barbárie semelhante ao deles.

Então é o seguinte - o ocidente acabou (está perto do fim). Tudo o que você conheceu como modo de vida acabará junto com o ocidente. E não há para onde fugir.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Democracia é uma farsa

O caso mencionado no post abaixo é uma boa evidência de como a democracia é uma farsa, um faz de conta.

Lei de imigração sequer foi pauta da campanha do Aloysio Nunes ao senado. "Se eleito, proporei a lei de imigração!", "A lei de imigração será minha prioridade no senado!". Nada. Foi um "não tema".

Mas ... uma vez eleito e empossado, a lei de imigração de torna sua principal bandeira.

Democracia é uma farsa.

Não há nenhuma correlação entre o candidato e o eleito.

Quando votar no PSDB é pior do que votar no PT

Discutia com um interlocutor sobre como Luciano Huck, que pretende entrar na política, é uma figura abjeta. Uma espécia de símbolo da artificialidade politicamente correta, fomenta em seu programa a ideia de que é só através da ajuda de outros (no caso, do programa) que se melhora de vida, e não através do sacrifício e esforço próprios.

Mas eu disse o seguinte: num eventual segundo turno entre Lula e Huck, eu seria obrigado a votar no Huck.

Meu interlocutor disse: "sim, às vezes é necessário tampar o nariz para votar no mal menor, já fiz isso quando votei no Aloysio Nunes Ferreira para tirar o Suplicy do senado".

Ao ouvir isso, pensei: será que meu interlocutor fez um bom negócio? Afinal, Suplicy (que bobo não é) parecia mais uma figura folclórica no senado, sem muita efetividade legislativa. Já Aloysio, ainda em seu primeiro mandato, já aprovou a lei de imigração, que na prática elimina as fronteiras brasileiras, abre os bicos das tetas estatais brasileiras para toda a miséria do mundo que quiser imigrar para cá, e os torna eleitores.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Civilização em extinção

Do Flávio Morgenstern:

"Estamos vendo uma violência política em escala acentuada no Ocidente mais civilizado, provando que poucas coisas no mundo são mais frágeis do que a civilização."

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Castas de privilegiados criadas por lei

Desde que a sociedade ocidental entrou pelo caminho da autodestruição, o princípio de "todos são iguais perante a lei" (basilar) vai sendo corroído.  Hoje em dia já existe cotas para uma porção de situações. E não se iludam, muitas outras ainda virão.

Abro o informativo Veritae e me deparo com o que vai abaixo. Ou seja, nem perante a restituição do imposto de renda os brasileiros permanecem sendo iguais entre si. Professores garantiram (por lei) o direito de passarem à frente dos demais brasileiros. Em troca de quê? Em troca de nada. Aliás, Theodore Darymple escreve (em Podres de Tão Mimados) que a educação é a situação que consome mais recursos em troca de nada. Ele fala da Inglaterra. Imagine o Brasil...

"Projeto de lei que concede prioridade aos professores para o recebimento da restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) foi aprovado no dia (16) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em caráter conclusivo. Como o texto já foi aprovado pelo Senado, ele seguirá para sanção presidencial, a não ser que seja apresentado recurso para que ele seja apreciado pelo plenário da Câmara."


De True Evil, de Greg Iles

"That future was China, an ancient empire reborn as industrial superpower, a single-minded engine of economic expansion that cared nothing for ethics, the environment, loss of life, or the destinies of other nations. This insured that in a very short time, China would be locked in a mortal combat with the only other monolitic power on the planet. And the United States was woefully unprepared for this Darwinian battle for survival."


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Geraldo Alckmin

Alckmin é um fenômeno a ser estudado.

Me parece ser um razoável administrador público. Também parece ser razoavelmente honesto (dentro do que a política permite de honestidade). E, penso, todas as vezes que se candidatar ao governo de São Paulo será eleito.

Em relação à prefeitura de São Paulo, contudo, já disputou duas eleições e em nenhuma delas chegou ao segundo turno.

Em âmbito nacional, teve o fiasco de 2006. Perdeu para Lula no auge do mensalão, teve menos votos no segundo turno do que teve no primeiro, e andou trajando uma jaqueta ridícula cheia de nomes de estatais.

Como governador de São Paulo, vivia a dizer que Dilma era uma grande presidente.

Dele nunca ouvimos uma afirmação brilhante, uma fala interessante, uma ideia original. Parece sempre teorizar sobre o nada. Se possui cultura, nunca demonstra. Parece não ter idéias. Não tem appeal eleitoral, não é marqueteiro. Não tem carisma. Não fala bem, não empolga. Enfim, pela lógica deveria ser um secretário, ou um ministro, mas nunca um candidato majoritário. Mesmo assim, o interior de São Paulo o adora.

E acaba aí. Alckmin tem tanta chance de ser eleito presidente, quanto eu tenho de ser contratado pelo Barcelona para substituir Neymar. Mas parece que ele não percebe isto. E ninguém próximo tem coragem de lhe avisar. Ao insistir na sua candidatura, pode tirar da corrida aquele que parece ser o único candidato com chances de derrotar Lula e salvar o Brasil (mais uma vez) do bolivarianismo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fábio Assunção vai à guerra

Leio que Fábio Assunção vai se filiar ao PT.

Imagino que ao ver o prefeito João Dória combater o consumo de drogas em São Paulo, Assunção se assustou: "imagina se esse cara é eleito presidente. Não dá.".

Então decidiu se incorporar à tropa, filiar-se ao PT e entrar em combate junto com Lula (e tucanos), fazendo tudo o que puder para que Dória não seja eleito presidente.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O caso Google

Por esses dias, um funcionário do Google foi demitido porquê em memorando fez observações "inaceitáveis de estereótipos de gêneros".

Li hoje, no Breitbart, uma manifestação do CEO do Google sobre o caso. Percebi que o CEO é todo politicamente correto, e pisa em ovos para não "ofender" ninguém.

Ocorre que o politicamente correto é uma ditadura. E nas ditaduras as demonstrações de fidelidade nunca são suficientes. Isto significa que mais cedo ou mais tarde este próprio CEO cairá, abatido por aquilo que ele mesmo ajudou a disseminar. Ele está, de certa forma, cultivando a árvore que produzirá a madeira para o seu próprio caixão profissional.

Basta observar as ditaduras comunistas. Todos os companheiros mais entusiasmados (com pouquíssimas exceções, como Molotov) foram enviados ao paredão, afinal, suas manifestações de "pureza comunista" mais cedo ou mais tarde passavam a ser consideradas insuficientes. Desta forma, um membro da hierarquia assinava a sentença de morte de um companheiro, já sabendo que em algum momento futuro alguém assinaria a sua própria.

Mas o mundo (as pessoas) entraram de cabeça na loucura, e não serei eu que conseguirei trazê-las à razão. Resta assistir o processo destrutivo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Reforma trabalhista de mentirinha

Ficamos sabendo que a reforma trabalhista era de mentirinha. O imposto sindical foi extinto, mas ... não foi. É que o governo teria proposto fazer uma medida provisória para amenizar o impacto do fim do imposto.

Segundo a análise do Reinaldo Azevedo, o que está sendo discutido (para a tal MP) teria a possibilidade de inclusive aumentar o percentual do imposto sindical, em relação ao que já é confiscado atualmente.

Reinaldo tem uma outra proposta - que a tal MP transforme o fim do imposto sindical em algo paulatino. Fica igual no ano que vem, cai 50% em 2019, depois a 33% em 2020, 25% em 2021, e assim por diante, até zerar.

Bem, isso não vai funcionar, e imagino que o próprio Reinaldo sabe disso. Não vai funcionar porquê em outubro de 2018 tem eleição. E os candidatos serão pressionados pelas centrais sindicais para que, uma vez eleito um deles. interrompa o processo de redução então em vigor.

Se a lei ficar como está hoje, não haverá imposto sindical em março de 2019. Zero. E eu duvido que um presidente eleito tenha coragem de recriá-lo, pois todo o trabalhador perceberia que estaria voltando a pagar algo que já não estava pagando. E isto geraria indignação.

Pela proposta do Reinaldo, contudo, em 2018 o imposto sindical ainda seria 100%. Aí em janeiro de 2019 o novo presidente assume, e simplesmente interrompe o processo de redução. Ou seja, o que já estava em 100%, permanece em ... 100%. E sindicalistas e políticos ficam felizes. E o povo segue pagando a conta da festa, sem sequer perceber que foi enganado.

Seis famílias

As seis famílias que são as "donas" da informação e, consequentemente, da "verdade" no Brasil:

- Marinho;
- Macedo;
- Abravanel;
- Saad;
- Frias;
- Civita.

domingo, 6 de agosto de 2017

De Theodore Dalrymple

Sob a capa da similaridade cultural com as massas e do sentimento democrático, a nova elite vive uma vida tão distante da vida da grande maioria das pessoas do que a vida da aristocracia jamais esteve; na verdade, mais distante, na medida em que a aristocracia tinha que lidar com pessoas comuns em suas propriedades. Não foi por coincidência que o Sr. Tony Blair foi ao mesmo tempo o mais populista e o mais distante e inacessível dos primeiro ministros modernos.

Um elitista populista como a Sr. Blair não pode admitir em público, e talvez nem para si mesmo, que deseja acima de tudo viver no puro luxo, de modo tão diferente quanto possível das pessoas comuns, entre os ricos e famosos, de preferência sendo ele mesmo rico e famoso. Isso significa que ele tem de dar à sua ambição um verniz de propósito social e, ao fazê-lo, nega sua essência mesma, seu fons et origo. Uma retórica sobreaquecida, contorcionismos intelectuais e muitas formas de desonestidade são o resultado inevitável.

O sentimentalismo de massas ê um brinquedo nas mãos dos elitistas demóticos, que são uma elite apenas em sua disposição superior de recorrer às negras artes da manipulação e das disputas burocráticas.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lula ou Bolsonaro?

Ambos são:

- Autoritários;
- Estatistas;
- Contra a reforma da previdência.

E ambos possuem seguidores que ameaçam matar quem ousar criticar seus ídolos.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Reinaldo tinha razão?

Reinaldo Azevedo andou falando muitas bobagens em meses passados, e mesmo aqui neste blog foi bastante criticado. Muitas afirmações dele, que pareciam bobagens, se revelaram corretas com o passar do tempo.

Uma das coisas que ele afirmou foi que num eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro ele votaria em branco. Na época achei que isto era uma besteira. Não tenho mais tanta certeza...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A delação de Cunha

Segundo a lei Brasileira, um presidente da república, enquanto no exercício do cargo, não pode ser processado por situações anteriores ao mandato.

Considerando que Eduardo Cunha está preso desde que Temer assumiu a presidência, e que portanto só pode delatar fatos anteriores, como sua delação bomba atingiria Temer?

Mas no Brasil contemporâneo quem está preocupado com isso?