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sábado, 14 de abril de 2012

Burrice, jornalismo

Vivemos realmente em um mundo dominado pela burrice. Por exemplo, após o acidente em Fukushima, no Japão, a chanceler alemã Angela Merkel jogou para a torcida e decretou "até o ano tal (não lembro qual) a Alemanha desativará todas as suas usinas nucleares". No mesmo dia eu escrevi no blog: "é mentira, a Alemanha não possui outra fonte de energia". Mas a imprensa do mundo todo, e a população por consequência, acreditou, pois parece que os seres-humanos estão cada vez mais desprovidos de capacidade crítica.

O Japão, traumatizado pelo acidente em Fukushima, também promoveu um desligamento de usinas nucleares. Entrávamos então numa era de eliminação da energia nuclear, para gozo dos verdes...

Pois bem, vejam a declaração de ontem do ministro da indústria japonês, publicada em Veja.com:

"Enfrentaremos severos cortes elétricos se não houver esta reabertura em Oi."

Oi, mencionada acima, é um conjunto de centrais nucleares. Pois bem, a coisa é simples assim - ou os países convivem com a energia nuclear, e com os riscos decorrentes do seu uso, ou convevirão com apagões. Não tem milagre.

Para não entender esta obviedade é preciso ser jornalista.

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